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Um debate amplo, rico e com público diverso e muito especializado. Assim foi a mesa conduzida pela presidenta da ADUFRJ, professora Ligia Bahia, nesta tarde, na 78° Reunião Anual da SBPC, que acontece na UFF.
 
O encontro debateu o conteúdo puramente retórico das promessas de campanha da maioria dos candidatos aos cargos eletivos, nos últimos anos, para a área da Saúde.
 
"Todas as plataformas falam em 'mais'. Mais unidades de saúde, mais ambulâncias, mais médicos. Falam em zerar filas , em aumentar o orçamento e fortalecer o SUS, de forma vaga", afirmou a professora Ligia Bahia, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva e presidenta da ADUFRJ. "E também não falam do que deveriam falar: menos subsídios públicos para o setor privado, regulamentação da oferta e menos preconceitos. Com drogas e o aborto, por exemplo", completou.
 
Já a professora Marta Arretche, do Centro de Estudos da Metrópole, da USP, ponderou que os eleitores dão pouco valor às plataformas de campanha. "Os estudos mostram o seguinte: os eleitores têm pouco tempo para se informar e formam juízo de valor por short-cuts, ou informações muito curtas".
 
O epidemiologista Naomar Filho, da UFBA, por sua vez, entende que há dois projetos bastante antagônicos disputando os rumos da saúde no país, mesmo que os discursos sejam similares para tentar conquistar um número maior de eleitores. "Um, que gostamos de chamar de progressista, é participativo, para o bem de todos. O que se contrapõe é um projeto individual, privatista e tecnocrático", afirmou.
 
O ex-ministro José Temporão não pôde comparecer ao evento por questões de saúde.
 
Veja a matéria completa sobre o debate no próximo Jornal da ADUFRJ.
 
Foto: Alessandro Costa
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