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Bem-vindos às aulas e à crise

Semestre normaliza calendário acadêmico depois de longa reposição. Crise orçamentária faz parte dos desafios do período


 

 

Silvana Sá e Isadora Vilardo
comunica@adufrj.org.br

 

Corredores movimentados e alunos pintados. Assim começa o segundo período de 2016 na universidade. Além da expectativa de regularizar o calendário – atrasado pelas greves – a comunidade acadêmica tem outros grandes desafios: lidar com a escassez de recursos orçamentários e combater a Proposta de Emenda à Constituição 241, que congela gastos sociais por 20 anos.

As informações preliminares recebidas pela Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3) apontam para a redução das verbas de custeio para 2017. A UFRJ não receberá o orçamento corrigido com a reposição das perdas inflacionárias (algo em torno de 10%). Para piorar a situação, há a indicação de um corte de R$ 30 milhões em custeio. “Esses números ainda podem mudar, mas as sinalizações já são muito ruins”, avalia o superintendente da PR-3, George da Gama Junior.

 

Para este semestre, a professora Ethel Pinheiro, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, espera que sejam entregues as obras iniciadas na reitoria. O receio é que o déficit nas contas gere mais atrasos. “O reparo do telhado é um investimento na estrutura que melhora a qualidade de ensino”, exemplifica.

No plano acadêmico…

O pró-reitor de Graduação, Eduardo Serra, enumera os desafios centrais para este segundo semestre: combater a evasão acadêmica com as comissões de Orientação e Acompanhamento Acadêmico (COAAs), auxiliar as unidades no combate às violências e assédios contra negros, mulheres e LGBTs, e trabalhar junto às demais pró-reitorias de ensino. “Queremos estar com a próreitoria de Pós-graduação, de Extensão e junto à assistência estudantil para garantir as condições para o melhor desempenho dos alunos,” diz. “Desejamos sucesso nos estudos e faremos o possível para ajudar”.

A professora Mônica Nobre, da Faculdade de Letras, destaca a grande presença dos alunos desde o primeiro dia de aula. “Eu e outros professores já demos aula hoje para um bom número de alunos,” relata. “Isso mostra um comprometimento dos estudantes com a parte acadêmica.” Para ela, não há motivos para pensar em um calendário corrido. “Finalizaremos o trabalho em janeiro para cumprir as horas estabelecidas pelo Conselho de Ensino de Graduação”. O calendário de 2017 já estará normalizado.

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