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Conhecimento sem Cortes ganha mais espaço na mídia

A campanha Conhecimento Sem Cortes ganhou destaque no jornal O Globo e na revista científica Physics World, uma das mais importantes da área da Física. As notícias reforçam a iniciativa a favor dos investimentos em Educação e na pesquisa nacional.

Quase 82 mil pessoas já assinaram a petição da campanha. As assinaturas serão entregues aos parlamentares em uma audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, marcada para 10 de outubro, em Brasília.

A atividade será acompanhada por reitores de diversas universidades federais, representantes e parceiros da campanha ao longo dos últimos três meses. O objetivo é pressionar governo a reverter os drásticos cortes de investimentos federais no momento em que se discute o orçamento para 2018.

Antes disso, no dia 26, o movimento estudantil Correnteza promove, no Instituto de Computação da UFF, às 16h, um debate com a participação da presidente da Adufrj, Tatiana Roque, representando a campanha Conhecimento sem Cortes.

Tesourômetros
Um dos instrumentos de mobilização da campanha é o tesourômetro, painel eletrônico que registra o impacto dos cortes, desde 2015. A cifra já ultrapassou os R$ 12 bilhões. Hoje, três painéis estão instalados em diferentes locais: na UFRJ, na UFMG e em Brasília, na Asa Sul.

ARTIGO DA DIRETORIA

QUESTÃO DE ALÇADA

A campanha #ConhecimentoSemCortes tem sido bem-sucedida em sensibilizar a opinião pública sobre os efeitos dos cortes nos orçamentos para a Universidade e para as atividades de ciência e tecnologia. Conseguimos espaço nos meios de comunicação e temos obtido adeptos de diferentes origens, retirando a universidade do isolamento que normalmente vive.

Na mais recente inserção da campanha na mídia, em matéria sobre o tesourômetro no Globo, entrevistaram o Reitor Roberto Leher que, em vez de expor os problemas sofridos pela universidade e o que tem feito para saná-los, preferiu criticar a campanha liderada por esta seção sindical, afirmando que “nada substitui a mobilização institucional e, principalmente, a presença da comunidade no espaço público”, em referência ao fato de vários mecanismos da campanha serem virtuais.

O Reitor deve saber que a universidade está sob ataque e não pode se dar ao luxo de dar abertura para críticas, sobretudo na grande mídia. A incapacidade da UFRJ em manter seus equipamentos abre um flanco para questionamentos, bem como as seguidas demonstrações de dificuldade de gestão de seu espaço, como ocorre na inabilidade no enfrentamento dos problemas que emergem no alojamento estudantil e na forma como, por exemplo, tem sido encaminhada a questão do Canecão e do Hospital Universitário. A resolução desses problemas, assim como a exposição das demandas orçamentárias, são função da reitoria. No entanto, parece que o Reitor Roberto Leher ainda pretende ocupar a posição de sindicalista e prefere dedicar tempo e espaço no Globo para criticar as formas de luta escolhidas por esta seção sindical. Esperamos que se dedique mais ao cargo para o qual foi eleito e podemos ajudar no que for preciso, mas com o devido respeito ao que é da alçada da seção sindical.