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Hospitais Universitários: Comissão técnica não anda

ComissaoHU

Segundo relato no Consuni, grupo de especialistas encontra dificuldade em dar seguimento aos trabalhos de diagnóstico dos hospitais universitários. HUs não têm informações precisas sobre pessoal

 

Comissão completou 30 dias de instalada

Silvana Sá. silvana@adufrj.org.br [1] 

A pauta da sessão do Conselho Universitário que ocorreu no dia 11 de julho previa uma primeira parcial do trabalho de levantamento de situação e diagnóstico dos hospitais universitários, a cargo da comissão técnica. No entanto, uma das integrantes da comissão de acompanhamento, a professora Diana Maul, informou que não existe ainda um relatório inicial dos trabalhos da comissão. De acordo com a docente, o grupo de especialistas encontra dificuldades principalmente no acesso a informações sobre extraquadros, compras e licitações.  (Foto: Conselheiros reclamam que falta condições de trabalho ao grupo de especialistas. E solicitam que prazo inicial de 60 dias seja revisto)

Diana informou que nesta segunda-feira, dia 15, haverá reunião da comissão de acompanhamento. O objetivo é agendar um encontro com ao menos um representante de cada uma das especialidades que compõem o grupo técnico. “Esperamos sistematizar um primeiro relatório que dê conta de sintetizar as informações resultantes do primeiro mês de trabalho para apresentar na próxima sessão do Consuni”, declarou a professora.

Roberto Leher chamou a atenção para a gravidade do relato de Diana Maul: “Estamos trabalhando com questões complexas, sobre contratação de pessoal terceirizado, sobre compras, licitações. Nesse primeiro mês houve especialistas que saíram da comissão, houve quem foi nomeado, mas não se considerava suficientemente informado sobre o caráter do trabalho. Já se passaram 30 dias dos 60 que a comissão tem”.

O decano do CFCH, professor Marcelo Corrêa e Castro sugeriu que o Consuni considerasse a possibilidade de estender o prazo de 60 dias dado à comissão: “Aprovamos um cronograma que levava em conta que o trabalho contaria com plena estrutura. Se houve falha, precisamos repensar esse prazo”.

O reitor Carlos Levi declarou que a administração central não mede esforços em atender às solicitações do grupo técnico e que dará o suporte e a infraestrutura necessária aos trabalhos da comissão.

Terror no HU

O conselheiro da bancada técnico-administrativa, Nilson Barbosa, expôs no Consuni as recentes denúncias que o Sintufrj tem recebido com relação ao que chamou de “clima de terror” instalado no HUCFF. “Há alguma coisa muito estranha acontecendo nesse processo. Parece uma tentativa de mostrar que o quadro é pior do que verdadeiramente é. Nossa bancada repudia essa atuação. Há um clima de terror no HU. Há pessoas sendo coagidas, ameaçadas. Queremos que a reitoria da universidade se pronuncie sobre o assunto”. O reitor, porém, não comentou o caso.

Pauta da Adufrj-SSind

A 2ª vice-presidente da seção sindical, Fátima Siliansky, informou na reunião do Consuni sobre a mobilização dos professores para a paralisação e o ato do dia 11 de julho, Dia Nacional de Greves. Também abordou a preocupação da entidade com os limites impostos à comissão técnica em realizar o diagnóstico dos HUs. “Nesse sentido, a Adufrj-SSind está elaborando um conjunto de perguntas que temos a necessidade que sejam respondidas, até mesmo a título de contribuir para o trabalho das comissões. Tão logo este conjunto de questionamentos esteja pronto, encaminharemos à comissão técnica”.

A diretora citou, ainda, o caso do professor Nelson Souza e Silva. Afirmou que a Adufrj-SSind se coloca inteiramente ao lado do docente, porque quando um professor tem um direito seu desrespeitado na universidade, todos os outros são também atingidos.

 

Lei orgânica para as Ifes

Assunto entra na pauta do Consuni, mas não chega a ser discutido

A inclusão do debate sobre a proposta da Andifes de Lei Orgânica para as universidades públicas federais pegou de surpresa boa parte dos conselheiros. O reitor chegou a afirmar que o objetivo da administração central em colocar o tema na pauta do Consuni não era para deliberação da UFRJ sobre o tema, mas para propor mudanças na lei que está sendo discutida em Brasília (entenda mais sobre a lei na página 6).

O professor Roberto Leher, representante dos Titulares do CFCH, destacou o tema em sua intervenção: “Estou convencido de que este documento é de uma gravidade extrema para a universidade. Fico muito preocupado com a possibilidade de qualquer exame sem uma análise mais aprofundada”.

Dentre os aspectos negativos da lei, ele citou o fim do caráter autárquico das universidades; delimitação de percentual do orçamento para pessoal e custeio (85% e 15%, respectivamente); e o orçamento global das universidades, cujo cálculo não está colocado de maneira clara na lei: “A lei pode significar um cheque em branco. Há um cenário de incerteza completa”. 

O item, sexto da pauta da sessão do Consuni, não chegou a ser apreciado por falta de tempo regimental e quórum.