Foto: Elisa Monteiro

Elisa Monteiro

elisamonteiro@adufrj.org.br

O Ministério da Educação anunciou, nesta quinta-feira, a liberação de R$ 2,3 milhões em limite de empenho extra para moradia estudantil da UFRJ. Segundo notícia veiculada por O Globo, o dinheiro seria usado para reconstrução da ala B do alojamento tradicional, queimado parcialmente no incêndio de 2 de agosto. Mas, de acordo com a assessoria da UFRJ, o valor corresponde ao que foi solicitado ao MEC para a conclusão do alojamento em módulos. Entre o Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza e o Centro de Pesquisas da Petrobras, esta obra foi iniciada em agosto do ano passado, mas está parada há meses por falta de recursos.

A transferência dos estudantes que estão abrigados provisoriamente num hotel para os módulos, a princípio, “não é o objetivo”. O local deverá atender os estudantes cadastrados na fila de espera por moradia.

A administração informou que, à época do incêndio, foi demandado formalmente ao MEC um reforço financeiro para reparação dos alunos que sofreram perdas no incêndio e para alocação de espaço temporário a todos que ficaram desalojados.

Além disso, a UFRJ cobrou R$ 11 milhões para recuperação da ala B incendiada e, justamente, os R$ 2,3 milhões para conclusão das obras do alojamento de módulos. O último aporte equivale ao reforço anunciado pelo MEC.

A ala B do alojamento atual tem capacidade para 252 pessoas, enquanto o de módulos terá 164 vagas. A projeção da administração é, quando o dinheiro entrar na conta, finalizar as obras do alojamento de módulos em três meses.

Incêndio: reitoria aposta fichas em Crivella

A expectativa da reitoria para dar respostas aos desalojados pelo incêndio é a parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro. No início da semana, a Prefeitura do Rio assumiu o compromisso de reconstruir o alojamento em troca de cursos de qualificação para professores da rede municipal.

O prefeito Marcelo Crivella e o reitor Roberto Leher reuniram-se na segunda-feira (21). No encontro, foram discutidos também projetos para o antigo Canecão e para reabertura de leitos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

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