SOB NOVA DIREÇÃO Da esq. para a dir.: Fernando Duda (Coppe); Lígia Bahia (IESC); Eduardo Raupp (Coppead); Maria Lúcia (Economia); Maria Paula Nascimento (História); Tatiana Sampaio (ICB); e Felipe Rosa (Física) - Foto: Fernando Souza

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

A mensagem da nova diretoria da Adufrj é ambiciosa: quer ocupar todas as frentes e fazer um sindi­calismo que respeite as particularidades dos professores enquanto produtores de conhecimento. Na UFRJ, haverá mais atenção à vida institucional, com acompanhamento dos colegiados superiores e monitoramento do sistema de progressão de carreira. No cenário externo, a prioridade é a defesa da universidade pública e de qualidade. Os compromissos foram anunciados durante a cerimônia de posse, no salão Pedro Calmon, no último dia 16.

A primeira medida concreta é política e financeira. A Adufrj vai deixar de repassar R$ 180 mil anuais para a CSP-Conlutas: “É uma central muito isolada, muito esvaziada. O professor da UFRJ não perde nada. Que­remos encerrar esta relação”, afirma a presidente Maria Lúcia Teixeira. A economia dos recursos vai ajudar na realização de um velho sonho dos associados: a construção de uma sede própria para a entidade, hoje localizada em uma sala do Centro de Tecnologia.

A direção promete também realizar estudo sobre o perfil dos professores e disputar os rumos do movimento docente nacional, participando de forma crítica dos fóruns do Andes. “Vamos preservar as conquistas alcan­çadas e avançar na consolidação da Adufrj como um espaço democrático de resistência”, resume Maria Lúcia.

2 Comentários

  • Marcelo Resende disse:

    Antes tarde do que nunca. A ADUFRJ não deve ser filiada a nenhuma central sindical. Quem quiser fazer política em sentido mais amplo que se filie a algum partido mas não pretenda extrair de forma compulsória recursos dos associados e antes que alguém tenha a idéia, não deve se filiar à CUT,
    Outra coisa: espero que a nova diretoria se posicione claramente no sentido de garantir a opção individual de não pagar o imposto sindical , dada a nova lei trabalhista, e que não subordine isso a uma decisão coletiva de uma “assembléia”

  • LEONARDO ESTEVES DA SILVA disse:

    Primeiramente: Fora TEMER, o inaceitável! E parabéns pela conquista eleitoral aos novos ativistas. Que a ADUFRJ mantenha-se sempre conectado aos anseios da categoria, da comunidade universitária e solidários ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras com direitos tão atacados. Tomara que isso seja um passo oposto ao corporativismo, ou seja, um passo que ao invés de refundar as bases sociais sindicais reconquistando a categoria – principalmente os seu setor mais frágil – para dentro dos interesses comuns nessa luta entre os interesses das classes produtora e exploradora. Isolacionismo, exclusivismo e corporativismo não dão bons frutos.

Deixe uma resposta para Marcelo Resende Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

(*)

(*)