No próximo dia 26 de março, às 18h, será lançada a Rede Universitária Segurança Pública para Todos RJ (Artigo 5º), iniciativa que reúne instituições científicas em torno da construção de argumentos que norteiem a política de segurança pública do estado.
O objetivo da rede é a garantia de direitos humanos e a redução da violência no Rio de Janeiro, notadamente, a violência de Estado. O evento ocorre na sede do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), ao lado do campus Praia Vermelha da UFRJ.
Estão confirmadas as presenças do diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Marcio Portes de Albuquerque; o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira; e dos reitores Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega (UFF), Gulnar Azevedo e Silva (Uerj), Roberto Medronho (UFRJ) e José da Costa Filho (Unirio), além de dirigentes de instituições científicas do RJ.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria entre a AdUFRJ, a SBPC, o CBPF e a Fiocruz. De caráter multidisciplinar, a Rede é formada por pesquisadores da UFRJ, PUC-Rio, Uerj, Fiocruz e UFF. A coordenação do evento será do professor Marcelo Burgos, e a apresentação ficará a cargo da professora Lígia Bahia, presidenta da AdUFRJ e uma das fundadoras da Rede.
Para Ligia, cabe também à academia pensar os problemas contemporâneos. “Para nós, a perspectiva de contribuir para uma abordagem racional sobre segurança pública é vital. Vivemos e trabalhamos no Rio”, afirma a pesquisadora, que é referência nacional em saúde coletiva.
Ela aponta as contradições da política pública de segurança que não resolve o tema da violência. Ao contrário, faz novas vítimas a cada dia. “A fórmula matar e deixar morrer fracassou sucessivamente, mas segue orientando as políticas públicas”, diz. “A pesquisa tem o que dizer, há alternativas não letais de combate ao crime”, conclui a presidenta da AdUFRJ.
Para o diretor do CBPF, Marcio Portes de Albuquerque, a iniciativa é agregadora. “As instituições de pesquisa acreditam que o conhecimento produzido pela ciência é capaz de transformar realidades. Nesse esforço, nosso apoio reforça a importância de colocar a ciência a serviço da sociedade”, diz.
Ele concorda que as instituições de pesquisa são fundamentais para formular políticas. “Utilizar dados, informações e saberes construídos pela academia e por métodos científicos ao longo dos anos é um caminho sólido e viável para propor e desenvolver ações de segurança pública que permitam mudar a realidade que vivemos cotidianamente”, conclui.





