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Reitoria e moradores chegaram a criar um projeto de financiamento coletivo para a construção de casas legalizadas na Vila Residencial, também dentro da Cidade Universitária. Foi constituído um projeto de extensão, com a participação de docentes da universidade, para elaboração do projeto. Não houve tempo, porém, para iniciar a captação dos recursos. “O acordo com a reitoria era que migraríamos para a Vila Residencial assim que as novas casas ficassem prontas. Não esperávamos essa reintegração hoje”, lamentou Mario Luiz Tosta, liderança local. Técnicos da Diseg e da PR-6 (Pró-Reitoria de Gestão e Patrimônio) acompanharam a operação. Por nota, a reitoria informou que o cumprimento do mandado se deu por conta da permanência de comércio de bebida e que assistentes sociais da Prefeitura do Rio teriam oferecido abrigo a quem não tivesse para onde ir. “A reitoria não esteve aqui oferecendo nada. Estão nos expulsando como cachorros”, afirmou Valéria Cristina Nery da Silva, moradora há 50 anos. Às 16h30 o fornecimento de energia elétrica foi cortado e a Polícia Federal começou uma negociação com os estudantes para que deixassem o terreno. Depois da pressão do movimento estudantil e de docentes, a reitoria mudou de posição e decidiu não derrubar os imóveis. Estudantes e moradores permaneceram em vigília no lugar. Não houve confronto. Até o fechamento desta edição, as casas seguiam desocupadas. Na Faculdade de Odontologia da UFRJ, as aulas práticas melhoram a saúde da população. Toda semana, os alunos atendem cerca de duas mil pessoas nas clínicas da faculdade, no CCS. O atendimento é supervisionado por docentes e tem importante peso na formação acadêmica.
Os pacientes são examinados por alunos de variados semestres. “Para os alunos, é como um estágio. Eles se aprimoram, e ainda podemos prestar um serviço à sociedade”, afirmou a chefe do departamento de Clínica Odontológica, professora Amara Eulalia Chagas Santos, vice-diretora da faculdade - de onde também foi aluna.
Em algumas clínicas, o atendimento é realizado por profissionais já formados, alunos de especialização, mestrado e doutorado. O curso de Odontologia da UFRJ está entre os melhores do país.
Os alunos são avaliados pelo trabalho e, à medida que avançam no curso, o papel do professor vai sendo reduzido. Alunos do oitavo e último período, coordenados pela professora Amara, já atuam de modo mais independente. “Passar pela clínica foi fundamental para que eu pudesse aprender e ganhar segurança”, afirmou a professora Lorrane Salvador de Mello, enquanto supervisionava o trabalho de uma aluna na colocação da prótese de um paciente. “Tive ótimos professores e pacientes, e hoje tento repetir a experiência com meus alunos”.
Quem busca o serviço das clínicas passa por uma triagem, para que possa ser encaminhado para o tratamento correto. É muito comum que o paciente precise de vários serviços.
Cada atendimento custa R$ 30. Segundo a professora Amara, o dinheiro vai para a Fundação José Bonifácio, cadastrada no MEC para atuar junto à UFRJ para este tipo de parceria, e volta para a Faculdade, que o utiliza para custear equipamentos e material odontológico.
Há clínicas específicas para ortodontia, cirurgia, próteses, radiologia, estomatologia e odontopediatria, que atende bebês e pacientes especiais. Às segundas, quartas e sextas, há uma pequena emergência, com prioridade para quem já é paciente.
_________ SERVIÇO: O telefone para informações é 3938-2048.Leia mais: Nas clínicas da Faculdade de Odontologia da UFRJ, aprendizado a serviço do público