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Insegurança no Fundão

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Insegurança no Fundão

Dentro do campus, o número de roubos e furtos aumentou em relação ao primeiro semestre de 2015. Mas autoridades afirmam que índices são baixos

Tatiana Lima
tatianalima@adufrj.org.br

Desde o assassinato do estudante Diego Vieira Machado, nas imediações do alojamento, a comunidade acadêmica acompanha com atenção os indicadores de violência no campus.

Levantamento feito pela Adufrj, com base nas estatísticas de ocorrências da Divisão de Segurança (Diseg), mostra que houve um crescimento dos números de assaltos e roubos no Fundão no primeiro semestre deste ano. Foram registrados 32 furtos e 15 roubos na Cidade Universitária. Em 2015, no mesmo período, ocorreram 26 registros, sendo oito roubos.

O comandante do 17º BPM, coronel Odair Blanco, garante que o Fundão tem os menores índices de violência. “Ainda que as ocorrências levem a um clima de insegurança, são os números mais baixos da área coberta pelo batalhão”. Somando os casos de roubos e furtos, o campus representa 2,93% dos casos na região até maio deste ano. Ele solicita que a comunidade faça os registros junto à PM. É a forma de justificar um possível aumento de efetivo. Só duas viaturas da polícia dão apoio à segurança na Cidade Universitária.

Paulo Mário Ripper, prefeito da UFRJ, e o reitor, Roberto Leher, reuniram-se com o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, em 19 de julho. O objetivo foi traçar estratégias de melhoria da segurança nos campi. “No Fundão, realizamos melhorias na iluminação e colocamos agentes da Diseg nas entradas das unidades. Mas também temos preocupação com a segurança extramuros”, afirma Ripper. Ele reforça que há mais ocorrências de assaltos nos ônibus que vêm para o Fundão.

A estudante Cintia Silva, da Escola Politécnica, confirma o problema. Em março, ela voltava para casa, quando dois homens armados anunciaram um assalto no bairro do Catumbi, dentro da linha 485 (PenhaSiqueira Campos). “Eles entraram comigo no ônibus lá no ponto do Centro de Tecnologia, por volta de 15h”. Em julho, Cintia passou por outro assalto na mesma linha. “Não levaram nada meu, mas várias pessoas foram roubadas. Eles desviaram a rota do ônibus para uma rua próxima à Rodoviária”.

Preocupação com Direito e Museu Nacional

Na reunião com o secretário Beltrame, foi solicitado apoio do Grupo Tático Móvel para coibir os assaltos a coletivos, e ações do 5º BPM (Centro da Cidade) e 4º BPM (São Cristóvão). A ideia é alocar viaturas na entrada das unidades da Faculdade de Direito e do Parque da Quinta da Boa Vista. A professora Adriana Facina, do Museu Nacional, ressalta que há insegurança dentro da Quinta. “Tivemos um professor da Uerj assassinado. Os alunos reclamam muito de assaltos com faca”. Ela completa: “Depois das 17h, não há como fazer atividades. O problema é dentro. Estavam pensando em colocar ônibus em horários específicos da entrada do Parque em frente à Estação de São Cristóvão até aqui tentando diminuir os casos”.

Os estudantes, professores e funcionários precisam cruzar todo o parque para chegar ao Museu. A gestão de segurança pública dentro da Quinta da Boa vista é da Guarda Municipal.
 

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