facebook 19
twitter 19
andes3

ufmaUFMA aumentou pontuação das disciplinas de ensino remoto - Foto: divulgaçãoLevantamento exclusivo do Jornal da AdUFRJ mostra medidas adotadas por outras universidades sobre a avaliação dos professores durante a pandemia. Bônus para quem participa do ensino remoto, detalhamento da pontuação em atividades virtuais e dispositivos para não prejudicar quem não deu aulas (ou deu menos horas) no período são algumas das medidas aprovadas nos colegiados superiores de diferentes instituições. Na UFRJ, a Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) recolhe sugestões para elaborar uma proposta de resolução com normas semelhantes.   
Na Universidade Federal do Maranhão, a pontuação das disciplinas ministradas no calendário acadêmico 2020, por meio remoto ou de forma híbrida, terá um acréscimo de 25%. A resolução nº 229 do Conselho de Administração local, datada de 10 de julho, também detalha a pontuação para atividades complementares desenvolvidas pelos docentes no meio virtual.
A resolução nº 69 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Paraná, de 23 de outubro, especifica que o docente será considerado apto para progressão ou promoção pretendida se obtiver 80 pontos (que correspondem a oito horas por semana), no interstício de 24 meses. Os docentes impossibilitados de ofertar as disciplinas deverão apresentar justificativa, que será analisada pela CPPD local. A justificativa vai garantir ao professor completar o tempo mínimo exigido.WhatsApp Image 2020 11 14 at 00.58.263
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia explicitou mais mecanismos para compensar os professores durante a pandemia. A resolução 003, de 14 de setembro, assinada pelo reitor, ad referendum do Conselho Universitário, entre outros dispositivos, concede um adicional de 30% na pontuação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração em relação às atividades realizadas durante o período de vigência da resolução.
Já a resolução nº 59 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília, de 28 de julho, estabelece que, na impossibilidade de as disciplinas serem ofertadas de forma não presencial, fica suspensa a aplicação da exigência mínima de créditos por semestre.

 CPPD DIALOGA COM ADUFRJ
Os professores Fábio Araujo e Daniella Vale, respectivamente o presidente e a vice-presidente da CPPD da UFRJ, foram os convidados especiais da reunião do Conselho de Representantes da AdUFRJ, no dia 11. Eles apresentaram o desafio de avaliar o conjunto dos professores da universidade durante a pandemia, com condições muito diferentes entre todos e com um ingrediente a mais: a adesão facultativa ao Período Letivo Excepcional. “Seria injusto publicar que a adesão é opcional e depois dizer que a pessoa não vai pontuar”, observou Fábio.
WhatsApp Image 2020 11 14 at 00.58.262Daniella Vale apresentou a fórmula elaborada pela CPPD para não prejudicar quem não deu aulas ou deu menos aulas que o mínimo exigido e, ao mesmo tempo, recompensar quem conseguiu ensinar durante o PLE (veja reprodução nesta página). O cálculo considera a carga horária semanal do professor somada de 1 a “n”, sendo “n” o número de períodos obrigatórios mais a carga horária semanal do professor, somada de 1 a “p”, sendo “p” o número de períodos letivos especiais, dividido pelo número de períodos, de 1 a “n”, onde “n”, de novo, seria o número de períodos obrigatórios. “Soma-se toda a carga horária, mas se divide apenas pelo número de períodos obrigatórios”, disse Daniella. Esta proposta já tramita nos colegiados superiores da universidade.
Superada a questão do PLE, a CPPD começou a estudar formas de aperfeiçoar a avaliação dos professores no ensino remoto. Na proposta, cria-se um fator de multiplicação, por exemplo, para aulas assíncronas. A ideia é contemplar o esforço de preparar a gravação. Outro ponto é minimizar os danos de alguns grupos de docentes especialmente sobrecarregados durante a pandemia, como os pais e mães de crianças em idade escolar.
No Conselho de Representantes, entre várias sugestões, surgiu a preocupação com os “bônus” atribuídos às atividades virtuais, no pós-pandemia. O presidente da CPPD deixou claro que os eventuais acréscimos de pontuação serão limitados ao período em que não há liberação de atividades presenciais.
Presidente da AdUFRJ, a professora Eleonora Ziller valorizou o diálogo com a CPPD. “Estamos caminhando muito bem. O texto que vocês trouxeram nem parece um rascunho. Já conseguiram estruturar o problema”, elogiou. As reflexões do Conselho de Representantes vão ajudar a melhorar o documento. “É uma primeira coleta de opiniões para que, depois, o texto vire proposta e siga para o processo institucional de discussão. Isso garante a possibilidade de uma resolução mais sintonizada com os nossos desafios”, completou Eleonora.

MUDANÇAS JÁ APROVADAS
O Consuni já aprovou algumas mudanças na resolução nº 08, de 2014, que rege o desenvolvimento dos professores da UFRJ na carreira. Entre elas, foi revogado o dispositivo que permitia as progressões e promoções múltiplas. Na prática, uma situação que já tinha deixado de existir em função de proibição da Advocacia-Geral da União.

Topo