Os ministros Henrique Meirelles e Dyogo de Oliveira anunciam as medidas para reduzir despesas com pessoal - Foto: Clésio Rocha / MP

Redação Adufrj

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Ainda é incerto o efeito do novo pacote de ajuste fiscal sobre os professores universitários. A única ameaça garantida é a elevação da contribuição previdenciária de 11% para 14% para os docentes concursados antes de 2013.

Especialistas ouvidos pela reportagem entendem que os ganhos salariais derivados da reestruturação da carreira devem ser mantidos. “Não temos aumento previsto para o ano que vem. O que temos é a reestruturação, com ganhos salariais parcelados em três anos – 2017, 2018 e 2019”, explica Eduardo Rolim, presidentedo Proifes, entidade nacional responsável pela assinatura do acordo que deu origem às mudanças. A primeira parcela já está na prévia de contracheque dos docentes. O Andes vai discutir o assunto no fim de semana, em Brasília.

Sobre o teto de R$ 5 mil no início da carreira, os analistas ponderam que o primeiro nível do magistério federal já está abaixo, considerando os professores em regime de 20 horas, sem titulação.

Questionada sobre o eventual impacto do pacote no magistério federal, a assessoria do Ministério do Planejamento respondeu apenas que “as medidas anunciadas para a redução de despesas com pessoal estão sendo finalizadas internamente dentro do governo. O detalhamento das ações propostas será divulgado oportunamente”. A aprovação do pacote fiscal ainda depende do Congresso Nacional.

Dinheiro insuficiente

Se o futuro dos professores continua incerto, o presente das universidades não é confortável. Anunciada pelo MEC na sexta-feira (11), a liberação de R$ 450 milhões para as universidades está longe de resolver os problemas. O pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Roberto Gambine, informou que a UFRJ terá direito a apenas R$ 16,2 milhões do total, o que vai servir para “quase nada”: “É uma tensão. Vão liberando os recursos a conta-gotas”.

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