Silvana Sá

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Ivan Carmo sai da pró-reitoria de Gestão e fica no Escritório Técnico

Ivan Carmo não é mais o pró-reitor de Gestão e Governança da UFRJ. Durante o Conselho Universitário do dia 8, ele disse estar descontente com a falta de condições de trabalho, após o incêndio que atingiu o prédio da reitoria em outubro passado. “A defasagem no nosso trabalho é de até seis meses. Isso acontece porque não temos estrutura”, afirmou. É a quarta baixa na equipe desde o início do mandato de Roberto Leher, em 2015.

Quem assume a pró-reitoria é André Esteves da Silva. Ele estava cedido ao Inmetro e tem experiência na área de administração e finanças. Uma de suas atribuições era a coordenação da área de contratos e convênios do Inmetro em nível nacional. O novo pró-reitor afirmou que buscará dar maior velocidade de resposta às demandas encaminhadas à PR-6 e tentará estreitar as relações com os órgãos de governo.

Carmo, que também acumulava a direção do Escritório Técnico da Universidade, assume a função em definitivo a partir de agora.

André Esteves da Silva (à esquerda) veio do Inmetro para substituir Ivan Carmo na pró-reitoria

Nada de hospitais
A sequência do debate sobre os hospitais universitários, programada para o Consuni do dia 8, foi cancelada na véspera, pois alguns diretores não poderiam comparecer. O assunto será retomado na próxima reunião do colegiado.

É a segunda vez que a discussão é deixada de lado: havia um Consuni convocado para 25 de maio que continuaria o debate sobre o tema, mas a reunião foi cancelada em função de uma sessão extraordinária a respeito da conjuntura nacional, chamada para o dia 23.

Apesar da suspensão da pauta, o reitor Roberto Leher chegou a fazer um longo momento de informes sobre as ações da reitoria para o Complexo Hospitalar. Ele citou a implantação de um aplicativo de gestão (AGHUse) que integre todos os hospitais da universidade, o dimensionamento de pessoal, a revisão da contratualização com o Sistema Único de Saúde e o planejamento do orçamento dos hospitais de forma integrada. “Para tudo isso, precisamos ter uma padronização dos procedimentos. O AGHUse será a ferramenta que possibilitará essa harmonização, além de permitir extrair uma série de indicadores de saúde e desempenho dos nossos hospitais”, disse. O aplicativo é desenvolvido pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre em parceria com o MEC e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

 

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