A Diretoria da ADUFRJ vem acompanhando atentamente os eventos ocorridos nas dependências da Universidade, no prédio do IFCS na noite de 25/08. Desde então, envidamos esforços para colaborar com as instituições envolvidas, sejam as da sociedade civil, sejam as que reúnem dirigentes da UFRJ. Desde o primeiro momento, embora preocupados com a proliferação de interpretações divergentes sobre as responsabilidades em relação a agressões físicas impostas coletivamente a um estudante, nos posicionamos contra o uso de qualquer modalidade de coação, provocação, agressão verbal, lesão.
Condutas eventualmente criminosas – como agressões físicas ou apologia ao nazismo – devem ser tratadas institucionalmente: acionando as autoridades responsáveis pela apuração e punição, sempre garantindo o devido processo legal e o direito de defesa. Para todos!
Estamos contribuindo para que as instituições universitárias sejam devidamente acionadas para investigar os acontecimentos, identificar as responsabilidades e aplicar as medidas cabíveis.
Colocamo-nos à disposição para apoiar objetivamente os professores das instituições envolvidas, sejam os que atuam como professores, sejam os que simultaneamente estão à frente de chefias, coordenações, direções de unidades e da administração da UFRJ. Consideramos necessário elaborar e/ou aprimorar protocolos de conduta para casos de agressões e manifestações criminosas, a fim de desestimular gestos e ações que desrespeitem a legislação e as normas de convivência na UFRJ.
No contexto eleitoral em curso, as universidades públicas estão sendo profundamente questionadas por forças políticas negacionistas e reacionárias. No passado tivemos estudantes e professores assassinados e torturados. Mais recentemente, durante o governo de extrema-direita, houve processos e perseguições contra estudantes e professores.
Estamos às vésperas de eleições decisivas para presidente, governadores e congresso nacional. Ao contrário da eleição anterior, não há, nesta eleição, questionamento do modelo de votação oficial, nem organização de um golpe de Estado por parte do governo central. Embora sob pressão, inclusive internacional, o Brasil reorganizou suas instituições públicas, entre as quais as universidades, ainda que com muitas insuficiências e falhas estruturais.
É hora de participar e demonstrar a relevância da formação de cidadãs e cidadãos para o futuro. É hora de produzir conhecimento para garantir a justiça, combater a violência e reduzir as desigualdades. É hora de solidariedade e efetivação de garantias de direitos. Seguimos em busca das melhores evidências e experiências, duvidando de quem supõe ter encontrado a verdade. Continuamos comprometidos com a defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade, aberta a todas as pessoas!
Rio de Janeiro, 31 de agosto de 2026
Andrea Parente
Daniel Negreiros Conceição
Ligia Bahia
Luisa Ketzer
Maria Tereza Leopardi
Michel Gherman
Pedro Lagerblad





