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Reforma trabalhista: Estácio demite 1,2 mil docentes

(Última atualização em: 08/12/2017)

Menos de um mês após a entrada em vigor da Reforma Trabalhista, a Universidade Estácio de Sá comunicou a demissão de 1,2 mil professores no último dia 5. A intenção da instituição é contratar profissionais pelas novas regras, adotando o sistema de trabalho intermitente.

“Até a Estácio demitir em massa, a ficha da sociedade sobre a crueldade da Reforma não tinha caído”, avalia Mário Maturo, diretor do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro). “O número de desligamentos nunca foi tão alto: só no Estado do Rio, 450 docentes perderam seus empregos.”

Uma das preocupações de Mário é a rescisão dos contratos dos docentes. Com as novas regras da reforma trabalhista, a documentação não precisa mais passar pelo crivo do sindicato. “Ainda não sabemos se os professores vão identificar possíveis erros na homologação e correr atrás de seus direitos”, diz. “O sindicato está de portas abertas a todos envolvidos na demissão feita pela Está- cio e em outras faculdades”.

Em nota, a universidade informa que “promoveu uma reorganização em sua base de docentes” ao final do segundo semestre de 2017 e que a mudança “tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição”.