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WEBartigoJosé Garcia Abreu, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas - Foto: Silvana SáUm dos grandes desafios do ICB é sua fragmentação geográfica, com laboratórios e alas espalhadas pelos vários blocos do CCS. Isso dificulta as interações internas, o convívio e a consolidação de sua identidade espacial que é de um instituto moderno, transversalizado e sem as barreiras e feudos departamentais. Outro desafio é sua assimetria no corpo docente, onde 51% são professores adjuntos buscando consolidar suas carreiras, 37% professores associados em fase de consolidação e 12% professores titulares, alguns podendo se aposentar em curto tempo. O ICB tem três professores eméritos – Radovan Borojevic, Vivaldo Moura Neto e Roberto Lent. Temos um elevado percentual de docentes que não tem espaço para trabalhar ou ampliar seus laboratórios, escassos financiamentos e muitos ainda não estão inseridos no sistema de Pós-graduação. Um caminho para resolver estes dois desafios reside na ocupação e término de nosso novo prédio, cujo projeto foi idealizado na gestão do então diretor, professor Roberto Lent (2007-2014). Desde 2012, tentamos finalizar a construção. Ela tem cerca de sete mil metros quadrados, dividida em três pavimentos e três módulos. Até aqui, conseguimos recursos do Ministério da Saúde, da Finep, de emendas parlamentares e do orçamento da UFRJ. Desde 2017, estamos em vias de ocupar e inaugurar 3 mil m2 equivalentes ao primeiro módulo, que já tem prontos e mobiliados nove laboratórios, seis salas multiusuárias, uma área administrativa e dois andares com dez salas de experimentação animal e dois biotérios. Com a ligação da subestação do CCS que alimenta a subestação do novo prédio do ICB, poderemos testar o pavilhão técnico, toda a infraestrutura de TI, e um potente gerador que ainda não puderam ser ligados. Após a ocupação do primeiro módulo, que será utilizado por cerca de 200 pessoas entre docentes, técnicos e alunos, teremos o desafio de buscar recursos, na ordem de milhões, para concluir os outros dois terços do edifício (que contempla mais 27 laboratórios, 4 auditórios e 4 salas de aula) e integrá-lo com as outras áreas do ICB. Com isso, vamos propiciar um ambiente moderno para o desenvolvimento de pesquisas e a formação de novas gerações. Mas este não será um desafio trivial, ainda mais na conjuntura política e econômica atual. Necessitará de envolvimento de todo o ICB, da administração central da UFRJ e a busca de parcerias para um projeto do instituto futurista alinhado com as necessidades do país e avanços tecnológicos voltados à saúde.

José Garcia Abreu
Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas

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