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Fotos: Fernando SouzaO auditório Quinhentão do Centro de Ciências da Saúde ficou lotado para recepcionar a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, no dia 31 de julho. A maciça mobilização, mesmo no recesso letivo, demonstrou o inegável apoio da UFRJ para a titular da pasta. O cargo é cobiçado por partidos do Centrão interessados apenas na exposição política, sem nenhum compromisso com o setor.
No xadrez de Brasília, o Partido Progressistas (PP) e o Republicanos pressionam o governo por ministérios em troca de apoio no Congresso. O MCTI é um dos alvos. Lula já admite mudanças no primeiro escalão para acomodar as siglas, mas ainda não definiu quais. A resposta deve ser dada na próxima semana.
Se dependesse da UFRJ, seria um sonoro “não”, no caso da Ciência. “Este ministério, para nós, vale ouro”, disse o reitor Roberto Medronho. “Todo o trabalho que está sendo feito em prol da ciência, tecnologia e inovação desse país não pode ser objeto de negociação para a governabilidade. Compreendo que ela é necessária para aprovar as grandes pautas, mas Saúde, Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação não são áreas que podem ser negociadas. É simples assim”, completou.
O dirigente destacou o auditório cheio para ouvir a palestra. “Estamos em férias, ministra, e veja este auditório, que está cheio e com pessoas de pé”, afirmou. “A UFRJ estará na linha de frente em defesa do MCTI, pois acreditamos e confiamos no seu trabalho e de sua equipe. Por isso, não queremos que haja mudança”.
O anfitrião não foi o único a expressar esta vontade. “Desejamos que este trabalho continue para juntos reconstruirmos o país”, reforçou o professor Roberto Rodrigues, reitor da Universidade Rural do Rio de Janeiro. Além dele, representantes de todo o sistema de educação superior e pesquisa do estado prestigiaram a ministra. Estava todo mundo lá: o presidente da Finep, Celso Pansera; o presidente da Faperj, Jerson Lima; a secretária municipal de Ciência e Tecnologia, Tatiana Roque; diretores de institutos de pesquisa, dirigentes de outras universidades e políticos ocuparam assentos na mesa e no auditório.
APRESENTAÇÃO
Em sua apresentação, Luciana Santos retribuiu o carinho recebido na UFRJ. “O Brasil definitivamente voltou. E nós estamos aqui para gritar em alto e bom som que a Ciência também voltou”, afirmou Luciana. “E que as universidades não são espaços de balbúrdia como se dizia no governo anterior. Pelo contrário, para nós, é o espaço da excelência, da inteligência brasileira. Viva a universidade pública brasileira!”.
Em apenas sete meses do atual governo, os avanços na pasta são significativos. Além da retomada do diálogo com a comunidade científica, com a reinstalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, houve a correção dos valores das bolsas da Capes e do CNPq, beneficiando 258 mil estudantes; o lançamento de editais de pesquisa no valor de R$ 590 milhões e um concurso com 814 vagas para recompor os quadros técnicos das unidades de pesquisa do ministério. “Há mais de dez anos que não havia um concurso público”, informou Luciana.
A ministra mencionou ainda a recomposição integral do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sempre contingenciado na gestão anterior. Agora, o fundo dispõe de R$ 10 bilhões para investimentos em 2023. “A recomposição do fundo nos permite avançar na construção de um país inclusivo e sustentável através da ciência, tecnologia e inovação”.
Em relação às universidades e institutos de pesquisa, outra boa notícia. A ministra anunciou que o governo irá destinar R$ 3,6 bilhões, nos próximos três anos, para reverter o cenário de sucateamento das instituições através do programa Proinfra, que é gerido pela Finep. “Somente este ano, já empenhamos R$ 380 milhões com este objetivo”.
“Eu, como primeira mulher à frente do ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, quero dizer que a Ciência voltou. E, como a gente diz em Pernambuco, voltou ‘de com força’”, encerrou, aplaudida de pé pelo público.
A palestra do dia 31 tinha o sugestivo título de “Novos Tempos para a Ciência e Tecnologia no Brasil”. E tudo que a UFRJ quer é não voltar aos velhos e nada saudosos tempos de gente sem comprometimento com a pesquisa científica. Fica, ministra Luciana!
Antes da palestra no Quinhentão, a ministra Luciana Santos recebeu uma pasta com documentos produzidos pelo Observatório do Conhecimento. “Apresentei o Observatório e falei de nossa agenda em Brasília”, disse a professora Mayra Goulart, vice-presidente da AdUFRJ e coordenadora da rede de associações e sindicatos docentes que defendem a universidade pública, além da liberdade acadêmica.
O secretário-executivo do MCTI, professor Luis Fernandes, e o chefe de gabinete do ministério, Rubens Diniz, também ganharam cópias dos documentos. Entre os papéis, destaque para o Orçamento do Conhecimento: o estudo registra as perdas registradas nas receitas das universidades e institutos de pesquisa desde 2014. Em termos reais, os recursos despencaram de R$ 40 bilhões para R$ 21,07 bilhões neste ano. Ou seja, o equivalente a apenas 53% do valor de nove anos atrás.
No próximo dia 23, na capital federal, haverá uma confraternização pelos quatro anos de fundação do Observatório. Os representantes do MCTI foram convidados. “Luis Fernandes, que já conhecia o trabalho do Observatório, disse que pretende comparecer ao evento, assim como a ministra”, afirmou Mayra. A data também marcará o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas.
Foto: AndesO Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) adiou a reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) com os servidores. Antes marcada para esta sexta (4), a atividade foi reagendada para o dia 10. O adiamento diminui o prazo para um acordo que viabilize reajustes salariais do funcionalismo no orçamento do próximo ano. O governo tem até o fim de agosto para enviar ao Congresso sua proposta orçamentária de 2024 (PLOA).
“Vejo com muita preocupação o adiamento. Está ficando muito em cima desse prazo de envio da PLOA”, afirma a vice-presidente da AdUFRJ, professora Mayra Goulart. “E preocupa também que a mesa setorial para dar conta da defasagem salarial específica do magistério federal sequer foi aberta. Temos uma defasagem maior que a de muitos segmentos do funcionalismo”.
Nesta sexta (4), durante a solenidade de transmissão dos cargos entre a antiga e a nova reitoria, a diretoria da AdUFRJ levou um ofício para entregar ao ministro da Educação, Camilo Santana, reivindicando a abertura da mesa setorial do ensino superior. “É importante salientar que a remuneração do professor universitário tem grande defasagem quando comparada a outras carreiras de Estado em que não não é exigida formação similar”, diz um trecho do documento. O titular do MEC, porém, não compareceu à cerimônia. O ofício foi recebido por um representante da pasta (leia mais na página 8).
PERDAS DE 39,92%
A campanha salarial divide o funcionalismo em dois blocos, em função dos diferentes acordos firmados em 2015. Os professores federais estão no grupo que reivindica uma recomposição das perdas de 39,92% desde julho de 2010, quando houve o último reajuste do governo Lula. A reposição seria distribuída nos próximos três anos.
A mudança de data da Mesa Nacional forçou uma reorganização do calendário de debates do movimento docente, divulgado na edição anterior. Entre os dias 11 e 17, haverá uma rodada de assembleias para avaliar a proposta do governo. Nos dias 19 e 20, uma reunião do Setor das Federais faz um balanço com todos os resultados.
A exposição sobre a artista mexicana Frida Kahlo no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana foi escolhida como o próximo passeio histórico-cultural organizado pela AdUFRJ. A visita, que dura aproximadamente uma hora e meia, ocorre na sexta-feira, dia 4, às 15h, e faz parte da série iniciada em abril com o passeio à Pequena África.
Serão 20 vagas gratuitas para os filiados, que têm até o dia 1º de agosto para se inscrever pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Por conta do reduzido número, não serão aceitos acompanhantes desta vez.
A mostra funciona como uma biografia imersiva. As pessoas atravessam ambientes em que os feitos de Frida são apresentados através de fotografias históricas, filmes, projeções coloridas, instalações artísticas e itens de colecionadores.
Foto: André Luiz MelloMúsica ao vivo de qualidade, comidinhas gostosas e um bate-papo descontraído com os colegas marcaram a festa de encerramento do semestre letivo promovida pela AdUFRJ, na noite de quarta-feira (2). “Esses espaços de convivência permitem que os professores socializem, se encontrem e se conheçam”, afirmou a vice-presidente do sindicato, Mayra Goulart.
Maria Paula Nascimento professora do Instituto de História e ex-diretora da AdUFRJ, reforçou. “Ao encontrar nossos pares, criamos laços de afeto e identidade que são muito importantes para a luta sindical”. (Igor Vieira)
Uma boa notícia para dois mil professores que trabalhavam na UFRJ entre janeiro de 1995 e dezembro de 2001. A AdUFRJ venceu ação judicial que reivindicava reajuste de 3,17% ignorado pelo governo FHC. Os valores serão atualizados até a data do pagamento.
Agora é necessário que cada docente interessado na ação assine
uma procuração disponibilizada pelo sindicato. O documento está disponível AQUI e na sede do sindicato.
“A procuração possibilitará à AdUFRJ buscar na pró-reitoria de
Pessoal as fichas financeiras de cada professor e professora”,
informa a assessoria jurídica da AdUFRJ.
COMO ENVIAR A PROCURAÇÃO
Após ser assinada, a procuração deve ser
escaneada e encaminhada pelo email
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Ela também pode ser entregue na sede
da AdUFRJ, no Fundão.
NOVA ASSESSORIA JURÍDICA
DA AdUFRJ AMPLIA ATENDIMENTO
Desde 17 de julho, a AdUFRJ passou a ser representada pelo escritório Lindenmeyer Advocacia & Associados. Com larga experiência na defesa de servidores públicos, e em especial de docentes universitários, a nova assessoria jurídica ampliou os plantões do sindicato. Agora, o atendimento será terça, quarta e quinta-feira, manhã e tarde, mediante agendamento.
Agende pelo Whatsapp (21) 99808-0672 ou
pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
DIREITOS DOS PROFESSORES
Conheça algumas frentes de atuação da nova assessoria jurídica:
Licença-Prêmio: devida a todos os docentes que ingressaram no Serviço Público até outubro de 1991 e se aposentaram nos últimos cinco anos sem usufruir de uma ou mais licenças-prêmio.
Diferença de Progressão/Promoção: devida a quem tem uma ou mais progressões em atraso. Quem não recebeu os efeitos retroativos desde a data-base também pode rever os valores.
Diferença remuneratória pelo mestrado/doutorado: devida a quem concluiu mestrado e doutorado nos últimos cinco anos, mas não recebeu os efeitos financeiros desde a ata da aprovação da dissertação ou tese.
Abono na Gratificação Natalina e Adicional de Férias: devidos a todos que recebem abono permanência.