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WhatsApp Image 2026 04 09 at 19.01.43 1Foto: Alessandro CostaAos 36 anos, o professor Mychael Lourenço reúne perfeitamente a intensidade de um jovem pesquisador com a profundidade acadêmica esperada para um veterano. Desde 2018 como docente do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, ele se destaca pela excelência de suas pesquisas que se propõem a investigar a doença de Alzheimer. Seus resultados e abordagens repercutem internacionalmente desde os primeiros anos de sua atuação como docente da UFRJ.
Conheça um pouco mais sobre esse jovem pesquisador da universidade.

Em 2019, o professor fez parte da descoberta que associou o hormônio irisina — produzido pelos músculos e pelo cérebro com a prática de atividades físicas — à preservação dos neurônios contra o Alzheimer. O achado ganhou projeção em todo o mundo. “A irisina ajuda a proteger das transformações pelas quais o cérebro passa com a doença”, contou ao Jornal da AdUFRJ, em 2023. Naquele ano, ele foi citado como um dos 11 jovens cientistas mais relevantes do mundo em sua área. A lista foi divulgada pela revista Nature Medicine.
Representante de uma nova geração de professores, ele afirma que formar cientistas de diferentes perfis e trajetórias acadêmicas é fundamental para enriquecer as abordagens acadêmicas. “A diversidade na ciência torna as abordagens de pesquisa igualmente diversas. O olhar é diferente, as buscas por soluções são diversas. A ciência só tem a ganhar”, defende.
Ele também defende que o Brasil deve se debruçar mais sobre sua população. No caso do Alzheimer, a diversidade e a miscigenação populacional podem trazer achados muito diferentes na comparação com populações europeias, por exemplo. “Há uma série de marcadores ambientais de risco para o Alzheimer que, já sabemos, não se aplicam completamente para a população brasileira. Outros que só aparecem na nossa população. A nossa constituição populacional é uma joia muito preciosa para a ciência. Precisamos ter mais estudos focados nos brasileiros”.
O docente coordena o Laboratório de Neurociência Molecular (LourençoLab) e se destaca também por importantes atuações nacionais e internacionais. Ele é pesquisador de produtividade 2 do CNPq, Jovem Cientista do Nosso Estado da Faperj, membro da Academia Brasileira de Neurologia e integrante do Comitê de Programa da Society for Neuroscience (SfN), responsável por planejar e organizar o maior encontro de neurocientistas do mundo. Também atua como editor e revisor para diversos periódicos internacionais, entre eles o Brain Research e a Alzheimer’s Dementia.
Botafoguense de coração, o futebol e a música são suas duas outras grandes paixões, além da ciência. No dia a dia, os companheiros de trabalho relatam uma relação de generosidade, amizade e rigor acadêmico com os colegas. É o que atesta o professor Felipe Ribeiro, do Instituto de Bioquímica Médica. “Conheço o Mychael desde 2011, quando eu era da Iniciação Científica e ele já fazia mestrado. Ambos somos crias da UFRJ”, lembra. “Ele é um excelente colega e todos nós nos sentimos muito orgulhosos do prêmio que ele recebeu, porque também somos um pouco parte disso. É uma imensa alegria para todos nós poder compartilhar o dia a dia de trabalho com ele e também essa premiação”.
Andréa Tosta, pós-doutoranda do Laboratório de Neurociência Molecular, também é só elogios. “Eu conheci o professor Mychael durante meu doutorado da UFF e fico até sem palavras para falar sobre ele. É um pesquisador muito competente, absolutamente fora da curva”, diz. “Está sempre disponível para todos os colegas. É uma referência para mim. Está sendo muito importante para minha formação ter essa experiência de pós-doc aqui na UFRJ com ele”.
A professora Flávia Gomes, titular do Instituto de Ciências Biomédicas, também não poupa adjetivos para elogiar o colega. “Ele é um pesquisador jovem e muito completo quando pensamos no que é desejável para o perfil de um pesquisador. Mychael é muito sério e absolutamente criterioso na pesquisa, mas também se preocupa com outras áreas, como a formação de recursos humanos, e tem importante atuação na divulgação científica”, elenca. “Colaborei muitos anos com o grupo de pesquisa onde ele fez sua formação científica e tive oportunidade de vê-lo atuar como profissional não só na UFRJ, mas fora do Brasil, em conexões com sociedades científicas internacionais”, revela a professora. “É uma alegria tê-lo como professor da UFRJ”.

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