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06WEB menor1139“Como aproveitar esse momento para introduzir algumas modificações a partir de uma reflexão sobre a pedagogia no ensino superior?”, indagou Ana Lucia Fernandes, professora da Faculdade de Educação no “Tamo Junto”. O bate-papo virtual, promovido todas as sextas-feiras pela AdUFRJ, discutiu o ensino remoto e a educação no pós-pandemia, no último dia 24.
Ana Lucia exibiu aos participantes do encontro a gravura francesa de uma sala de aula, pintada ao final do século XIX. “A configuração de aula é igual”, apontou. “Como professores, nós deixamos de estar de um lado da sala e passamos a estar no outro. Mas as práticas tendem a ser as mesmas”, completou.
As circunstâncias da pandemia, de acordo com a a docente, impõem uma necessidade de se repensar essas práticas de ensino. “O quadro de giz foi a grande tecnologia de aprendizagem da escola. Foi ele que configurou o ensino na forma como a gente tem até hoje”, afirmou. Ana acredita que o ensino remoto pode modificar isso. “Não se trata de uma mera soma de ensino remoto com ensino presencial, mas pode se tratar de uma nova forma de trabalhar”, declarou a docente.
Segundo ela, só essas reflexões poderão solucionar problemas como a alta taxa de evasão de alguns cursos. “Aquilo que chamamos de didática no ensino superior está muito mais ligada a como o professor pode mediar o processo de construção do conhecimento do aluno”, disse Ana.
“Porém, todas essas mudanças só podem acontecer de forma coletiva. A questão é pensar como, na nossa instituição, nós podemos ter outro tipo de aula e de ensino-aprendizagem”, finalizou Ana Lucia.
A presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller, vê caminhos possíveis para as mudanças dentro da UFRJ. “O Complexo de Formação de Professores podia ser um lugar em que a gente começasse a transformar essa discussão”, disse, em referência à política institucional de organização da formação inicial e continuada de professores da educação básica.

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