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Foto: Fernando SouzaNa Sala Evaristo de Moraes Filho, no térreo do IFCS, parte das luminárias não acendeu no dia 27 de outubro. O pequeno contratempo não impediu uma conversa entre diretores da ADUFRJ e professoras da unidade, mas serviu como uma amostra dos desafios de infraestrutura enfrentados no histórico prédio do Largo de São Francisco.
Desde abril, foi a sétima visita da direção do sindicato a uma das instalações da universidade para ouvir as demandas dos colegas em relação às condições de trabalho. “Nessas reuniões, alguns temas têm aparecido com mais frequência. O primeiro é o de infraestrutura e condições de trabalho. São situações muito críticas”, afirmou a presidenta do sindicato, professora Ligia Bahia.
No IFCS, o cenário não é diferente. E vai muito além do que se observou no teto da sala da reunião. Instalações elétricas obsoletas, infiltrações, vazamentos, pisos danificados, falta de água, ausência de espaço para salas docentes e mobiliário antigo são alguns dos problemas de toda a edificação. Mas, durante o encontro, a vice-diretora da unidade, professora Julia O’Donnell, apresentou boas novas.
“A reforma hidráulica, a princípio, começa em 30 de novembro. E estamos com boas perspectivas de conseguir a reforma elétrica”, afirmou Julia. “Tendo reforma elétrica, passamos a contar com ar-condicionado. Temos aparelhos na maioria das salas, mas não podemos ligar. O que é um drama absoluto para a nossa comunidade nos meses mais quentes”, completou.
A direção do instituto também busca a aprovação de um projeto para receber recursos provenientes de contratos entre empresas e a UFRJ. A expectativa é utilizar o dinheiro em intervenções de menor porte, como troca de torneiras, instalação de câmeras, pintura, reparos nos pisos e melhorias no mobiliário.

Estudantes PCD
Além dos problemas estruturais, a reunião trouxe à tona as dificuldades de garantir condições adequadas de aprendizagem aos estudantes com deficiência (PCD). A professora Thaís Aguiar, do departamento de Ciência Política, chamou a atenção para a ausência de orientações institucionais que auxiliem os professores na adaptação das práticas pedagógicas. “A gente não tem nenhuma orientação pedagógica. Não sabemos de nenhuma resolução. Como dou condições para este aluno na sala de aula?”, questionou.
A demanda, segundo a direção da ADUFRJ, não é exclusiva do IFCS e já havia sido apresentada por docentes de outras unidades da UFRJ. O sindicato pretende organizar uma discussão do tema com a Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA) em 2027.

DEBATE SOBRE O PAÍS
O encontro também abriu espaço para o debate sobre o cenário político nacional após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diretoria da ADUFRJ propôs a realização de um seminário em conjunto com docentes do IFCS para analisar o resultado das urnas e as possíveis implicações para o país.
Ligia Bahia destacou o envolvimento do sindicato no processo eleitoral e defendeu a necessidade de compreender as transformações reveladas pelo resultado. “A ADUFRJ se esforçou muito nesse processo eleitoral. Agora, temos que conseguir entender a revolução que aconteceu neste país. Foi um fenômeno muito intenso. A gente acordou em outro Brasil”, afirmou. “Que país é este que saiu das urnas?”, questionou.
A proposta foi bem recebida pelos participantes, e a expectativa é que o seminário aconteça ainda em novembro.

Próximas visitas:

• 11 de novembro:
Centro Multidisciplinar de Macaé.

• 23 de novembro de 2026:
Escola de Serviço Social.

• 14 de dezembro de 2026:
Instituto de Psicologia.

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