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bandeira adufrjQue somos uma nação de mais de 200 milhões de técnicos de futebol, isso não é novidade para ninguém. Mas, desde a pandemia do coronavírus, que dizimou milhões de vidas mundo afora, surgiu outro tipo de “técnico”: o pitaqueiro de covid-19. Embora em menor número, ele é menos inofensivo do que os palpiteiros de futebol, posto que dar pitaco em saúde pública é bem diferente do que opinar sobre esquemas táticos ou convocação de jogadores para o escrete canarinho. A figura do pitaqueiro de covid-19 voltou à tona depois que a UFRJ emitiu uma nota, na quarta-feira (16), recomendando ao corpo social da universidade a volta do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração.
Pronto. Foi o suficiente para que um debate se estabelecesse nas redes sociais. A primeira reação contrária à nota da UFRJ partiu do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Em seu perfil no Twitter, ele declarou que a “prefeitura é contrária a essa medida”. E completou: “Esperamos que não inventem ensino a distância”. Logo a seguir, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, também reagiu. “Não há neste momento nenhuma alteração no cenário epidemiológico que justifique o uso indiscriminado de máscara. A recomendação é que todos os maiores de 12 anos realizem a dose de reforço para covid com a vacina bivalente”. Vários internautas reagiram aos comentários do prefeito, chamando-o até de negacionista.
Nesta quinta-feira (17), uma nota emitida pela Sociedade Brasileira de Infectologia, que é presidida pelo professor Alberto Chebabo, da Faculdade de Medicina da UFRJ, veio colocar mais combustível na polêmica. Ela também orienta o uso de máscaras em ambientes fechados, mas só para os grupos de risco. A justificativa para a ressalva, de acordo com o texto, é que o cenário epidemiológico não teve alteração no Brasil.
Importante lembrar que a recomendação da universidade tem como base o aumento moderado e progressivo de casos positivos de covid-19 diagnosticados em seu Centro de Triagem Diagnóstica (CTD). Entre 17 de maio e 16 de junho, houve apenas quatro casos positivos entre 110 testados (4%); de 17 de junho a 16 de julho, foram cinco positivos em 72 (7%); de 17 de julho a 16 de agosto, 11 positivos foram encontrados em 86 pessoas (13%). No último mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) detectou 1,5 milhão de novos casos da doença em todo o planeta. Veja em nossa matéria da página 3 o contexto e a reação à nota de recomendação da UFRJ.
E temos eleições à vista. Nas páginas 4 e 5, apresentamos as duas chapas que se inscreveram para disputar o comando de nosso sindicato no biênio 2023-2025. A chapa da situação é encabeçada pela professora Mayra Goulart, do IFCS e atual vice-presidente da AdUFRJ, que tem a companhia dos professores Nedir do Espirito Santo, Antonio Solé Cava, Veronica Damasceno, Rodrigo Fonseca, Karen Signori e Marcio Marques Silva. A professora Aline Caldeira, da Escola de Serviço Social, é a candidata a presidente da chapa de oposição, e conta ainda com os professores Caio Martins, Bianca Pinheiro, André Meyer, Letícia Carvalho, Jorge Ricardo Gonçalves e Luciana Peil. Nosso jornal abre espaço para o debate e mostra os principais pontos programáticos das duas chapas. As eleições estão marcadas para 13 e 14 de setembro.
As mudanças na nova lei de cotas são o tema de nossa reportagem da página 6. A legislação foi modificada na Câmara dos Deputados depois de dez anos em vigor, e agora segue para o Senado. Os movimentos sociais comemoraram as mudanças, já que elas podem aumentar a presença de alunos cotistas nas universidades. Outra mudança é tema da matéria da página 7: a portaria conjunta da Capes e do CNPq que permite o acúmulo de bolsas de pós-graduação com outras atividades remuneradas. O Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) começou a discutir a portaria, que entrará em vigor em outubro, e a PR-2 montou um grupo de trabalho para analisar o assunto.
E nossa matéria da página 8 sintoniza o dial na Rádio Sociedade, criada há cem anos com o objetivo de ser um veículo de divulgação científica e cultural. Uma exposição na Casa da Ciência conta essa belíssima história, com parte do acervo da emissora, que tem seus ideais mantidos até hoje nas ondas da Rádio MEC. O projeto concebido por um grupo de cientistas e intelectuais em 1923, tendo à frente o pioneiro Edgard Roquette-Pinto, está mais vivo do que nunca.
Caros ouvintes, bom programa!

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