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UFRJ agradece a servidores aposentados em 2017

“Fiquei em êxtase quando soube que finalmente haveria um reconhecimento público pelo que fizemos. E que não foi pouco”, disse a bibliotecária Maria Luiza Figueira. Ela, que atuou por 29 anos no Instituto de Geociências, estava entre dezenas de professores e técnicos-administrativos homenageados pela UFRJ, após se aposentarem este ano. A solenidade, a primeira do tipo, ocorreu no auditório Roxinho do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, no dia 12: “Sempre houve recepção aos novos, mas quem saía era tratado como uma espécie de roupa velha”, reforçou Maria Luiza.

“A gente se aposenta, mas continua próximo e ligado à universidade”, destacou a presidente da Adufrj, Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna. Ela saudou a iniciativa e convidou os colegas a se manterem “na ativa”: “A Adufrj está aberta e convida todos a seguir contribuindo. Criamos grupos de trabalho relacionados às preocupações em relação à nossa cidade, ao nosso país e, particularmente, à nossa universidade”.

O reitor Roberto Leher observou que o grupo, com aproximadamente 30 anos de serviço à UFRJ, também é a geração da redemocratização do país. “É preciso destacar a dimensão política desta cerimônia. A aposentadoria é uma conquista de muitas gerações, assim como o concurso e a carreira”, disse.

A dedicação exclusiva e progressão por titulação igual para servidores docentes e técnico-administrativos também foram citadas pelo dirigente: “Em tudo isso, vocês tiveram papel fundamental. A UFRJ é uma instituição que tem rosto e história”.

Leher atribuiu as elevadas pontuações da universidade nas mais diferentes avaliações à “paixão, engajamento e dedicação” dos servidores. “Com todas as críticas possíveis às metodologias dos rankings, estamos sempre bem colocados. E fica o estranhamento: como isso é possível se não contamos com uma infraestrutura adequada? Isso só é possível graças a pessoas de carne e osso”.

Aposentado há cerca de três meses, o jornalista Fernando Pedro Lopes aprovou o formato da cerimônia. “Foi bom e deve se repetir”. Para ele, “a vida pós-UFRJ” não significa um afastamento definitivo. “Muito bom também rever pessoas com quem a gente conviveu longos períodos na universidade. Os projetos continuam, agora em outros níveis. Claro que nunca esqueceremos a universidade, seguimos lutando por ela, só não mais o tempo todo”.