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Para quem chega aos campi da UFRJ pela primeira vez, a mudança de rotina vem acompanhada de sonhos. O início das aulas nos cursos de graduação, dia 10, representa muito mais do que o começo de uma trajetória acadêmica: é a concretização do esforço de famílias inteiras refletido no brilho dos olhos, na ansiedade e nas expectativas de mais de três mil calouros.
É o caso de Ana Carolina Souza, de 18 anos, recém-ingressa no curso de Paisagismo. “Estar numa universidade federal é um sonho meu e dos meus pais, que eu vim carregando com o tempo. Estar aqui já é um sonho, já é uma conquista muito grande”, diz a estudante que passou em seu primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “A universidade nos abre portas. A gente chega a lugares que a gente nunca imaginou”, resume.
À medida que as salas de aula e os pátios voltam a ganhar vida, histórias como a de Ana Carolina se multiplicam neste novo semestre na UFRJ. São 3.649 jovens de 133 cursos que enxergam no conhecimento a ferramenta para transformar o próprio futuro. “Muitos de nós somos os primeiros da nossa família a conquistar uma vaga na universidade pública”, conta Guilherme Chaves, também de 18 anos, do curso de Engenharia Naval. “A expectativa é grande de poder me formar, atuar no mercado de trabalho, mudar a vida. Principalmente agora que o Brasil está se reconstruindo”, afirmou o calouro, morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Pró-reitora de Graduação, a professora Maria Fernanda Quintela afirma que a universidade se enche de esperança ao receber os novos e antigos alunos. “Iniciar cada semestre é sempre uma grande alegria para nós. Nosso principal objetivo, ao receber essas pessoas, é fazer com que elas consigam realizar seus sonhos e tenham uma trajetória de sucesso", afirma a dirigente. "Ver as pessoas chegando, estudantes mais antigos apresentando a universidade, aqueles olhos brilhantes, sorrisos largos, nos deixa muito felizes", diz Maria Fernanda.
Cerca de dez mil estudantes ingressam todos os anos na UFRJ. "É uma demanda muito grande. A gente preenche a maioria das vagas ofertadas e estamos terminando o preenchimento deste segundo semestre", conta. Das 3.992 vagas oferecidas pela universidade para 2026.2, 91,4% foram ocupadas até o momento. "Damos as boas-vindas a todos os estudantes. Estamos aqui para recebê-los e prontos para acompanhá-los nessa jornada tão importante, que é a formação no ensino superior, e contribuir para o desenvolvimento do nosso país".


O Jornal da ADUFRJ ouviu alguns desses jovens que ingressam na maior universidade federal do Brasil. Na bagagem, sonhos, expectativas e o desejo de fazer a diferença na sociedade e para suas famílias.

Guilherme Chaves, 18 anos,
Engenharia Naval, São João de Meriti

“Entrar na universidade pública é a conquista de um sonho para mim e para muitos colegas da Naval, pois muitos vêm da periferia, Baixada Fluminense, Zonas Norte e Oeste. Muitos de nós somos os primeiros da família a conquistar uma vaga na universidade pública. A expectativa é grande de poder me formar, atuar no mercado de trabalho, mudar de vida. Principalmente agora, que o Brasil está se reconstruindo”.

Maria Luiza Lopes, 19 anos,
Ciência da Computação, Méier

“Neste meu primeiro dia de aula, as minhas expectativas são ótimas e já estou gostando bastante da experiência. Este foi o meu segundo vestibular. No ano passado, eu já tinha sido aprovada para a UFF, mas optei por não ir para escolher a UFRJ, levando em consideração os pontos positivos da instituição. A qualidade e a tradição da UFRJ me fizeram escolher vir para cá”.

Ana Carolina Souza, 18 anos,
Paisagismo, Deodoro

"Entrar em uma universidade federal é uma conquista enorme e a realização de um sonho meu e dos meus pais, que vim carregando ao longo do tempo. Para quem não vem de uma família com muitos recursos financeiros, estar aqui abre portas para lugares que nunca imaginamos alcançar. É gratificante sentir esse orgulho e ver a minha família orgulhosa por uma vitória que é minha. Para os jovens que continuam na luta do vestibular, digo que a educação sempre vale a pena. Se tiverem a oportunidade de se dedicar aos estudos, continuem focados, mesmo cansados. O estudo abre portas”.

Jéssica da Silva Araújo, 21 anos,
Arquitetura e Urbanismo, Jacarepaguá

“Minha expectativa para o curso está bem alta. Acabei de assistir à primeira aula, achei o conteúdo muito interessante e acredito que vou gostar bastante ao longo da graduação. Já sou formada em Design Gráfico e tinha conseguido aprovação no Enem anteriormente, mas, por conta de alguns imprevistos, não pude ingressar na época. Prestei o exame novamente este ano e consegui entrar. Acredito que muito do aprendizado da minha primeira formação poderá ser aplicado agora em Arquitetura”.

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