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Durante três dias, pesquisadores, estudantes e empresários de diferentes países circularam pelo CT para o primeiro E-Fest South America, festival de engenharia da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos Durante três dias, pesquisadores, estudantes e empresários de diferentes países circularam pelo Centro de Tecnologia para o primeiro E-Fest South America, festival de engenharia da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME). De sexta (27) até hoje (29), foram realizados minicursos, palestras, visitas a laboratórios e feiras de estágio. A iniciativa foi promovida pela Escola Politécnica e pela Coppe. Faenna Araújo, aluna de Engenharia Mecânica e organizadora do festival, destacou a importância do evento. “Mostra o poder da engenharia do país e da UFRJ”, afirma. “Temos um polo tecnológico enorme e uma grande capacidade de evoluir. É importante levar o nome da universidade para todo o mundo”. A ideia foi proporcionar um ambiente de inovação e desenvolvimento da engenharia, incentivando a troca de experiências e contatos entre os participantes. Para Fernando Castro Pinto, professor da Engenharia Mecânica e coordenador do evento, a E-Fest South America incentiva as pessoas conhecerem melhor o que é produzido na universidade. “O evento é muito importante para quem está interessado em engenharia e não conhece o tamanho, qualidade e a importância do que fazemos, em termos de tecnologia, na UFRJ”. Foram feitas visitas ao tanque oceânico da Coppe e ao Cenpes, centro de pesquisa da Petrobras que é referência na área de óleo e gás. Também houve exposição de veículos construídos por estudantes de diversos países da América do Sul. Lucas Lessa, aluno de Engenharia Eletrônica, faz parte da equipe Minerva e-Racing, que desenvolveu um carro de corrida elétrico. “Um evento desse porte, com pessoas influentes de grandes empresas, nos mostra como está o mundo empresarial e como podemos nos reportar a eles para conseguir patrocínios.” A equipe participa da fórmula SAE, competição organizada por empresas do setor automotivo e que reúne times universitários de todo o Brasil.

Em sessão realizada no dia 19, conselheiros criticaram o fato de o acordo ter sido preparado durante mais de um ano sem ser discutido pela comunidade acadêmica A assinatura do contrato entre a UFRJ e o BNDES para gestão do patrimônio da universidade foi o principal tema do último Consuni, dia 19. Conselheiros criticaram o fato de o acordo ter sido preparado durante mais de um ano sem ser discutido pela comunidade acadêmica. “Não sei o que poderíamos ter perdido se tivéssemos feito este debate aqui antes”, disse a estudante Thaís Zacharia. Sara Granemann, da Escola de Serviço Social, criticou a opção pela consultoria do BNDES: “É acertado investir em assistência estudantil, um espaço cultural público e infraestrutura. Mas não é alvissareira a abertura mais explícita da relação da universidade com o mercado”, afirmou. “Só é admissível com muitas condicionalidades”, completou. Um dos integrantes do grupo de trabalho que assessorou a reitoria na negociação com o banco, o professor Vicente Ferreira, do Instituto Coppead-UFRJ, explicou que qualquer vazamento de informação poderia comprometer a validade da licitação: “A melhor forma de a universidade aproveitar seus recursos é gerar o máximo de competição entre investidores. É importante que a divulgação das informações ao mercado se dê no mesmo instante”, completou. O contrato tem como objetivo avaliar ativos imobiliários da UFRJ e preparar um modelo de exploração econômica dos espaços “O que estamos tratando é de uma consultoria. Ao contrário do que saiu em alguns meios de comunicação, não estamos decidindo nada sobre cessão de área A, B ou C”, afirmou o reitor Roberto Leher. O aviso da licitação da consultoria foi divulgado no Diário Oficial da União, dia 16. A sessão pública para apresentação das propostas dos interessados será em 7 de agosto. Conforme informou o Boletim da Adufrj, os recursos provenientes de eventuais concessões deverão ser devolvidos à universidade em contrapartidas, como obras ou serviços de infraestrutura acadêmica e assistência estudantil. Ericksson Almendra, professor da Coppe, disse que entendia a preferência pelas contrapartidas em vez de dinheiro — hoje, a verba das concessões feitas pela UFRJ é recolhida ao Tesouro Nacional e, se não houver autorização orçamentária do governo, não retorna para a universidade. Mas observou que a contrapartida em obras não favorece a gestão: “Teríamos mais flexibilidade se trocássemos por recursos financeiros”. Questionado sobre a participação dos colegiados superiores nos desdobramentos da licitação, Leher respondeu: “Toda decisão será tomada por este conselho e pelo Conselho de Curadores”. Ele não disse quanto espera arrecadar com a iniciativa, mas deixou claro que acredita em um valor significativo: “Estes ativos valem muito”.

Uma boa notícia para os professores com mais de 75 anos que sofreram reajuste de 42,5% no plano Unimed: após a Adufrj anunciar que ingressaria na Justiça contra o aumento abusivo, a administradora de benefícios informou que conseguirá a migração dos docentes para outra apólice da mesma empresa, com valores menores. A mudança, porém, só seria viabilizada em setembro para quem fizer a opção até 15 de agosto. A assessoria jurídica da Seção Sindical vai aguardar a confirmação do desconto; caso contrário, vai orientar os docentes a entrar com a ação na Justiça. A migração ou a ação judicial não são iniciativas automáticas: é importante que todos os prejudicados pelo reajuste de 42,5% falem com a Adufrj (3884-0701 ou 2260-6368) e com o corretor Miguel Gomes (98463-0886). Se necessário, será marcado mais um plantão jurídico especial para esclarecimentos. A Seção Sindical continua em busca de planos mais vantajosos para os professores.

A UFRJ Nautilus, equipe de robótica submarina, representará o Brasil na maior competição internacional de automação naval: a Robosub, em agosto, nos Estados Unidos. No torneio, robôs submarinos autônomos (AUVs) desenvolvidos por 47 instituições de ensino executarão provas de processamento de imagem, manipulação de objetos e lançamento de torpedos. Será a segunda participação da Nautilus, que em 2016 se tornou a primeira equipe da América Latina na disputa. As provas serão num tanque da Marinha americana. Nosso competidor no tanque é o robô BrHUE, controlado por inteligência artificial e fabricado nos  laboratórios da UFRJ, ao custo de R$ 50 mil, com apoio de empresas parceiras.Os AUVs executam tarefas variadas. Podem medir a concentração de coliformes fecais na Baía de Guanabara, reparar plataformas de petróleo e analisar correntes submarinas. “Ele pode ficar durante meses, 24 horas por dia, coletando dados de forma muito precisa”, afirma Willian Xavier, coordenador da Nautilus e aluno de Engenharia Naval. Cláudio Baraúna, professor da Engenharia Naval e orientador da Nautilus, ressalta a altíssima tecnologia do robô, primeiro AUV criado no Brasil em nível universitário. A equipe da UFRJ tem 30 alunos de diversos cursos, de engenharia a relações internacionais, e 13 deles viajarão. Uma campanha de financiamento arrecadou R$ 43 mil para ajudar a cobrir os gastos da viagem.

O dramático impacto dos cortes orçamentários e as cobranças aos políticos deram o tom dos debates da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que acontece até sábado em Maceió. Houve sessões com candidatos ao Planalto ou seus representantes. Na quarta, Rafael Resende, ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula, representou o petista, que está preso. Para hoje eram esperadas participações, por vídeo, de Marina Silva e Geraldo Alckmin. Foi lançada a publicação “Políticas Públicas Para o Brasil que Queremos”, que reúne pontos a serem debatidos com presidenciáveis e candidatos ao Legislativo.  “A ideia é que essas proposições sirvam de parâmetro para discussões”, explicou o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira. Ele lamentou o corte de recursos e citou como exemplo as pesquisas sobre a relação entre Zika e a microcefalia, que hoje correm risco de estagnação. Na abertura do encontro, no domingo, o ministro da Educação, Rossieli Soares, foi vaiado. Na sessão comemorativa dos 70 anos da SBPC, segunda-feira (23), o físico Sergio Mascarenhas questionou  o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab: “O senhor falou que a inovação está crescendo, mas ela está sendo destruída. Seria maravilhoso se Vossa Excelência fosse o herói que poria fim à destruição do setor”.  Para o professor Felipe Rosa, diretor da Adufrj que participa do evento, o diferencial é a reflexão sobre a redução orçamentária: “Mesmo em palestras em que esse não é o assunto central, o cenário de cortes aparece como principal fonte de preocupação”. A SBPC homenageou  Elisaldo Carlini, professor  da Unifesp que estuda uso medicinal da maconha e foi acusado de apologia às drogas. Os outros homenageados foram o físico  José Leite Lopes, a psiquiatra alagoana Nise da Silveira e a socióloga Ana Maria Fernandes, os três já falecidos.

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