Elisa Monteiro

elisamonteiro@adufrj.org.br

A segunda edição do Festival Interuniversitário de Cultura do Rio (FestFIC 2017) está com programação aberta ao público até este fim de semana. São mais de 200 atividades na capital e no interior do Rio (Campos do Goytacazes, Nova Iguaçu, Resende e na Ilha Grande), sempre relacionadas a instituições públicas de ensino técnico e superior do estado.

São apresentações artísticas, exposições, atividades recreativas, cursos, seminários e oficinas. em múltiplas linguagens e com opções para todas as idades. A agenda completa pode ser conferida na página do Festival: https://festfic.wordpress.com/.

O Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, na avenida Rui Barbosa, no Flamengo, é um dos principais polos do evento. O prédio ganhou o apelido de “Casa das Universidades”, por abrigar alguns trabalhos de outras instituições durante o Festival. No local, destaque para uma exposição da Escola de Belas Artes (EBA), além de artistas independentes. A programação da universidade vai até hoje (11), de 9h às 21h. O fechamento do Festival será amanhã (12), na Quinta da Boa Vista, às 11h, com um piquenique cultural.

Paula Scamparini, professora da EBA, escolheu duas palavras para descrever a iniciativa em um imóvel que não é preparado para receber obras de arte: colaboração e ocupação. “Para quem trabalha com arte visual e escultura contemporânea, lidar com um espaço como o da Rui Barbosa é um desafio”, conta. “Foi de grande aprendizado o trabalho coletivo entre os estudantes, professores, artistas e equipe de montagem”.

Arte e política no cardápio

A professora comemorou a participação da UFRJ no projeto: “Estamos fazendo nosso papel, dialogando com a sociedade e a cidade”, avaliou. “O que é fundamental nesse momento de dificuldades para as artes, sem apoio e verbas”.

Visitante na “Casa das Universidades”, o ator Kadosh Olive elogiou, em especial, uma instalação interativa num dos pátios internos do prédio: “Incrível! Cria a possibilidade de vários movimentos e de relaxar”. Ele considerou a obra bem próxima dos trabalhos da pintora e escultora Lygia Clark (1920-1988).

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