Os intelectuais franceses Christian Laval (foto) e Pierre Dardot são os convidados especiais do ciclo de debates “Impasses e Alternativas do presente”, a partir de quinta-feira. A Adufrj faz parte da organização Os intelectuais franceses Christian Laval e Pierre Dardot são os convidados especiais do ciclo de debates “Impasses e Alternativas do presente”, a partir de quinta-feira (5). O primeiro debate, intitulado “Neoliberalismos”, está marcado para o Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, da UFF, no bloco O, sala 516, às 18h. O Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ recebe, sexta-feira (6), às 17h, a palestra “Comum – Ensaio sobre a Revolução no Século XXI”. Na ocasião, haverá o lançamento do livro homônimo, produzido pela Boitempo. A editora e o SESC, de São Paulo, são os responsáveis pela vinda de Laval e Dardot ao Brasil. Eles participaram do “seminário internacional 1917: o ano que abalou o mundo”, no fim do mês passado, na capital paulista. No sábado, às 16h, é a vez do Museu da Maré acolher o debate “Refundar o Comum”. Na segunda, às 18h, o tema é “Repensando a Revolução no Século XXI”, na sala 107 do IFCS. O evento é organizado pela Adufrj, pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (UFRJ) e pelo Departamento de Sociologia e Metodologia em Ciências Sociais da UFF. Datas, horários e locais dos debates: 5/10 – ICHF (UFF) - Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis - São Domingos, Niterói 6/10 – CBAE (UFRJ) – Avenida Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro 7/10 – Museu da Maré - Av. Guilherme Maxwel, 26 - Maré, Rio de Janeiro. Como chegar De carro: O melhor acesso é via Av. Brasil. Pegar a pista lateral sentido Zona Oeste e acessar a Av. Paris, à direita, logo após o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) do Exército (próximo à Passarela 7). Basta seguir a rua até o final. É possível estacionar na porta do Museu. De ônibus: Para quem for de ônibus, basta pegar qualquer linha que passe pela Avenida Brasil e seja paradora. O ponto de descida é a passarela 7 da Avenida Brasil, em frente à Escola Municipal Bahia. Depois, é só seguir até o final da rua do colégio. 9/10 – IFCS (UFRJ) – Largo de São Francisco de Paula, 1 – Centro, Rio de Janeiro
Uma eleição suplementar na Educação Física, nos dias 26 e 27, completou o Conselho de Representantes da Adufrj. Foram 12 votos: 11 para a lista A, 1 voto para a lista B. Marcelo Paula de Melo e Luís Aureliano Imbiriba Silva serão os titulares da unidade no colegiado; Renato Mendonça Barreto da Silva e Alexandre Palma de Oliveira ficarão como suplentes. Um erro na confecção das cédulas fez a comissão eleitoral invalidar esta parte da votação realizada nos dias 11 e 12 de setembro. Não houve problema nos votos para a eleição de diretoria. Confira, no link, como ficou a composição do Conselho, biênio 2017-2019.
Fernando Peregrino, diretor de Orçamento e Controle da Coppe, não tem dúvidas de que o Marco Legal aperfeiçoa o aparato normativo que regula a pesquisa no país. “Não é perfeito, mas conseguimos conciliar no que foi possível”, acrescenta. Segundo ele, a lei pode ajudar o Brasil a se posicionar melhor no ranking mundial de inovação: hoje está em 69º. “Somos o 12º em produção de papers e a nona economia do mundo. Algo está errado”. Mas o diretor da Coppe afirma que isso só será possível se houver mudanças na política macroeconômica, que está sufocando as universidades. O projeto ainda sofreu vetos de natureza fiscal, no governo de Dilma Rousseff, por influência dos técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. “São gastos ínfimos, se comparados com a renúncia fiscal realizada em outros setores da indústria. Os vetos foram desnecessários”, critica. Ele espera que os trechos retirados sejam recolocados na lei por um projeto do senador Jorge Vianna (PT-AC), atualmente em tramitação na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado. Andes é contra O Andes-SN cobra a revogação do marco legal. O professor Epitácio Macário, 3º tesoureiro do sindicato, explica que era necessário fazer uma normatização da pesquisa nacional. “Mas discordamos da via escolhida”, afirma. Epitácio, que é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia da entidade, compreende que o marco legal promove uma privatização do conhecimento produzido nas universidades. “Além de as empresas direcionarem a agenda da pesquisa, elas usufruem recursos estatais, sem controle público”. E completa: “As grandes demandas do nosso povo não serão respondidas pelas empresas, que visam apenas ao que é mais lucrativo”. O dirigente do Sindicato Nacional elogia algumas medidas da lei, como o processo mais simplificado para trazer visitantes estrangeiros ou a facilidade alfandegária para importação de insumos: “O Andes não tem problema com a desburocratização”. Mas a suposta privatização da universidade é fator decisivo para a entidade criticar o marco legal. “Nesta área, devemos ter protagonismo do Estado”. Debate sobre o marco legal O Parque Tecnológico da UFRJ promove, no dia 4 de outubro, um evento para discutir os limites e possibilidades de aplicação do marco legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Para participar, é necessário enviar email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., confirmando sua presença. O evento será no auditório local, na rua Paulo Emídio Barbosa, 485 – Ilha da Cidade Universitária.
A avaliação quadrienal da Capes sobre os programas de pós-graduação da UFRJ foi celebrada em reunião do Conselho de Ensino para Graduados, no dia 22. Especialmente pelos representantes dos cursos que alcançaram o conceito máximo: “Não só ficamos com o primeiro lugar, como somos o único programa na Comunicação do Brasil com 7”, festejou Beatriz Becker, professora da ECO. “É uma conquista histórica para a área de Comunicação e Cultura. E fruto de muito esforço conjunto de professores, técnicos e alunos”. Durante a reunião do colegiado, a reitoria apresentou uma avaliação bastante positiva dos resultados. “Oitenta e três por cento dos programas mantiveram ou elevaram seus conceitos. Essa é a mensagem que a reitoria gostaria de deixar sobre essa avaliação”, destacou a pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, professora Leila Rodrigues. A conta leva em consideração os cursos acadêmicos e os mestrados profissionais. O saldo ficou assim: 21% das pós (equivalente a 27 cursos) subiram de posição; 57% (74) mantiveram o conceito anterior; 7% (22) caindo e 5% (6) não avaliados. Na projeção dos desempenhos por Centro, Leila sublinhou a participação geral do Centro de Ciências da Saúde. De acordo com a pró-reitora, a administração acompanhará de perto os recursos para reversão das avaliações com baixo resultado. Um dos casos citados foi a Escola de Serviço Social, que encolheu de 6 para 4. Haverá especial atenção para os quatro cursos indicados para descredenciamento. São eles: Economia Política Internacional; História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia; Letras Clássicas; e Produtos Bioativos e Biociências. Os encaminhamentos imediatos são a suspensão de editais e produção dos recursos junto aos coordenadores. Leila Rodrigues informou que os diplomas dos estudantes são garantidos pela nota de criação dos programas. A situação das bolsas ainda será avaliada. Ranking nas vacas magras A redução dos recursos para pesquisa é a maior preocupação para quem realiza pesquisa na universidade hoje. “Diante dos cortes aplicados tanto na Educação quanto nas agências de fomento à pesquisa”, analisou o professor Jose Garcia Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas. “O mínimo que se espera da Capes é que não haja avaliação no próximo quadriênio. E já há um movimento de discussão nesse sentido”, disse. Garcia frisou que, “embora a UFRJ apareça para a sociedade como uma liderança nacional, ela também é vista para fora como inimiga do atual governo”, o que a fragiliza em termos de negociações. O docente expressa preocupação com o futuro: “Podemos dizer que boa parte do resultado positivo da UFRJ nesta avaliação se deve a um ciclo virtuoso de investimentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Com a Fundação sucateada como está, a tendência é uma piora expressiva nos resultados”. Perda de espaço “A UFRJ mostra um bom resultado geral. Mas muito em função da criação de novos cursos”, observou Maria Alice Zarur Coelho, professora da Escola de Química. “Há uma estagnação entre os já consolidados. Isso é particularmente preocupante quando, comparativamente, universidades de outras regiões aumentam investimento em pesquisa, enquanto no Rio só perdemos”. Maria Alice citou recente aporte de recursos da Universidade Federal do Ceará na área de Química. Já a professora Rachel Coutinho Carvalho, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, acrescentou o aumento da concorrência das particulares: “Instituições como as PUCs (Pontifícia Universidade Católica) e Mackenzie não precisam lidar com cortes”.
O Brasil está com o pagamento atrasado das taxas de manutenção e operação do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça. Inadimplência vem desde 2016 e dívida já passa dos R$ 5 milhões A participação de pesquisadores brasileiros no maior centro de pesquisas e experimentos científicos do mundo, na Suíça, pode estar com os dias contados. O Brasil está com o pagamento atrasado das taxas de manutenção e operação do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), na cidade de Meyrin. A inadimplência vem desde 2016. São cerca de 120 pesquisadores atuando no CERN. Só da UFRJ, são 20, entre docentes e estudantes. Cada um custa 8 mil francos suíços anuais, cerca de R$ 26 mil. O professor Cláudio Lenz, do Instituto de Física da UFRJ, é um dos prejudicados com a situação. Ele explica que havia uma rubrica específica do governo federal para os pagamentos. “Descobrimos que ela desapareceu esse ano e estamos com uma dívida hoje no CERN de R$ 5 milhões”, informou. Já existe desconforto com a comunidade científica internacional. “O CERN não quer nos colocar para fora, mas há cobranças”, pontua. Lenz faz parte da equipe internacional Alpha, que busca encontrar diferenças entre a matéria e a antimatéria. “A teoria mais básica da física hoje prevê que não há. Caso sejam confirmadas as diferenças, estamos falando em revolucionar a Física”, explica. Passando o chapéu Na lei de diretrizes orçamentárias de 2018, não há previsão para quitar os atrasados. Na semana passada, os pesquisadores foram à capital em busca de soluções. “Fomos passar o chapéu. Tentar algumas emendas parlamentares em caráter emergencial”, disse. “Tivemos uma boa recepção da Comissão de Ciência & Tecnologia da Câmara, mas é um processo que teremos de acompanhar bem de perto”, finalizou. Ministério responde Por e-mail, a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações limitou-se a responder que aguarda o descontingenciamento de recursos para “resolver as pendências” com o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear.