Isabella de Oliveira

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Nenhum dos dois blocos de módulos com salas de aula ficou pronto até hoje (28), no segundo prazo de início do segundo semestre letivo do campus da Praia Vermelha. Na previsão original, todas as atividades já deveriam ter começado em 31 de julho. Diante do novo atraso, algumas unidades decidiram estrear o período acadêmico com os espaços disponíveis nos prédios; outras suspenderam novamente o calendário.

Até quinta-feira passada, a expectativa da Prefeitura Universitária era ter finalizado pelo menos uma das estruturas, liberando 21 de 32 salas no local. De acordo com o arquiteto Thiago Vidal, da empresa responsável pela obra do aulário — como é chamado o prédio de módulos —, a entrega de estruturas metálicas, como rampas e passarelas, por uma firma terceirizada, não ocorreu até sexta-feira, como estava programado. “A montagem dos prédios depende de uma empresa terceirizada, e nós perdemos tempo porque isso não ficou pronto”, disse. A nova previsão é concluir os blocos até sexta-feira, 1º de setembro. “Nós já temos, no terceiro pavimento, algumas salas prontas, com acabamento, ar-condicionado, piso pronto, só aguardando a limpeza para liberar”, afirmou.

A Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) optou por adiar integralmente o início do semestre. Vinícius Carvalho, administrador da unidade, informou que a direção enviou um comunicado aos estudantes sobre o adiamento das aulas. “O novo prazo é daqui a uma semana (em 4 de setembro)”, disse.

David Kupfer diretor do Instituto de Economia, explicou que a decisão da FACC acabou beneficiando o curso, que vai utilizar as salas da unidade vizinha. Para ele, no entanto, “é fundamental que o aulário fique pronto para que não haja interrupção a partir de semana que vem”, disse. O professor afirmou não ter recebido nenhuma comunicação oficial de novo prazo de conclusão da obra.

As unidades que dependem do fim das obras de reforma no Palácio Universitário não tiveram como funcionar plenamente. Foi o caso da Faculdade de Educação. Para Bárbara Antunes, estudante de Pedagogia, a situação “é muito ruim porque a gente se programa para começar o semestre, especialmente quem vem de fora da cidade e o período não inicia”, pontuou.

A Escola de Comunicação foi pouco afetada. De acordo com Amaury Fernandes, diretor da ECO, graças à organização da própria unidade. “A gente já há alguns semestres tem “segurado” o número de turmas, alocando as aulas dentro da escola”, disse. Segundo ele, isso reduziu a demanda por salas externas. “Este semestre só temos duas turmas fora da escola, ambas do ciclo básico. E essa semana é de integração”, completou.

Michelle Besel, estudante de Comunicação Social, criticou, no entanto, a demora na divulgação de informações sobre a situação das aulas. “Ficou muito tempo na indecisão, e isso atrapalhou a organização dos estudantes”, disse.

Caíque Azael, diretor do DCE e estudante de Psicologia, classificou como “previsível” o novo adiamento. “Uma obra desse porte era óbvio que não iam conseguir terminar. Não sei por que mantiveram a data”. Ainda de acordo com Caíque, o Instituto de Psicologia chegou a informar aos estudantes, por email nesta segunda, o adiamento de algumas aulas.

 

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