Apresentação do projeto para controle da dengue, no Fundão, ocorreu no CCS

Isabella de Oliveira

isabella@adufrj.org.br

Reduzir a incidência das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti de forma natural, segura e autossustentável. Essa é a proposta de um projeto da Fiocruz que deve ser implantado em outubro, na Cidade Universitária.

A pesquisa consiste em introduzir num determinado local uma população de mosquitos com a bactéria “Wolbachia”. Ela evita que os vírus da dengue, da zika e da chikungunya sejam passados aos seres humanos durante a picada.

Gabriel Silveira, gerente operacional do projeto e pesquisador da Fiocruz, explica que a bactéria é uma alternativa mais concreta para o controle das doenças. “Há 40 anos, tentamos eliminar o mosquito, mas sua incidência é uma coisa absurda, imensurável. A Wolbachia entrou como uma chance de continuarmos a conviver com o mosquito, só que não sendo mais capaz de transmitir doenças”, diz.

O estudo já foi iniciado em Jurujuba, Niterói, e em Tubiacanga, no Rio de Janeiro. Gabriel informa que a UFRJ foi escolhida “pela importância para a sociedade e pela proximidade com Niterói”. “Teríamos uma continuidade espacial do projeto”, afirmou, em apresentação à comunidade acadêmica realizada dia 17, no Centro de Ciências da Saúde.

A partir dos surtos de zika, no ano passado, a pesquisa é considerada “estratégica” pela Fiocruz, e passou a contar com apoio do governo federal e de prefeituras. Gabriel pontuou outros diferenciais da iniciativa. “É uma inovação. Pela primeira vez, usa-se o próprio mosquito no combate às doenças. E, ao contrário de outros projetos, não há modificação genética”, explica.

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