Assembleia realizada no Centro de Tecnologia - Foto: Kelvin Melo

Kelvin Melo

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A maior delegação dos últimos cinco anos vai representar os professores da UFRJ no próximo Congresso do Andes, marcado para Salvador (BA), no fim de janeiro. Serão 25 delegados e observadores: da diretoria ou ligados a ela, da oposição e até mesmo independentes. Os nomes (confira aqui a lista) foram votados na última assembleia da Adufrj em 2017, dia 20, como resultado de uma negociação respeitosa entre as partes. O processo de superação das diferenças, que durou mais de um mês, tem como objetivo fortalecer a defesa da universidade pública na atual conjuntura.

Na assembleia, ficou definida a realização de um seminário, em 15 de janeiro, para aprofundar a discussão dos temas do evento de Salvador. Uma nova assembleia, dois dias depois, vai concluir os preparativos para o encontro. No Congresso do Andes, os delegados debatem teses sobre os temas centrais do encontro. O material está reunido num caderno de textos, à disposição dos associados na sede da Adufrj.

Este ano, a diretoria apresentou sua própria tese, intitulada “Universidade para a Democracia” (leia a íntegra aqui). A referência é a defesa dos direitos conquistados na Constituição Federal de 1988. O diretor Eduardo Raupp observou que o documento está no site e no perfil da Adufrj no Facebook: “Ele representa uma reflexão do que foi nosso programa como chapa, mas atualizada pela conjuntura”, afirmou. A professora Ligia Bahia, também diretora da Seção Sindical, ressaltou o momento de realização do congresso: “O ano já nasce com um debate político intenso. O congresso coincidirá com o julgamento que vai definir a elegibilidade do ex-presidente Lula”, disse.

Na assembleia, os professores debateram a metodologia da discussão dos textos. “Podemos encontrar pontos de consenso, ainda que não concordemos em tudo”, ponderou Luciano Coutinho, professor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, e um dos líderes da oposição. “Temos que aprender a respeitar nossos dissensos. É da vida. Não vamos concordar em tudo”, emendou a professora Cris Miranda, do Colégio de Aplicação. Para a presidente da Adufrj, professora Maria Lúcia Werneck, “parece ser mais interessante convergir para escolher pontos de debate, em vez de aprovar ou não aprovar um texto”, disse. “Precisamos encontrar consensos. Isso nos fortalece”, completou o diretor Felipe Rosa.

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