O Conselho Universitário do dia 11 aprovou, por unanimidade e aclamação, o título de Emérito para o professor Francisco de Assis Esteves, do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), em Macaé. Representantes dos professores, técnicos e alunos reverenciaram a trajetória acadêmica de excelência, o pioneirismo, o comprometimento com a preservação ambiental e a disposição para o diálogo do homenageado.
Chris Ruta, professora da Biologia e coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, lembrou que partiu do professor, conhecido carinhosamente como Chico Esteves, a ideia que deu origem à Semana de Integração Acadêmica da UFRJ. “Ele falou: ‘professora, criemos algo novo. Não criemos semana de instituto X ou de instituto Y, criemos algo conjunto’. Fomos um exemplo para nossa universidade”, contou.
“Ele teve a influência na vida da maioria das pessoas que trabalham com Ecologia, no país. É uma trajetória acadêmica inquestionável”, disse a pró-reitora de Graduação, a professora Maria Fernanda Quintela, do Instituto de Biologia.
Homenagem para mais quatro mestres
O último Consuni também concedeu. por unanimidade e aclamação, o título de emérito para mais quatro grandes mestres: Ana Luiza Coelho Netto, Antono Ledo, João Luís Fragoso e Julio Scharfstein.
O mérito de cada um fica explicito em suas biografias. Fragoso é um dos principais especialistas em História Colonial do país. Ana Luiza Coelho Netto é pioneira em estudos integrados aplicados à análise de riscos e de desastres ambientais.
Ledo, do IPPMG, vice-reitor entre 2011 e 2015, é brilhante pediatra e epidemiologista. Já Scharfstein é reconhecido por suas contribuições pioneiras no campo da imunologia e da parasitologia.
Solidariedade a Marcos Dantas
O Consuni manifestou solidariedade ao professor Titular Marcos Dantas, aposentado da Escola de Comunicação. Após emitir opinião crítica ao consumismo de influenciadores digitais, nas redes sociais, em julho do ano passado, o docente está sendo processado na Justiça. “A proteção constitucional à manifestação do pensamento é um pilar essencial da democracia”, afirma um trecho da moção aprovada.





