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Novo capítulo na crise dos extraquadros

O conselho do Centro de Ciências da Saúde definiu hoje (18) a formação de uma comissão especial para pensar uma política de pessoal dos hospitais da UFRJ. A reunião foi realizada sob o impacto das recentes declarações do diretor do Clementino Fraga Filho, Eduardo Côrtes. À imprensa e ao último Consuni, o professor disse que a unidade poderia fechar as portas a partir de outubro, por falta de dinheiro. Além disso, segundo ele, a reitoria estaria retirando recursos do Sistema Único de Saúde destinados à compra de insumos para o pagamento dos extraquadros, profissionais sem vínculo empregatício com a instituição.

“É preciso trabalhar no sentido de uma solução definitiva”, alertou o conselheiro Adalberto Vieyra, diretor do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio). “Ou estaremos aqui daqui a alguns meses discutindo novamente esse problema”. A comissão contará com os três segmentos. Já o debate sobre a situação emergencial dos extraquadros vai continuar em uma reunião da Câmara dos Hospitais, na quarta-feira (20).

A reunião no CCS durou mais de quatro horas. Todos os diretores foram convidados, mas Côrtes não compareceu. Em seu lugar, a vice-diretora Miriam Maia afirmou que o colega estava em viagem acadêmica ao exterior. “Do que precisamos é a liberação imediata dos recursos para compra de medicação”, cobrou a dirigente.

Reitoria responde em nota

Em nota divulgada no site da UFRJ, a administração central afirma que “não há justificativa para o alarmismo feito pelo diretor do HUCFF de que a unidade será fechada. Também não procede a afirmação de que a reitoria tomou decisão de retirar recursos do hospital”. Em outro trecho, fala que “o diretor se confunde ao falar dos recursos para pessoal. O pagamento dos serviços efetivados pelos extraquadros é realizado com receitas próprias da UFRJ. Outras despesas necessárias para o funcionamento dos hospitais são custeadas pela Reitoria, como limpeza, vigilância, água, esgoto, energia, telefonia, serviços de copa e cozinha”. Informa, ainda, que uma decisão judicial de novembro do ano passado obriga a contratação de pessoal para substituição dos extraquadros, mas o governo federal ainda não efetivou os concursos.