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WhatsApp Image 2021 06 04 at 18.54.10 1Estimular a divulgação científica com muita mão na massa é a essência do Museu Interativo de Ciências do Sul Fluminense (MICInense) que agora completa onze anos. “Devemos ocupar os vazios no interior com ciência e cultura. A maioria dos centros de divulgação científica e cultural ainda estão nas grandes metrópoles brasileiras”, explicou Christine Ruta, vice-presidente da AdUFRJ e uma das coordenadoras do Museu. “Na contramão dessa tendência de desigualdade social entre as cidades brasileiras o MICInense foi idealizado”.
Instalado no CIEP 054, em um bairro residencial da periferia do município de Barra Mansa, o MICInense oferece oficinas e exposições para estudantes e professores da rede pública, e para os interessados em geral. Desde sua fundação, em 2010, mais de 50 mil pessoas participaram das atividades. Muitas delas são inclusivas e integram parceria com o Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (CEMAE) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). “A ideia é contemplar a todos e todas”, conta o professor de Barra Mansa, Luciano Gustavo da Silva, um dos coordenadores do Museu. O professor destaca o impacto do museu para os municípios do entorno. “Mais de 90% dos estudantes de zonas rurais nunca tinham tido contato com um espaço científico”.
Muito além de exposições interativas, o MICInense proporciona práticas de laboratório de biologia, química e física. O espaço oferece ainda cursos de atualização e de formação continuada para professores do ensino básico e é um espaço de estágio e pesquisa para graduandos e pós-graduandos que moram na região. Ao todo, a estrutura é composta por cerca de 150 metros quadrados, divididos entre um salão de exposição interativa e um laboratório multidisciplinar. “O museu já ganhou inúmeros prêmios científicos, mas o nosso maior prêmio é o sorriso do nosso público”, ressaltou Luciano.
“O apoio da FAPERJ através do edital Melhorias do Ensino em Escolas Públicas foi a pedra fundamental do MICInense. Estamos exultantes de poder celebrar uma década de MICInense ao lado da FAPERJ”, frisou a professora Christine.
Para o Presidente da FAPERJ e professor do IBqM Jerson Lima Silva, a iniciativa acerta na “interação da universidade com a educação básica” e em “um olhar mais voltado para o interior”. “O foco na interdisciplinaridade é também muito importante. Estão de parabéns”, afirmou o presidente da FAPERJ durante a comemoração virtual promovida pela equipe do MICInense, na terça (1).
“Nesse momento em que estamos vivendo, a divulgação científica ganha um papel ainda mais estratégico”, avaliou a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, professora Tatiana Roque, que também participou da live. Débora Foguel, professora do IBqM e titular da Academia Brasileira de Ciências, enfatizou a contribuição para a retomada do ensino presencial. “O pós-pandemia vai exigir um grande esforço para envolver as escolas em atividades que possam melhorar a recuperação e a reconstrução no retorno presencial. Espaços como o MICInense são muito importantes nisso”.
Durante o evento virtual que contou com cerca de 60 participantes foi lançado o vídeo institucional do museu que pode ser acessado no canal do Youtube do MICInense.

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