Elisa Monteiro

elisamonteiro@adufrj.org.br

A Assembleia Geral da Adufrj aprovou a paralisação de 24 horas em 14 de setembro, em defesa dos serviços públicos e contra a reforma da Previdência. O protesto é articulado por diversas entidades e movimentos nacionais.

Foram 26 votos favoráveis e 22 contrários à suspensão das atividades acadêmicas no dia 14. No Fundão, a paralisação perdeu por 21 a 10; no IFCS, foram cinco votos favoráveis e um contrário; em Macaé, foram 11 favoráveis e nenhum voto contrário.

A professora Marta Castilho, do Instituto de Economia, argumentou que, para os cursos da Praia Vermelha, com muitas aulas perdidas no início do segundo semestre em função de obras no Palácio e do atraso na conclusão do prédio de módulos, “seria ainda mais penoso”: “Sou favorável à participação na passeata precedida de uma atividade preparatória, como um debate, como se costuma fazer no IFCS”, destacou.

A professora Sara Granemann argumentou pela paralisação: “Para professores como eu e outros colegas, que temos mais tempo de UFRJ, a situação não é tão grave. Mas, para os novos, a situação em relação à perda de direitos de aposentadoria é muito séria. Não aprovar paralisação significa que estamos de acordo com isso”.

O ato convocado pelo funcionalismo federal contará com o tradicional “esquenta” da comunidade da UFRJ no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). E deve crescer com a adesão dos servidores do Estado, já em campanha em função da crise do Estado. “O ato no Rio de Janeiro tem a especificidade de os servidores estaduais se somarem”, disse Cláudio Ribeiro diretor regional do Andes.  “Assim como o Rio está sendo laboratório para desmonte do estado, o laboratório de resistência também está sendo aqui”, justificou.

Foram eleitos ainda os representantes da Adufrj para o 3º Congresso da CSP-Conlutas, de 12 a 15 de outubro, em São Paulo. Foram indicados os professores Cláudio Ribeiro (FAU), Elídio Marques (NEP-PDH), Luciano Coutinho (FAC), Renata Flores (CAp) e Sara Granemann (ESS).

A assembleia foi realizada simultaneamente nesta quarta-feira (30) no Centro de Tecnologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e Macaé. E houve transmissão entre os locais pela tecnologia de videoconferência.

Marcha pela Ciência, no sábado

Durante a reunião, a diretoria convidou para a segunda Marcha pela Ciência, no sábado, 2, na Praça Mauá, a partir das 15h. A mobilização é internacional, em defesa do conhecimento científico. No Brasil, haverá atividades no Rio de Janeiro, São Paulo e em outras cidades. A Adufrj tem protagonismo entre as entidades organizadoras da manifestação.

“Todo o esforço da campanha é transmitir à população, da maneira mais didática possível, a ameaça que esses cortes colocam para o conhecimento e a ciência”, destacou a presidente da Adufrj, Tatiana Roque. Ela ressaltou o fator estratégico do momento com a proximidade da votação no Congresso Nacional da Lei Orçamentária para 2018.

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