A UFRJ vista pelos olhos de seus professores. É esta a proposta da TV Adufrj, um canal de vídeos no YouTube voltado para a maior universidade federal do país. A UFRJ vista pelos olhos de seus professores. É esta a proposta da TV Adufrj, um canal de vídeos no YouTube voltado para a maior universidade federal do país. No debate de lançamento da TV Adufrj, jornalistas e professores discutiram os rumos da Comunicação na era digital e os desafios da produção de conteúdo para internet. O evento aconteceu no Salão Pedro Calmon, na Praia Vermelha, no dia 22. Felipe Rosa, diretor de Comunicação da Adufrj, apresentou os objetivos do canal: “A proposta é que seja uma plataforma colaborativa, que receberá também vídeos produzidos pelos próprios professores, sobre suas pesquisas, seus projetos e sobre a universidade”, disse. Cristina Serra, criadora do canal MyNews, no Youtube, foi uma das convidadas do debate. Ela enfatizou o potencial da internet de democratizar a Comunicação. “Depois de 30 anos fazendo a TV tradicional na Rede Globo, eu me descobri produtora de conteúdo. Hoje, todo mundo pode ser um influenciador digital”, disse. Mas destacou que a credibilidade é alcançada com “objetividade jornalística e muito trabalho”. Na mesma direção falou a professora da Escola de Comunicação da UFRJ, Cristina Rego Monteiro: “Vivemos um tempo de carência de credibilidade. A TV Adufrj já sai na frente por ter um público e fontes altamente qualificados”, avaliou. “A TV Adufrj deve trilhar o caminho da pluralidade”. Esta foi a recomendação do jornalista Antônio Gois, de O Globo e criador da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). “O bom jornalismo deve ser pautado por valores éticos e se preocupar não só em ser o mais preciso possível, mas o mais plural possível. A UFRJ é um microcosmo absolutamente plural”, afirmou. Para a diretora da ECO, Ivana Bentes, a Comunicação está no centro das disputas políticas e a Adufrj antecipa um movimento que deveria ser da UFRJ. “A comunicação precisa falar a língua de muitos. É decisivo que a gente tenha um canal que dispute a visão de mundo. A TV Adufrj é muito mais que fazer divulgação científica”. O QUE VER NA TV ADUFRJ A TV Adufrj quer modernizar e agilizar a comunicação com os professores. A intenção é valorizar o trabalho dos docentes e abrir espaço para que sejam também produtores de conteúdo audiovisual. As pautas do canal falarão sobre ensino, pesquisa, extensão, carreira e tudo o que puder influenciar a vida da comunidade acadêmica. A linha editorial segue a mesma do Boletim da Adufrj, prezando pelos valores do jornalismo interpretativo, não panfletário, com a perspectiva da de fesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e inclusiva. O espaço para a pluralidade e a multiplicidade de fontes qualificadas é um dos compromissos da TV Adufrj . A partir desta segunda (27), vídeos serão lançados periodicamente no canal do Youtube. Às segundas-feiras, haverá um panorama da semana da universidade. Às sextas-feiras, uma reportagem sobre um tema abordado no Boletim da Adufrj e um vídeo sobre a produção cultural, acadêmica e artística da UFRJ. SERVIÇO Você coordena ou integra uma pesquisa e quer divulgá-la na TV Adufrj? Grave seu vídeo e mande para nós. Faça o vídeo em formato horizontal e cuide para que o som seja de boa qualidade. Tente sintetizar tudo em 3 minutos de gravação. Caso não tenha equipamentos ou intimidade com filmagens, entre em contato conosco. Nossa equipe faz o vídeo com você. COMO SUGERIR PAUTAS Mande para nós sugestões de assuntos que você queira ver na TV Adufrj. Sua participação é muito importante para deixarmos o canal com a cara dos professores da UFRJ. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Telefones: 3884-0701 e 3884-9692.
Oito empresas concorrem para construir o projeto de aproveitamento econômico dos ativos imobiliários da UFRJ. As propostas foram apresentadas em pregão eletrônico organizado pelo BNDES, responsável pela licitação, no último dia 20. Ainda não há um vencedor. As candidatas passam por uma etapa de julgamento da proposta e avaliação da capacidade técnica. O novo modelo de gestão patrimonial poderá ser por concessão ou por constituição de um fundo de investimento imobiliário que traga retorno para a UFRJ. As contrapartidas seriam usadas em infraestrutura acadêmica e assistência estudantil. Por exemplo, uma empresa exploraria um terreno da universidade e, como pagamento, assumiria custos de construção de um restaurante universitário. O Banco Fator está na dianteira da licitação, por ter feito o lance mais barato (R$ 2,624 milhões) para a realização da consultoria. Os documentos da instituição financeira estão sendo analisados. O preço máximo para a contratação foi estipulado pelo BNDES em R$ 6,773 milhões. Se o Banco Fator for descartado, passam a ser avaliados os papéis da Finarq - Consultoria em Arquitetura Ltda, que ofereceu o segundo melhor lance (R$ 2,625 milhões). Na sequência, estão: Idom Consultoria; Houer Consultoria e Concessões; Quanta Consultoria; Ernst & Young Assessoria Empresarial; Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados; e GB Consultoria e Serviços. Durante o Consuni do dia 23, o pró-reitor de Gestão e Governança, André Esteves, informou que, se tudo correr bem com a licitação, a assinatura do contrato com a consultoria deve ocorrer até a primeira quinzena de setembro.
O Conselho Universitário aprovou, na reunião de 16 de agosto, as propostas que vão disputar recursos lançados por dois editais da Finep. São dez subprojetos que abrangem mais de 50 programas de pós-graduação. O edital de manutenção oferece para todo o Brasil R$ 70 milhões. Já o edital para as áreas temáticas dividirá o montante de R$ 110 milhões entre os projetos que serão aprovados em todo o país. Os recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Apesar de os editais serem muito importantes para as instituições de pesquisa, a Finep está oferecendo menos da metade dos recursos investidos em 2014, ano do último CT-Infra. Para este ano, a UFRJ apresentou três subprojetos que disputam, no primeiro edital, R$ 2,4 milhões. No edital voltado a áreas temáticas, a universidade tem potencial para conseguir até R$ 10,5 milhões. O professor Nelson Braga, representante dos Titulares do CCMN no Consuni, foi um dos que votaram a favor do relatório apresentado pela comissão do CT-Infra. “Além da questão do financiamento ser muito importante para a infraestrutura e pesquisa na universidade, a comissão que fez as análises dos subprojetos sugeriu a interação entre áreas. Isto é extremamente benéfico para a nossa universidade”, avaliou. O CT-Infra foi criado em 2001 com o objetivo de modernizar a infraestrutura de pesquisa. Segundo dados da Finep, desde 2001 foram distribuídos R$ 3,2 bilhões em recursos para mais de 1.600 projetos. O edital deste ano é o primeiro desde 2014. O jejum de quatro anos foi imposto pelos sucessivos cortes orçamentários para Ciência e Tecnologia.
A Capes divulgou o resultado preliminar do edital, e a UFRJ não foi contemplada. Parecer da agência de fomento afirma que a proposta da UFRJ é vaga e sem parcerias internacionais, e que os temas não inovam na área de sustentabilidade. Uma proposta “vaga” e sem parcerias internacionais. “Temas que não inovam na área de sustentabilidade”. Ausência de um grupo gestor “internacionalmente mais experiente”. As críticas fazem parte do parecer que levou à rejeição do projeto da UFRJ para o edital de fomento às ações de internacionalização, chamado Capes/Print. Outro problema, para o comitê da Capes responsável pela avaliação, é a presença de programas que não contribuem para a proposta ser considerada “mais rigorosa”, principalmente os cursos com conceito 4. A íntegra do documento está na capa desta edição. Pelo parecer, a universidade foi excluída da chamada pública que distribui R$ 300 milhões para instituições que fomentam a internacionalização. Foram selecionadas 25 universidades e centros de pesquisa. A UFRJ apresentará recurso, informou a pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Leila Rodrigues. O prazo para a resposta da instituição é até o fim do mês. “É uma decisão completamente estapafúrdia”, afirmou o professor Romildo Toledo, vice-diretor da Coppe, no Conselho Universitário do dia 23, quando o parecer ainda não era conhecido. De acordo com ele, uma universidade como a UFRJ, “reconhecida internacionalmente”, não poderia ser privada destes recursos. O Consuni aprovou uma moção contra o resultado preliminar. Ainda durante a reunião do colegiado, a pró-reitora Leila Rodrigues classificou a rejeição à proposta da instituição como “inaceitável”. A dirigente observou que foram selecionadas 25 propostas, mas o edital permitia o ingresso de até 40 universidades ou institutos de pesquisa. Segundo a dirigente, o projeto da UFRJ foi construído em conjunto com 58 programas de pós-graduação “de forma ativa”. “Seguimos todas as orientações da Capes. Participamos de todos os eventos relacionados ao tema. Fomos à Capes com perguntas e obtivemos respostas, em torno das quais construímos nosso projeto”, disse. COMITÊ “COM EXPERTISE” De acordo com resposta por e-mail da assessoria de imprensa da Capes, “consultores brasileiros e estrangeiros, com expertise em avaliação internacional, fizeram parte do Comitê”. A agência completou: “Os nomes desses consultores não serão divulgados”.
Prédio do Centro de Ciências da Saúde foi evacuado no final da manhã desta segunda-feira (20) por causa de um vazamento de gás no subsolo do bloco I. O prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS) foi evacuado no final da manhã desta segunda-feira (20) por causa de um vazamento de gás no subsolo do bloco I. Segundo o decano do CCS, professor Luiz Eurico Nasciutti, a suspensão das atividades e o esvaziamento do local a partir das 11h foram recomendações do Corpo de Bombeiros. “Como o vazamento foi no subsolo, o gás se propagou com facilidade para os demais blocos. Mas encontrou dificuldades para evaporar”, informou. As aulas, a princípio, serão retomadas já na manhã de terça-feira (21).
Isabelle de Almeida, aluna da Farmácia, estava Laboratório de Virologia, que também fica no subsolo do bloco I, no momento do isolamento: “Na hora que abri a porta senti um cheiro de gás muito forte, dentro não dava para perceber”. “Deixamos o laboratório com tudo ligado, computador, ar-condicionado”, relatou a estudante. Por volta das 12h, a Brigada local do CCS abafou um foco de incêndio de um equipamento deixado ligado no bloco D. A professora do Instituto de Biofísica Marcia Capella recebeu pelo celular o aviso sobre o acidente: "Primeiro falaram de isolamento do bloco I, e depois de todo o prédio. Achamos que era boato, mas veio a confirmação pela brigada de incêndio". No horário de almoço, dezenas de estudantes ainda se concentravam na entrada principal do CCS. "Não entendo isso, se há risco de explosão, os estudantes não deveriam permanecer aqui", observou a docente do Instituto de Biofísica .