Accessibility Tools

facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2023 01 27 at 20.18.54 5Foto: Fernando Souza/arquivo AdUFRJIGOR VIEIRA

O banco de sangue do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) precisa de doações de todos os tipos. “A doação de sangue é uma ação cidadã e voluntária. É um exercício de solidariedade”, diz a professora Carmen Nogueira, chefe do serviço de hemoterapia do HU.

A docente informa que a média atual está em oito doadores por dia, mas é pouco. “Para abastecer o banco do hospital, o ideal é uma média de 35 a 40 por dia. Tanto doadores ocasionais quanto fixos são bem-vindos, mas o importante é que doem”, completa.

Carmen fala de projetos que buscam atrair mais pessoas, como o Família Solidária: os parentes que visitam um paciente internado são informados sobre a doação de sangue. Outro exemplo é o Sangue da UFRJ (@sanguedaufrj), que informa a comunidade universitária sobre o serviço.

A ação solidária é vital para o tratamento dos pacientes, principalmente aqueles de casos complexos — transplante de órgãos sólidos, cirurgias cardíacas, doenças gastrointestinais e genéticas, entre outros.

Para doar, o cidadão deve ficar atento a alguns requisitos, como pesar mais de 50kg, ter entre 16 a 69 anos e estar alimentado. As dúvidas podem ser esclarecidas na triagem do banco de sangue.

Aluno do internato de Medicina, Yuri Aragão fez a sua parte esta semana, quando a reportagem visitou o setor. “Os pacientes de todos os setores do hospital precisam, como cardio, gastro, hepato. Doar é supersimples e rápido”, afirma o estudante, doador constante desde 2018.

COMO DOAR
No 3º andar do HU, na ilha do Fundão.
Das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira.

REQUISITOS
- Estar em boas condições de saúde;
- Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos apenas com a autorização dos pais);
- Pesar no mínimo 50kg;
- Estar descansado;
- Estar alimentado;
- Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação.

Não poderá doar nos casos de:
- Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;
- Ter tomado a vacina da covid, de 48 horas a sete dias antes, a depender da fabricante;
- Gravidez.

A lista completa dos requisitos e impedimentos pode ser conferida em https://bityli.com/EVLJ2

bandeira adufrj‘Nós estamos começando um novo momento. Eu sei do obscurantismo que vocês viveram nesses últimos quatro anos. E eu quero dizer que estamos saindo das trevas para voltar à luminosidade de um novo tempo. Vocês precisam saber que o encontro com vocês é o encontro da civilização”.
As palavras são do presidente Lula, nesta quinta-feira (19), em encontro com cerca de cem dirigentes de universidades e institutos federais de ensino, no Palácio do Planalto. Na reunião, o presidente reafirmou seu compromisso com a autonomia das universidades: “Não pensem que o Lula vai escolher o reitor que ele gosta. Quem tem que gostar do reitor são os professores da universidade, são os funcionários da universidade. É a comunidade universitária que tem que saber quem é que pode administrar bem. Isso posso garantir para vocês: vocês vão ter”.
Depois de quatro anos de perseguição e obscurantismo — marcas do nefasto projeto de destruição da Educação do governo Bolsonaro —, os primeiros movimentos do governo Lula são alvissareiros. A ascensão de profissionais ligados às áreas de Ciência e Educação a postos-chave do novo governo nos dá a esperança de um novo tempo. Nesta mesma quinta-feira, o físico Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi anunciado como novo presidente do CNPq.
Galvão veio se juntar a nomes como o da ex-reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, que assumiu a Secretaria de Ensino Superior do MEC com o compromisso de restaurar pautas como a autonomia universitária e a assistência estudantil. Ela já recebeu do ministro da Educação, Camilo Santana, a garantia de investimentos em programas criados durante as gestões do PT, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos. Outros dois compromissos defendidos por Denise no campo do ensino superior são a retomada de obras paralisadas, muitas delas concebidas no âmbito do Reuni, programa de expansão das universidades lançado em 2007, e a consolidação da lei de cotas. Tanto o Reuni quanto as cotas sofreram forte oposição do Andes, nosso sindicato nacional. Em revisão de sua posição equivocada do passado, de uns tempos para cá, o sindicato passou a defender as cotas.
Sob a inspiração desses novos ares, nossa matéria da página 5 mostra que, apesar dos ataques ininterruptos do governo Bolsonaro, as universidades souberam resistir — e até avançar. De acordo com a Avaliação Quadrienal da Capes (2017-2020), divulgada no fim de dezembro, dentre os 125 cursos de pós-graduação da UFRJ, 33% aumentaram as notas e 60% mantiveram os índices em relação ao ciclo anterior. Segundo a pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR-2), mais de 60% dos cursos estão com notas 5, 6 e 7. É uma notícia e tanto.
Outras três matérias desta edição abordam conquistas e avanços da UFRJ. Na página 6, o tema é uma parceria entre a Prefeitura de Macaé e o Nupem/UFRJ que vai propiciar a expansão das atividades de pesquisa e ensino do instituto, incluindo a formação continuada de professores que poderão atuar no Ensino Fundamental e Médio de toda a região Norte Fluminense. O processo de reconstituição e ampliação do acervo do Museu Nacional é o assunto de nossa matéria da página 7: o museu acaba de receber em doação fantasias e adereços do desfile campeão de 2022 da escola de samba Grande Rio, que vão compor a coleção do Laboratório de Antropologia do Lúdico e do Sagrado. Já na página 8, abrimos o belo catálogo de aves que frequentam o Morro da Conceição, trabalho conjunto do Observatório do Valongo e da Escola de Belas Artes.
O tema da matéria da página 4 é mais uma bomba-relógio deixada pelo governo Bolsonaro — mas que está prestes a ser desarmada: uma portaria do Ministério da Economia, publicada nos últimos dias de dezembro, que cria dificuldades à movimentação de pessoal na administração federal. O Ministério da Gestão — sob a batuta de outro nome egresso da UFRJ, o da professora Esther Dweck — já está debruçado com prioridade sobre a arapuca.
E, finalmente, nossa matéria de capa, na página 3, acompanha o desenrolar das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado perpetrada por bolsonaristas em 8 de janeiro. Ouvimos especialistas em Direito da UFRJ para avaliar em que crimes podem ser enquadrados os agentes, financiadores, incentivadores e planejadores dos atos golpistas. O momento não poderia ser mais oportuno. Nesta semana, começaram a ser presos os primeiros financiadores do golpe frustrado, e o Ministério da Justiça anunciou a preparação de um pacote de medidas para ser apresentado ao presidente Lula até o dia 23 com o objetivo de endurecer a punição para quem praticar atos antidemocráticos. Depois de receber o pacote do ministro Flávio Dino, caberá a Lula decidir se levará adiante ou não as propostas, que necessitam de referendo do Congresso.
São mesmo novos ares.
Boa leitura!

03c25d68 75d9 4bb3 b743 e99c3036f27dÀs vésperas da maior festa popular do mundo, o Museu Nacional recebeu um reforço na recomposição de seu acervo. A escola de samba Grande Rio, campeã do carnaval carioca do ano passado, doou ao Laboratório de Antropologia do Lúdico e do Sagrado (Ludens) sete fantasias e um adereço de mão pertencentes ao desfile de 2022. As peças serão utilizadas em futuras exposições.
Coordenadora do Ludens, a professora Renata de Castro Menezes conta que o laboratório realiza pesquisas desde 2016 nas escolas de samba. A Mangueira foi a primeira agremiação a doar peças à instituição, mas os itens foram destruídos pelo incêndio de 2018. “É graças à sensibilidade das pessoas do mundo do samba, que entendem a importância cultural do Carnaval e do Museu Nacional, que estamos reconstruindo esse acervo”, festeja Renata Menezes.
A docente explica que o Ludens produz conhecimento sobre a sociedade contemporânea por meio das festas populares, daí a importância de ter um acervo que conte essa história. “Pode-se dizer que as fantasias materializam ‘temas culturais e sociais’. Porém, elas também são o resultado de saberes e técnicas que transformam materiais diversos em peças de grande impacto sensorial”.
Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, destaca o apoio da sociedade civil na reconstrução da instituição. “Esta é uma doação que nos deixa muito honrados. A sociedade compreendeu que o museu é de todos nós”, afirma. O docente conta que ainda no primeiro semestre deste ano será lançado o Centro de Visitação da instituição, na área doada pelo goveno federal em outubro 2018. “Para que escolas e crianças sintam o gostinho de ter o Museu Nacional de volta”, antecipa Kellner.
Quem quiser ajudar com doações de peças para o acervo pode acessar o site https://recompoe.mn.ufrj.br/acervo.

cd202f29 410f 460d 8e4a d11f8909bb54O Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da UFRJ (Nupem), em Macaé, no Norte Fluminense, acaba de ganhar um incentivo e tanto para a expansão de suas atividades. A prefeitura local, por meio do decreto 04/2023, de 11 de janeiro, declarou de utilidade pública um terreno de 13 mil metros quadrados, contíguo ao Nupem, que será doado ao instituto para a ampliação do Laboratório de Pesquisas de Doenças Emergentes e Negligenciadas e para a criação de novos cursos de graduação.
Segundo a diretora do Nupem, Cintia Monteiro de Barros, a ideia é que o laboratório expandido seja uma referência em diagnóstico avançado na região Norte Fluminense. “E não apenas para covid-19, mas para outras doenças como zika e chikungunya”, diz a professora. A ampliação do laboratório poderá contribuir também para a qualificação continuada de alunos da UFRJ e de outras universidades sediadas na Região Norte Fluminense, nas áreas de Saúde e Ciências Biológicas, propiciando a formação de mais mestres e doutores.
O prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania), acredita que a expansão do Nupem credencie o município a se tornar uma referência em ensino e pesquisa. “Agora é hora de expandir a universidade aqui, é um legado. A ideia do município é desapropriar uma área próxima para avançar e construir mais laboratórios para o Nupem. Tenho certeza de que vamos ter nos próximos anos um mega complexo universitário para atender Macaé e o país”, avalia o prefeito.ead0c9ad abc2 4159 964e 7c7551a3166bPARCERIA: A diretora do Nupem, Cintia Monteiro de Barros, e o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, selaram acordo para expansão das atividades do instituto, que terá seu Laboratório de Doenças Emergentes e Negligenciadas ampliado e três novos cursos de graduação

NOVOS CURSOS
De acordo com Cintia Monteiro de Barros, a cessão do terreno vai permitir a implantação de novos cursos de graduação, o que é também um desejo da prefeitura. “Hoje nós temos cursos de bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas. A ideia é expandir, não só com atividades ligadas ao cuidado com o meio ambiente — e que são a base do surgimento do Nupem —, mas também para áreas do campo da Saúde, como Biologia Molecular, Bioquímica e Morfologia, entre outras”, adianta a professora.
A diretora do Nupem diz que sua equipe está trabalhando nos projetos político-pedagógicos de novos cursos de graduação para apresentar ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e à reitoria da UFRJ. “São cursos de Oceanografia, Biomedicina e Licenciatura Interdisciplinar, este voltado à formação de profissionais que atendam às escolas da região”, diz Cintia.
O curso de Oceanografia trará maior compreensão dos oceanos e da área costeira do Norte Fluminense, explorada pela indústria de petróleo e gás, além de capacitação de profissionais na região. Já o curso de Licenciatura Interdisciplinar terá como foco a melhoria na formação de professores, capacitando-os a atuar em escolas de Ensino Médio e Fundamental de todo o Norte Fluminense.

PARCERIA NA PANDEMIA
Cintia Monteiro de Barros lembra que o trabalho em conjunto com a Prefeitura de Macaé se fortaleceu em um momento de alta tensão: a pandemia da covid-19. “Nós estabelecemos naquele momento várias parcerias públicas e privadas, e uma delas foi com a Prefeitura de Macaé, que tinha um centro de testagem. Todas as amostras dos pacientes iam para o Nupem para análise molecular. Isso em uma época em que nem os laboratórios privados realizavam testes moleculares para covid-19. Esse trabalho em parceria rendeu análises para 15 mil testes e gerou conhecimento científico. Nós temos três publicações em revistas científicas internacionais com análises de dados desses testes, e esse trabalho continua”, lembrou a diretora do Nupem.
Por conta desse trabalho conjunto, a prefeitura construiu parcialmente o Laboratório Integrado de Doenças Emergentes e Negligenciadas e previu a sua expansão para o terreno que agora será doado ao Nupem. O instituto tem hoje 60 docentes, 40 técnicos e cerca de 500 alunos nos cursos de graduação e pós-graduação.

68c10378 2fb3 4439 a72e 066254d39976Bem-te-vi: foto de Daniel MelloIgor Vieira

No Observatório do Valongo, não é necessário olhar pela lente de um poderoso telescópio para enxergar beleza no céu. Desde 2016, a professora Silvia Lorenz-Martins e o técnico Daniel Mello, adeptos da observação de pássaros, já registraram mais de 40 espécies no bucólico jardim da unidade.
A atividade culminou no Catálogo de Aves do Valongo, divulgado em dezembro, com 39 delas — uma parte desenhada por estudantes da Escola de Belas Artes. A publicação é fruto do projeto de extensão Voos, coordenado pela decana do CCMN, Cassia Turci, e ligado ao Laboratório de Representação Científica (LaRC). Com participação de professores e alunos do CCMN, do CCS e do CLA, a iniciativa busca conectar arte e ciência.
A professora Silvia explicou a motivação para o projeto com brilho nos olhos. “A gente naturalmente se interessa pela natureza. Em 2019, eu e Daniel tínhamos o catálogo pré-pronto. Na pandemia, os alunos da EBA, com base em nosso acervo, assistiram a palestras e aulas online sobre aves e desenho científico”. O catálogo também conta com informações sobre as espécies.
O Voos é ambicioso e está abrindo as asas. Os próximos passos são um catálogo das aves do Fundão, uma exposição na Semana de Integração Acadêmica (SIAC), a impressão de uma asa articulada em 3D para estudo, livros infantis para colorir, e até mesmo um site com a imagem e o canto dos pássaros. O céu é o limite.e81f493e e723 4606 b2c1 4d8133647c81gavião-carijó - ilustração de Suellen Rodrigues Martins
“Para se ter uma ideia, são 180 espécies de aves no Jardim Botânico, e mais de 200 no Fundão. Queremos que as pessoas saibam da nossa riqueza em biodiversidade, e mostrar o que cerca quem está na UFRJ, a beleza das aves e onde observá-las”, diz a professora. “Com isso, você valoriza a natureza, o meio ambiente, a vida”, completa.
O astrônomo Daniel se orgulha do Valongo. “O Observatório é promotor da astronomia e da ciência. Agora, com o catálogo, ele é colocado como uma área verde urbana de suma importância, a única do Morro da Conceição e uma das poucas do centro do Rio”, afirma, no jardim que foi cultivado de forma voluntária e coletiva pela comunidade do observatório, ao longo dos anos.
“O catálogo serve como guia deste hobby. Quem se interessar vem aqui e já sabe onde procurar, quais os hábitos dos pássaros, o que comem e em que estação”, explica o astrônomo. Daniel lembra que o Brasil é o segundo país com maior biodiversidade de aves — só fica atrás da Colômbia. “A observação se popularizou há ‘apenas’ dez anos no Brasil. O catálogo então se soma aos materiais em português”.
0396e644 6ef7 4b5c b038 4f3cd86dc41bTeque-teque - ilustração por Flavia FontesCriada durante os tempos difíceis da pandemia, a publicação também serviu para animar os participantes. A extensionista Flávia Fontes, da EBA, que fez o desenho do Teque-Teque e da Cambacica, relatou sua experiência. “Eu ia para faculdade no período integral. De repente veio o confinamento, tudo parou, a vida estava vazia. O projeto me ajudou porque foi constante, desde 2020, com palestras, produção, e interação. A partir delas e das fotografias, fizemos os desenhos”.
Flavia valoriza o conhecimento aprendido com fotógrafos, biólogos, taxidermistas e ornitólogos, além de apaixonados pelas aves em geral. “Muita gente sabe de aves sem ser necessariamente dessa área. É bom saber que as pessoas se interessam”.

CIÊNCIA CIDADÃ
Com o trabalho, a professora Silvia também ajuda a promover a chamada “ciência cidadã”. Em fóruns de discussão online, os aficionados postam fotos das aves e áudios dos cantos, de forma organizada, com etiquetas e marcadores. A informação, gerada de forma voluntária, ajuda pesquisadores e cientistas. “As pessoas registram a foto com informações como e onde a foto foi tirada, data, idade e sexo. Isso é ciência cidadã, é importante”, afirma.
Silvia brinca ao ser indagada se a sua formação como astrônoma ajuda na observação de aves. “Estou aco054d2804 c7e9 469d bd32 fe8ced2fd124Guaracava - foto de Silvia Lorenz-Martinsstumada a olhar para cima (risos). Mas não tem muito a ver, exceto que a câmera que uso para tirar foto do céu, também tiro dos pássaros”, conclui.

Topo