Accessibility Tools

facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2026 06 12 at 18.38.42 1Foto: Alessandro CostaDepois de quatro anos fechado para reformas, o Museu da Geodiversidade do Instituto de Geociências da UFRJ reabriu no último dia 3 de junho com um mergulho nas “Memórias da Terra”. A fascinante exposição retrata as diferentes eras do nosso planeta. Cada sala revela origens e estruturas minerais - como um supergeodo de ametista do Sul do Brasil - e conta a história da evolução dos primeiros seres vivos, até chegar aos humanos. Reconstruções de dinossauros e de grandes mamíferos, além de exposições de fósseis reais são algumas das novidades da coleção que promete encantar todas as idades.

O espaço passou por uma ampla revitalização, com obras estruturais como a reforma dos telhados e calhas, além impermeabilização de paredes, pintura, readequação das saídas de emergência e construção de nova sala de exposição, voltada a atividades educativas e oficinas. Os recursos foram disponibilizados por meio de emendas parlamentares do deputado federal Chico Alencar, que é professor licenciado da UFRJ.

Logo na entrada, o meteorito Campinorte saúda os visitantes. Incorporado ao acervo da UFRJ em agosto de 2021, o Campinorte é terceiro maior meteorito do Brasil. Pesa aproximadamente 1,5 tonelada e tem cerca de 4,5 bilhões de anos. Ele foi descoberto em uma fazenda no município de Campinorte, a 300 km de Goiânia. Estima-se que tenha caído no planeta há mais de mil anos.

“Essa exposição é uma tentativa de resgatar a história desse planeta, desde a sua formação, e de refletirmos sobre os futuros possíveis”,WhatsApp Image 2026 06 12 at 18.39.07 1Foto: Fernando Souza afirma a diretora do museu, Adriana Vicente (foto ao lado), que recebeu a reportagem da AdUFRJ para uma visita exclusiva. “É um acervo científico riquíssimo, organizado numa exposição cenográfica. Nosso principal público é formado por crianças, então é uma exposição que tem acessibilidade, ludicidade e interatividade”, conta diretora, que é produtora cultural da universidade.

A Sala dos Mares mostra formações rochosas e estruturas de ferro. Algumas, com idade estumada de 2,7 bilhões de anos. Um quartzito com marcas de ondas, que se formou há cerca de 1,5 bilhão de anos, é uma das peças mais encantadoras. “Essa sala nos mostra que o sertão já foi mar no nosso país”, ilustra a diretora.

Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, instância à qual todos os museus da universidade são vinculados, a professora Christine Ruta comemorou a reabertura do espaço. “Os museus universitários têm uma importância ímpar no Brasil. Eles guardam parte fundamental da memória científica, cultural e educacional do país”, afirmou. 

WhatsApp Image 2026 06 12 at 18.39.53Foto: Alessandro CostaApesar da importância, ela destaca o reconhecimento e financiamento ainda aquém do necessário para a manutenção dos museus no país. “Infelizmente, ainda convivem com fomento insuficiente para que esses espaços, tão essenciais para a pesquisa, o ensino, a extensão e a formação cidadã, possam viver plenamente sua missão junto à sociedade”, disse. “Por isso, a reabertura do Museu da Geodiversidade é uma notícia tão importante. Revitalizar esse espaço significa reafirmar o compromisso da universidade pública com a preservação do patrimônio científico, com a democratização do conhecimento e com o diálogo entre ciência, educação e sociedade”.

SERVIÇO

O Museu da Geodiversidade funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e fica localizado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN). A entrada é gratuita. Grupos podem agendar visitas guiadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As visitas de grupos contam com mediação de estudantes do Instituto de Geociências.

Topo