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A assembleia realizada nos dias 2 e 3 aprovou as mudanças regimentais para reuniões e votações remotas. Foram 370 votos favoráveis, 49 contrários, 7 abstenções e 1 voto branco. Também foi aprovada a proposta que permite a associação a novos convênios, por 367 votos a favor, 34 contra e 24 abstenções.
Dez professores, entre 12 que se candidataram na assembleia, compõem a delegação eleita para o Conad do Andes (veja no quadro a votação)

Na próxima segunda-feira, dia 8 de junho, a diretoria da AdUFRJ visita a Escola de Educação Física para conversar com os docentes sobre os problemas do cotidiano na unidade. O encontro integra o calendário de reuniões itinerantes da diretoria com professores de todos os campi. É a quinta visita desde abril. Participe!
8 de junho
10h
Salão Helenita Earp
Foto: Fernando SouzaDo lado esquerdo da principal entrada do Observatório do Valongo, um mosaico de vidro homenageia Urânia, musa da Astronomia. Mas, nos últimos tempos, a inspiração da mitológica figura tem sido insuficiente para a superação de tantos problemas da unidade fundada em 1881 e instalada desde a década de 1920 no topo do Morro da Conceição, no Centro do Rio. É necessário mais orçamento.
“Temos que manter um campus sozinho com um orçamento participativo que não contempla nossas especificidades. Até o ano retrasado, recebíamos R$ 50 mil. Ano passado, com contingenciamento, ficamos na faixa dos R$ 30 mil. Para manter todos esses prédios que vocês estão vendo aqui, é impossível”,afirmou o diretor do Observatório, professor Thiago Signorini Gonçalves, durante reunião com direção da AdUFRJ, no dia 28. Desde abril, foi a quarta visita do sindicato às unidades para ouvir as demandas dos colegas.
Até a alimentação é difícil no Valongo. Não há restaurante, bandejão ou sequer uma cantina no local. Levar quentinhas ou fazer pedidos por aplicativo são as alternativas. “Já fizemos licitação e não aparecem candidatos, porque a comunidade do Valongo é muito pequena”, relata o diretor. No momento, há apenas 15 docentes, 13 técnicos-administrativos e 176 alunos de graduação e pós na unidade (veja quadro).
Foto: Alessandro Costa
Por conta das colaborações acadêmicas com observatórios do mundo inteiro, o Valongo precisa de uma rede de internet estável e de qualidade. Mas não é o que acontece no cotidiano. Muitas vezes, professores e alunos trabalham de casa para garantir a realização das atividades. Nem o site do Valongo está atualizado. “O melhor exemplo é nossa home page. Não conseguimos atualizá-la. Foi solicitada à TIC (Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação) a colocação de uma nova home page e ela está online. Mas não nos deram a senha para modificá-la. Já enviei cinco solicitações pelo email da TIC para que os coordenadores tenham acesso e não tenho resposta”, disse o professor Helio Jacques Rocha-Pinto.
A falta de espaço é outro drama da infraestrutura. A sala onde aconteceu a reunião com a AdUFRJ é a que está em melhores condições. Nas outras e nos corredores, as infiltrações são visíveis. “Só temos quatro salas de aula. Essa é a maior de todas. E aqui nem cabem todos os alunos de graduação. Há demanda nossa por um auditório desde 1988 e não há perspectiva de que isso será feito”, continuou Helio. “Temos que espremer todas as atividades. E duas das quatro salas são com computadores. E nem todas as aulas usam os computadores”, completou.
Em uma área bastante globalizada, os docentes do Valongo criticaram ainda a ausência de apoio institucional para as viagens. “Se você tem uma disciplina na graduação e uma na pós e fizer duas viagens curtas no semestre, fica muito difícil repor aula. Especialmente na graduação. Não há algo mais institucional para lidar com essas viagens no meio do semestre”, disse a professora Denise Rocha.
A diretoria da AdUFRJ apresentou as ações do mandato — como a construção da sede própria e a colônia de férias — e colocou o sindicato à disposição dos colegas. “O objetivo dessa reunião era falar um pouco do que temos feito nestes meses e também queríamos ouvir as demandas de vocês e ver, como sindicato, no que podemos auxiliá-los”, disse a diretora Luisa Ketzer. “Queríamos saber quais seriam as demandas específicas de vocês que estão aqui no Valongo e estreitar laços. Nós, como comunidade de professores da UFRJ, precisamos ter essas oportunidades de contato e as unidades mais distantes, às vezes, têm menos isso”, reforçou o diretor Daniel Conceição.
Na reunião do Valongo, a carreira docente também entrou em pauta. Os salários pouco atrativos do magistério federal tem causado a perda de profissionais da unidade. “Quando houve concurso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, muita gente saiu da UFRJ buscando uma oportunidade melhor nos institutos de pesquisa que têm um trabalho muito parecido com o nosso”, afirmou o professor Thiago Gonçalves. “O avanço na carreira é muito mais rápido: a gente leva 19 anos, no mínimo, para chegar a Titular; no MCTI, são seis anos. E com condições de apoio à pesquisa que são muito mais vantajosas”, completou.
A presidenta da AdUFRJ contou que a diretoria estuda uma proposta de carreira. “Estamos em uma situação muito ruim. O salário inicial e de saída é muito baixo e demora muito tempo para chegar a Titular”, afirmou a professora Ligia Bahia. “Queremos que a remuneração seja digna e com um tempo para a pessoa se reciclar, se atualizar. Por exemplo, tendo um ano sabático”.
Fotos: Alessandro CostaO Jornal da AdUFRJ teve o privilégio de acompanhar os bastidores da mais recente apresentação da Orquestra Sinfônica da UFRJ, dia 22, no Centro de Tecnologia. Foi o 1.050º concerto de uma história de excelência iniciada em 1924. Da chegada dos músicos ao prédio até os momentos finais, as imagens que compõem estas duas páginas foram registradas pelo fotógrafo Alessandro Costa. O público incluiu pequenos ilustres convidados: meninos e meninas de seis escolas. Todos sairam encantados com a execução precisa e sensível de obras de Mendelsshohn (1809-1847), Piazzolla (1921-1992) e Ernani Aguiar, maestro emérito, presente ao espetáculo.
Diretor artístico, o professor André Cardoso explicou para as crianças um pouco de cada autor e o funcionamento da orquestra, reduzida em relação à formação original. “A orquestra é bem maior do que a que está aqui”, afirmou. “Hoje, temos o grupo só dos instrumentos de cordas. Cada naipe toca partes distintas. A orquestra é esse mundo de coisas diferentes que se harmonizam perfeitamente na música. É um pouco o reflexo do que deveria ser a nossa própria sociedade”, ensinou.
O concerto também foi uma aula. Sob orientação do professor André, cinco alunos se revezaram ao palco para guiar os 14 instrumentistas. Um deles, o estudante moçambicano Feliciano de Castro Comé fazia sua estreia com a orquestra. “Vai marcar minha vida, não só por ser minha primeira regência com a orquestra, mas pelo carinho do público que esteve aqui. Foi uma experiência fantástica”.
Para todos nós, Feliciano!











