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Campanha pela volta do MCTI conquista as redes

Elisa Monteiro
elisamonteiro@adufrj.org.br

Com menos de 48 horas no ar, a plataforma digital criada por professores da UFRJ contra a extinção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação registrou o envio de mais de 350 e-mails para os parlamentares da comissão do Senado encarregada de debater o tema.

Outra iniciativa da campanha da Adufrj é a troca de fotos dos currículos Lattes por avatares com o lema “Fica MCTI”.

A ideia conquistou pesquisadores importantes de todo o país e repercutiu na imprensa nacional (confira abaixo alguns “recortes”): “A mudança da foto teve um impacto muito legal com representatividade em todo o Brasil, principalmente pela participação de pesquisadores como o ex-ministro Sérgio Rezende, Artur Ávila, Paulo Artaxo, Vanderlan Bolzani e o antropólogo Otávio Velho. São pessoas de referência. Muita gente está aderindo e manifestando a inconformidade com essa extinção sem qualquer discussão”, avaliou o vice-presidente da SBPC, Ildeu Moreira, professor do Instituto de Física da UFRJ, e um dos líderes do movimento.  

Com a hashtag #FicaMCTI, o protesto está no twitter, facebook, blogs e chegou à imprensa tradicional. Os principais jornais do país noticiaram o tema. Na manhã de terça-feira, 7, professores da UFRGS deram um abraço simbólico na universidade pela volta do Ministério. Outras agendas, como a mesa-redonda no Instituto Politécnico da Uerj nesta quarta-feira 8, chamam atenção para o tema.

Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Química, Vanderlan Bolzani diz que, se todos os cadastrados mudassem a foto no Lattes, demonstraria uma unidade entre colegas. “Seria importante para termos uma visibilidade como a alcançada pelo movimento de artistas”. Vanderlan externou sua contrariedade com a transformação da pasta em secretaria: “Não há como termos uma nação soberana e desenvolvida sem uma Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação fortes. Não há qualquer benefício em converter um Ministério, que sequer tem orçamento alto, em uma secretaria. Ciência, Tecnologia e Inovação são políticas de Estado”.

Para a pesquisadora, a pesquisa não pode ser encarada como custo, mas como investimento estratégico, inclusive na crise: “A produção de commodities como a soja só é possível graças ao avanço da Embrapa”.

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