Foto: Marco Fernandes

Elisa Monteiro

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*e Fernanda da Escóssia

Durante a reunião com a direção do Clementino, os integrantes da Comissão Nacional de Residência Médica reconheceram que foi inadequado o diagnóstico de “situação pré-falimentar” atribuído ao hospital no relatório emitido em 13 de dezembro – o que acalmou os ânimos na reunião da última quinta-feira, 11.
Para o diretor do hospital, Leôncio Feitosa, “pré-falimentar” é uma expressão que contrasta radicalmente com o resultado positivo, obtido em maio do mesmo ano, com a aprovação dos 32 programas da UFRJ pela Comissão Estadual de Residência Médica do RJ (Ceremerj).
“Confio na minha formação. Atendi mais de 700 pacientes em dois anos. Faço prova de três em três meses. Acabar com a residência é um crime”, diz o residente Henrique Celi, de 26 anos.
A secretária-executiva da comissão, Rosana Leite de Melo, declarou à reportagem da Adufrj que a inspeção foi motivada por várias denúncias encaminhadas por residentes, funcionários e pacientes do hospital. Segundo ela, o relatório da comissão vai muito além das duas páginas encaminhadas à direção do hospital. “Verificamos que os residentes não estão tendo a prática necessária. A residência é um curso curto e prático, então eles precisam praticar”, afirma. Rosana também negou qualquer motivação política para a decisão de colocar as residências em diligência.
A Comissão de Residência Médica é coordenada pelo MEC e tem representantes de vários órgãos, como o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e o Conselho Federal de Medicina, entre outros.
“Os aprovados podem ficar tranquilos, pois farão o curso normalmente. A matrícula deve ser em fevereiro”, afirmou Eduardo Fraga, coordenador de atividades educacionais do hospital.

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