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“Momento é de somar esforços”, diz presidente da Adufrj

(Última atualização em: 16/12/2017)

Mais uma vez com a sala lotada, a reunião do Conselho de Representantes da Adufrj, no último dia 15, voltou a debater temas centrais para a universidade e o sindicato. O encontro, que mobilizou 33 pessoas no Centro de Tecnologia, formou novos grupos de trabalho e iniciou a preparação para o Congresso do Andes, em janeiro. Também foi feita a apresentação de contas da gestão anterior.

“Gente, o momento não é de dividir. Vocês não estão vendo o que aconteceu na UFSC e na UFMG? Os próximos somos nós. Não podemos nos dividir por questões pequenas”, alertou a presidente da Adufrj, Maria Lúcia Werneck, aos conselheiros e convidados que, por mais de uma hora, rediscutiram temas já decididos em reunião anterior. “Foi um conselho com boa participação. A discussão dos grupos de trabalho cresceu mais do que o esperado. Mas todos os grupos sugeridos foram incorporados. Nossa intenção é somar, não excluir”, completou.

Congresso do Andes
O Conselho de Representantes também discutiu a composição da delegação dos docentes da UFRJ para o 37º Congresso do Andes-SN. A diretoria da Adufrj propõe um total de 20 representantes, entre delegados e observadores. O Congresso acontecerá entre 22 e 27 de janeiro, em Salvador (BA). A escolha dos delegados ocorrerá na próxima assembleia, marcada para a manhã do dia 20 no Fundão e no campus de Macaé.

O vice-presidente da Adufrj, Eduardo Raupp, anunciou uma contribuição da gestão para o encontro: “A diretoria da Adufrj vai apresentar uma tese que reflete muito o programa da gestão e fala do papel da universidade para a democracia”, explicou. O documento será divulgado antes da assembleia do dia 20. Qualquer professor sindicalizado pode apresentar teses e se candidatar a delegado.

Um seminário preparatório ao Congresso foi definido para as primeiras semanas de janeiro. Nele, os docentes indicarão prioridades para a agenda do movimento docente nacional. “Salários, as obras paralisadas e demais assuntos que dizem respeito a recursos para a universidade são vitais”, opinou o professor Jorge Ricardo, da Faculdade de Educação. “Assim como o problema que vimos na Universidade Federal de Minas Gerais e na Universidade Federal de Santa Catarina, de autoritarismo discricionário”

Contas vão para assembleia

O primeiro ponto de pauta do CR foi a prestação de contas da gestão anterior. Os números foram apresentados pela professora e ex-tesoureira Silvana Allodi. “Nós entregamos a gestão com um crescimento significativo no caixa. Entre outubro de 2015 e outubro de 2017 subimos de cerca de R$ 730 mil para R$ 1,2 milhão”, apontou. O reforço corresponde a novas filiações: “Houve 120 sindicalizações e 73 desfiliações. Ou seja, 47 novas contribuições, no período”.

Nas despesas, Silvana destacou o gasto com as contribuições para o Andes e a Conlutas – R$ 2.700.000 e R$ 337.000, respectivamente. A ex-tesoureira também detalhou os investimentos com as campanhas realizadas, como o Conhecimento Sem Cortes, R$ 145 mil. “São valores altos, mas essas campanhas integram a função do sindicato”, resumiu.

As contas da Adufrj, incluindo os números dos primeiros meses da atual diretoria, serão pauta de uma assembleia no início de 2018. Os detalhes da prestação de contas podem ser conferidos no site da entidade, www.adufrj.org.br.

Novos grupos de trabalho

Na reunião anterior do CR, a diretoria da Adufrj propôs a criação de seis grupos temáticos de trabalho: GT sede própria da Adufrj, GT “Quem somos e o que fazemos?”, GT carreira, GT aposentados, GT de sindicalização e GT acompanhamento da gestão da UFRJ. No encontro de sexta-feira, alguns conselheiros e convidados retomaram o assunto e sugeriram a criação de três novos grupos de trabalho, usando como referência os já existentes no Andes: Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria, Política Educacional e outro sobre Política Agrária, Urbana e Ambiental. “Há interesses dos professores de mais de uma unidade, como é o caso dos assuntos ambientais e soberania alimentar, que atingem tanto a Biologia como a Nutrição”, argumentou Walcyr de Oliveira Barros, da Escola de Enfermagem.

Por consenso, os representantes definiram que os grupos devem ter a participação de ao menos um conselheiro eleito, mas devem ficar abertos à participação de todos os docentes. “A ideia é que os grupos do Conselho não fiquem engessados em nada predeterminado, mas que sejam mais livres e dinâmicos”, destacou Ana Lúcia Cunha Fernandes, da Faculdade de Educação. “Só acho que temos que cuidar para não rediscutirmos temas já definidos em reuniões passadas. Isso é ruim e afasta os conselheiros das reuniões”, ponderou a professora Leda Castilho, da Coppe.