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Lançamento da campanha Conhecimento Sem Cortes

Na próxima quinta-feira, dia 22 de junho, a partir das 18h, cientistas, estudantes, professores, pesquisadores e técnicos têm um encontro marcado na Casa da Ciência para o lançamento da iniciativa de mobilização social Conhecimento Sem Cortes. O objetivo da campanha é denunciar o desmonte das universidades e instituições de pesquisa que vem sendo promovido com as drásticas reduções no orçamento das áreas de ciência, tecnologia e humanidades.

“Vamos realizar várias atividades de engajamento e discussão dentro e fora dos muros das universidades para mostrar como os cortes de investimentos afetam de forma negativa os mais diversos setores da sociedade”, diz Tatiana Roque, presidente da Adufrj. A campanha vai dialogar e buscar apoio da população para pressionar o governo federal a garantir condições plenas de funcionamento das instituições de ensino e pesquisa. “Queremos valorizar os frutos dos investimentos em pesquisa, nas suas diversas áreas, e destacar como são essenciais no dia a dia das pessoas, mesmo que muita gente não se dê conta”, completa Tatiana.

Os cortes da ordem de 40% anunciados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia afetam diretamente o volume e a qualidade das pesquisas brasileiras. O impacto é ainda maior quando a redução de investimentos em outras pastas ligadas à ciência, como, por exemplo, os cortes na Capes, vinculada ao MEC, é incluída nessa conta.

CIÊNCIA AMEAÇADA
Durante o evento de lançamento da campanha Conhecimento Sem Cortes, representantes de diferentes instituições farão apresentações sobre os impactos já sentidos na rotina das estruturas de produção de conhecimento. Participarão da mesa: Tatiana Roque, presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFRJ (Adufrj-SSind); Helena Nader, presidente da SBPC; Roberto Leher, reitor da UFRJ; Nísia Trindade, presidente da Fiocruz e Jerson Lima Silva, diretor científico da Faperj.

Além do Rio de Janeiro, já estão previstas mobilizações da campanha Conhecimento Sem Cortes em Minas Gerais e Brasília e a expectativa é que outros estados sejam envolvidos. Uma das ferramentas de participação é uma petição digital e impressa direcionada ao governo federal, cujo texto exige o pleno funcionamento das universidades, entre outras demandas; a peti- ção será entregue às autoridades, em audiência pública, no mês de setembro, em Brasília. Ajude a reunir milhares de assinaturas, colhendo adesões e divulgando a petição. As folhas assinadas devem ser entregues na sala da Adufrj no prédio do CT, no Fundão.

A campanha é realizada pela Adufrj, o Sindicato dos Institutos Federais do Rio de Janeiro (Sintifrj), a Associação dos Professores da UFMG (Apubh) e a Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) em parceria com várias organizações que representam pesquisadores, técnicos e estudantes.