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Dirigente da Capes falou à UFRJ sobre avaliação

“Discutir novos critérios não significa que o que foi feito até aqui não tenha sido bem conduzido, mas são necessárias adequações para acompanhar as mudanças da pós-graduação no Brasil”. A declaração é da diretora de Avaliação da Capes, professora Rita Barradas, em palestra realizada na Coppe, na tarde do dia 30. Foi a primeira atividade organizada pela nova diretoria da Adufrj, em conjunto com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Presidente do sindicato, Maria Lúcia Werneck comemorou o encontro: “Serviu para situar a UFRJ no debate nacional sobre o processo de avaliação e para pensar o que queremos dos rumos da pesquisa brasileira”, disse.

Confira a seguir, os principais pontos da palestra de Rita Barradas, docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Mudanças
“O fato de a gente estar discutindo a mudança no sistema de pós-graduação não significa, de maneira nenhuma, que a avaliação que ainda estamos concluindo não tenha sido bem conduzida. Não se trata disso. Se trata de repensar e reorientar aquilo que até o momento teve bastante sucesso. No entanto, para continuar assim, ela precisa de ajustes, ela precisa entender qual é o momento e que mudanças são necessárias para esse momento”.

Coleta de dados
“Esta foi a principal mudança estabelecida já nesta última avaliação quadrienal. Mas temos discutido que é preciso ajustar algumas coisas. Por exemplo, o modelo não pode ser o mesmo para as modalidades acadêmicas e profissionais. Também é problemático termos um mesmo modelo para programas individuais, em associação ou em rede. O fato de existir um único aplicativo para todas as áreas de avaliação também torna o Coleta muito extenso, porque ele precisa contemplar áreas e situações muito distintas”.

Emprego
“Ao cruzar dados com o banco de empregos formais do Ministério do Trabalho, conseguimos mapear 75% dos egressos do mestrado e 86% dos egressos do doutorado. E saber que empregos eles estão ocupando, que atividades desempenham, a remuneração média, se houve migração de áreas do conhecimento e região do país. É um conjunto de dados muito amplo que está disponível para a comunidade acadêmica”.

Diversidade de cursos
“Recebemos por ano, em média, 720 novas propostas de cursos. Passamos o ano trabalhando. Temos 2.121 programas com mestrado e doutorado; 1.382 programas apenas com mestrado; 83 doutorados isolados e 772 mestrados profissionais. Ou seja, são perfis muito diferentes para serem avaliados juntos”.

Intervalo maior
“Poderíamos pensar num tempo mais extenso entre avaliações de programas de excelência, com notas 6 e 7, por exemplo, porque estariam já totalmente consolidados. Diferentemente dos de notas menores, que precisariam de acompanhamento mais próximo”.

Qualidade da formação
“É preciso fornecer aos alunos elementos necessários para buscar a qualidade da formação, criar espaços para a novidade, a criatividade e a inovação. A gente tem clareza que precisamos melhorar e inovar os nossos instrumentos”.