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UFRJ continua no topo do ranking da Folha

*colaborou Kelvin Melo

Professores, alunos e técnicos da UFRJ estão de parabéns. Pelo segundo ano consecutivo, a universidade foi eleita a melhor do país no ranking da Folha de S. Paulo, divulgado hoje (18). Ela obteve uma pontuação final de 97,42. Em segundo e terceiro lugares, ficaram a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP) com notas 97,31 e 97,24, respectivamente.

O “bicampeonato” foi conseguido com boas pontuações em todos os indicadores da Folha. Porém, a UFRJ não liderou nenhum quesito principal. Foi segundo lugar em Ensino; quarto lugar em pesquisa; terceiro lugar em Mercado e Internacionalização; e sexto lugar em Inovação.

Vice-presidente da Adufrj, o professor Carlos Frederico Leão Rocha considerou “muito bom” a universidade figurar no primeiro lugar em um ranking como o da Folha. Mas alertou que vários indicadores baseiam-se em anos anteriores à crise econômica. Com os recentes impactos na Educação e na Ciência do país, os próximos levantamentos devem captar uma queda nas pontuações das universidades: “Os rankings internacionais já detectaram isso”.

“No caso do Rio, o problema se torna mais grave devido à situação de penúria da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado (Faperj)”, observa. O diretor da Adufrj destacou, ainda, que o peso da pontuação da UFRJ se deve muito ao ensino: “O que levanta algumas preocupações quanto às questões relacionadas à pesquisa na universidade”, disse.

Dos 36 cursos de graduação avaliados, a UFRJ alcançou a primeira posição nos cursos de Ciências Contábeis, Computação, Design e Artes Visuais, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de controle e automação, Engenharia de produção, Geografia, Letras, Matemática , Pedagogia, Psicologia e Serviço Social. A universidade conseguiu a segunda melhor avaliação do país em Comunicação, Direito, Economia, Filosofia, Física, Nutrição, Química e Relações Internacionais.

Medicina

Dois pontos fora da curva da UFRJ foram a Biomedicina, na oitava colocação, e a Medicina, na sétima. “Durante anos, dividimos o primeiro lugar com a USP. Ultimamente, não temos conseguido e, sem dúvida, é motivo de preocupação”, disse o diretor da Faculdade de Medicina, professor Roberto Medronho. “Uma das hipóteses dentre as variáveis tem a ver com a crise das unidades de saúde da UFRJ, em especial o Clementino Fraga Filho”, analisa.

O docente argumenta que, em termos teóricos, a instituição mantém nível de excelência, mas “sem a oportunidade adequada de desenvolvimento das habilidades práticas, não há a formação completa de um médico”. Medronho acrescenta que a atual reforma do currículo da Medicina, que antecipa o contato dos estudantes com as unidades hospitalares, “praticamente coloca todos os estudantes, desde o início da graduação no dia a dia do hospital”. E completa: “Isso é inviável com o atual número de leitos disponível”.

Reitoria comenta resultado

“O ranking é um termômetro que, neste momento, afere uma tendência importante”, disse o reitor Roberto Leher, em nota divulgada no site da UFRJ. Ele comemorou o fato de as melhores universidades do país continuarem sendo as públicas, destacando que produzem pesquisas e conhecimentos socialmente relevantes. Ainda em relação à UFRJ, Leher disse que a instituição, mesmo com o cenário de crise, mantém “vivacidade acadêmica”. “É um mérito da instituição e de seu corpo social”, afirmou.