FSOU1213

Silvana Sá         
silvana@adufrj.org.br
Foto: Fernando Souza

 Preocupado com a situação do Hospital Clementino Fraga Filho, o diretor Eduardo Côrtes tem realizado uma série de reuniões com a comunidade local sobre alternativas para superar a crise. Entre os assuntos abordados, a possibilidade de aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, criada no governo Dilma Rousseff para gerir os HUs. Neste dia 16, ele conversou com os estudantes. Na reunião, que durou quase quatro horas, Côrtes pediu que os alunos discutam o assunto. “Temos que decidir nos próximos dois meses. Não podemos perder o momento de negociar. Pensem, conversem com as turmas. Eu vou respeitar qualquer decisão”.

O diretor não quis dar declarações à reportagem da Adufrj sobre o assunto. No dia 15, em entrevista à GloboNews, Côrtes afirmou que o hospital não é orçamentado e que a Ebserh não resolveria este problema, mas traria agilidade na contratação de pessoal. Ele deixou claro que qualquer decisão neste sentido cabe ao Conselho Universitário. No mesmo dia 15, o diretor conversou com os chefes de serviço da unidade. Na segunda-feira (13), com o setor de enfermagem. De acordo com algumas pessoas que acompanharam as duas reuniões — e que preferem não se identificar —, os profissionais concluíram que a sobrevivência do hospital passa pela empresa. A reitoria, por meio de nota, afirmou que “a contratação da Ebserh é uma alternativa que entra em conflito com a autonomia e altera o escopo jurídico da universidade”. Segundo a assessoria de imprensa, este posicionamento diz respeito a todas as unidades hospitalares da UFRJ, não somente ao Hospital Universitário.

Relação com a empresa

Entre 2012 e 2013, durante as discussões da Ebserh na universidade, Eduardo Côrtes e Roberto Leher eram os principais atores contrários à contratação da empresa. Em 2013, o Conselho Universitário tirou o assunto da pauta. Em novembro passado, o presidente da Ebserh, Kleber Morais, visitou o hospital a convite de Côrtes. No Rio de Janeiro, somente os hospitais universitários da UFRJ não aderiram à gestão da Ebserh.

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