Substituto reclama de atraso no pagamento

Terça, 19 Março 2013 17:50
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Dezoito professores temporários da Faculdade de Letras ficaram sem salário desde o início do ano. Após intervenção do jurídico da Adufrj-SSind junto à PR-4, situação foi regularizada

Valores depositados dia 13 sofreram desconto maior de IR


Um “ruído” entre o setor de pessoal da Faculdade de Letras e a Pró-reitoria de Pessoal deixou sem remuneração dezoito professores substitutos daquela Unidade. Alguns deixaram de receber o mês de janeiro; outros, fevereiro também. Segundo o pró-reitor de Pessoal, Roberto Gambine, “o que definiu a suspensão do pagamento foi um problema de sistema de informações”. De acordo com ele, os dezoito docentes sem pagamentos possuíam contratos que se encerraram em 31 de dezembro e que deveriam ter sido prorrogados. “As prorrogações dos contratos foram lançadas a tempo, porém, o sistema não gerou o financeiro. Estamos apurando o que pode ter ocorrido”, informou por e-mail à reportagem do Jornal da Adufrj.(Foto: Marcos Pasche: “Fui lesado no que há de mais básico”)

Na avaliação da Pró-reitoria de Pessoal, a situação foi corrigida com o depósito dos valores: “Foram feitos os acertos financeiros dos meses de janeiro e fevereiro no dia 13 de março e a inclusão de todos em folha de março (pagamento no início de abril)”. Mas Marcos Pasche, professor substituto de Literatura Brasileira e um dos prejudicados no episódio, contesta. Ele argumenta que o pagamento dos atrasados de uma só vez aumentou o valor recolhido como imposto de renda, por exemplo. “Acabei sendo retido quase duas vezes mais do que se tivesse recebido corretamente”, informa.

Além da mordida do Leão, o professor queixa-se da desorganização financeira causada em sua rotina. Destaca que precisou pegar empréstimos para pagar despesas com um pai recentemente acometido por um AVC e para cuidar das providências de seu casamento, além de passar o próprio aniversário (em 10 de fevereiro) e o carnaval sem os salários.

Questiona, ainda, a falta de informação e atenção administrativa: “Fui lesado no que há de mais básico em termos trabalhistas, que é o vencimento”, critica. “Parece que é possível ser restituído, mas não recebemos nenhuma informação a respeito. O que a PR-4 poderia ter feito era enviar um e-mail para todos que estão nessa situação, explicando o que aconteceu, passando as informações e se desculpando. Quando escrevi sobre o problema do imposto só recebi um e-mail com uma tabela que não me disse nada”, observa. “Parece que estou vivendo o processo de Kafka, sendo penalizado sem ter feito nada de errado”, completa.

Desencontros
Marcos relata que não estranhou a ausência do depósito no dia primeiro de fevereiro. Avaliou que este seria realizado no quinto dia útil, “como no caso das bolsas”. A preocupação se deu quando, dia 7, antevéspera do Carnaval, não identificou o dinheiro além do vale-transporte. Em seguida, entrou em contato com a Seção de Pessoal da Faculdade de Letras, onde foi informado de que houve um problema no envio de documentos à Pró-reitoria de Pessoal, o que seria contornado imediatamente. “A funcionária me assegurou que o pagamento seria depositado no segundo dia útil de março, o que não ocorreu, à exceção do valor referente ao vale-transporte”, relembra. Para Pasche, “o que mais causa perplexidade é a UFRJ não dispor um mecanismo para providenciar pagamentos em caráter de urgência”.

Apoio da Adufrj-SSind
O professor contou com o auxílio da assessoria jurídica da Adufrj-SSind, que intermediou o contato com a PR-4 para resolver o problema.

Reportagem foi impedida de entrar na Letras
Ao longo da semana, o Jornal da Adufrj tentou entrar em contato com a Seção de Pessoal da Letras, por telefone, sem sucesso. No dia do fechamento desta edição, a reportagem foi impedida de entrar no local por portar máquina fotográfica. “Ordens da direção. Aqui não pode  fotografar”, disse um segurança.


UFRJ possui 261 substitutos

A Pró-reitoria de Pessoal informou que, atualmente, a UFRJ possui 261 professores substitutos, sendo 25 destes localizados no Colégio de Aplicação. Segundo a administração, a substituição desses docentes, em situação precária, por concursados, conforme o banco de professores-equivalentes, está dentro do cronograma esperado pela universidade.

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