Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

A jornada de trabalho dos professores da UFRJ e dos servidores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União. Em ofício encaminhado à reitoria da universidade, o diretor do órgão de fiscalização, Fabiano Nijelschi, afirma que o objetivo da auditoria é a “melhoria da eficiência dos serviços”.

No documento, o TCU solicita documentos da universidade quanto ao controle da jornada e apuração da acumulação ilegal de cargos públicos. O tribunal chega a cobrar a quantidade de créditos-aula na graduação de cada professor dos últimos dez períodos letivos, do segundo semestre de 2012 até o primeiro semestre de 2017.

O pró-reitor de Pessoal da UFRJ, Agnaldo Fernandes, informou que a administração coleta os dados: “Estamos levantando estas informações. Já pedimos uma prorrogação do prazo de entrega”, disse. O TCU queria as informações até o fim de junho.

Agnaldo informou ainda que, no caso de o Tribunal detectar alguma eventual irregularidade, a fiscalização comparecerá à universidade presencialmente: “Quem faz isso para o TCU são os técnicos da Controladoria-Geral da União”, explicou o pró-reitor.

TCU ainda não recebeu informações

O auditor federal Fausto França, coordenador da fiscalização, disse que nenhuma denúncia precipitou o trabalho: “É um trabalho do tribunal para verificação do controle de jornada. Estamos fazendo isso na UFRJ e na UnB. A UnB foi escolhida pela proximidade; a UFRJ, pelo tamanho”.

O auditor acrescentou que já obteve algumas informações do hospital e negocia com a administração central da universidade para o retorno das informações solicitadas.

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