WhatsApp Image 2022 01 07 at 21.03.15 1forma permanente. “Todos esO NUMPEX-BIO é o maior laboratório do Campus Caxias - Foto: DivulgaçãoBeatriz Coutinho

Localizado no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o Campus Caxias da UFRJ vinha ampliando seu retorno presencial desde novembro. Hoje, circulam no campus — entre docentes, técnicos, terceirizados e estudantes — aproximadamente 500 pessoas. Antes da pandemia, o número era entre 800 e 850. “Não voltamos todos ao mesmo tempo. Montamos um sistema de rodízio para ter sempre um setor aberto”, esclarece Juliany Rodrigues, diretora do Campus Caxias. Ela conta que, em turnos, todos os 57 professores efetivos retornaram. O mesmo vale para os 60 técnicos administrativos, com exceção de três servidores que declararam comorbidade, e os 28 terceirizados. A diretora garante que todos os espaços ocupados foram classificados pelo aplicativo Espaço Seguro (https://espacoseguro.ufrj.br/), desenvolvido pela UFRJ.
O corpo estudantil conta com aproximadamente 850 estudantes de graduação e pós-graduação. Presencialmente, são 64 inscritos em 14 disciplinas presenciais do 7º e 8ª períodos, e uma do 5º período. “Todas têm pelo menos 50% de carga horária prática que precisam ser realizadas em laboratórios didáticos”, explica Juliany. O campus conta com 12 laboratórios, sendo o Numpex-Bio o maior deles, com 360 metros quadrados. Antes da pandemia, ele recebia 100 pessoas. De fevereiro até novembro de 2021, frequentavam 12, e agora subiu pra 30. Por enquanto, o seu uso e o de outros laboratórios é restrito ao agendamento.
Para um retorno seguro, além das instruções definidas pela UFRJ, a Comissão de Biossegurança do campus organizou duas cartilhas de biossegurança (out/2020 e fev/2021), específicas para o campus, mais um Plano Local de Retorno Gradual das Aulas Práticas (nov/2021). Para abril desse ano, o planejamento é o mesmo, adicionando a orientação da nota liberada pela universidade sobre o passaporte vacinal. “Todo o nosso corpo social, circulando diariamente pelo campus, está com pelo menos duas doses da vacina”, afirma a dirigente.
Enquanto isso, o transporte dentro do campus e o bandejão seguem paralisados. “Eles já foram licitados e estamos estudando o protocolo de como e quando será o seu retorno efetivo”, relata a diretora. A empresa que será responsável pelo bandejão já foi contratada, e a expectativa do retorno é para o final de janeiro ou início de fevereiro. Antes da pandemia, o bandejão servia de 250 a 300 refeições por dia.
A biblioteca está aberta diariamente, embora não seja possível estudar ou fazer consultas no local. É permitido ao aluno o empréstimo de livros, devendo agendar horário para retirá-lo e devolvê-lo. Além disso, o estudante pode contar com atendimento presencial, a partir do agendamento, da Coordenação de Desenvolvimento Estudantil e Suporte Acadêmico.
Segundo a Comissão de Biossegurança do Campus, a Direção Geral, a Direção Acadêmica e a própria comissão vêm desenvolvendo e executando ações para aumentar as atividades presenciais. “Além da classificação dos espaços, fixamos as etiquetas nas portas e implementamos insumos como cartazes, totens de álcool 70%, sabonete e máscara”, respondeu a comissão por e-mail.

QUESTÕES ORÇAMENTÁRIAS
Em 2021, o orçamento participativo do campus foi de R$ 76 mil, segundo a diretora Juliany Rodrigues. “Esprememos a laranja”, desabafa. A dirigente explica que, em agosto, a UFRJ liberou R$ 150 mil para investir em manutenção. “Gastamos R$ 20 mil só evitando os vazamentos de água e trocando as torneiras do banheiro”, exemplifica.
Os problemas estruturais precedem a pandemia. Os estudantes contam que goteiras e falta d’água faziam parte da rotina do campus. “Já tivemos que migrar, durante uma prova, para que não ficássemos com água nos pés por conta das goteiras”, conta Marcos Torres, um dos estudantes e membro do Conselho Deliberativo Provisório de Xerém.
“Temos problemas de infraestrutura, sim”, reconhece a diretora. “Apesar disso, desde que assumi, em maio, tenho conseguido resolver alguns com o pouquinho de recurso que temos”. A prefeitura também tem concedido apoio em algumas obras. “Não temos problemas crônicos, nem tão grandes quanto os dos prédios do Fundão”, explica a dirigente, que argumenta ter condições de abrir todas as salas.
Juliany diz que foi feita uma obra paliativa no telhado, em janeiro de 2021. “Ainda não é o conserto que precisamos fazer, mas as goteiras nesse momento cessaram”, conta. Já para a falta d’água, a diretora afirma que hoje são entregues 60 mil litros por semana. Todo esse planejamento, contudo, será revisto com a recomendação da reitoria para a volta ao trabalho remoto até 31 de janeiro.

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