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Nova diretoria da Adufrj se empenhou em debates e atos em defesa da universidade pública. Reuniões cheias do Conselho de Representantes já representam um ponto alto do mandato A nova diretoria chegou à Adufrj com a força de 816 votos de professores da UFRJ. A posse ocorreu em uma cerimônia no Salão Pedro Calmon, em 16 de outubro, quando os diretores selaram compromisso com um sindicalismo que respeite as particularidades dos docentes enquanto produtores de conhecimento. O Conselho de Representantes já é um ponto alto da gestão, com duas reuniões cheias em menos de três meses e a criação de seis grupos de trabalho. Uma das novidades é o GT que vai assessorar a diretoria no planejamento de criar uma sede própria para a Adufrj. Para a presidente da Seção Sindical, Maria Lúcia Werneck, o colegiado “será um intermediário permanente com as unidades”. Nos mais de 60 dias de trabalho, a nova gestão se empenhou em debates e atos em defesa da universidade pública, ações contra as reformas do governo Temer, além de abrir diálogo com a reitoria e com os outros três segmentos da UFRJ. Também foram eleitos delegados ao próximo Congresso do Andes, com o objetivo de influenciar criticamente os rumos do Sindicato Nacional. Veja a seguir as principais ações do período: OUTUBRO - Diretoria assumiu mandato, dia 16. n Seção Sindical alertou para as desvantagens do Programa de Desligamento Voluntário. - Adufrj prestigiou ato em defesa das universidades públicas, na Uerj, dia 19 (foto). - Diretores do sindicato marcaram presença em ato pela democracia, soberania e desenvolvimento no país, dia 27, no IFCS. - Na primeira atividade pública organizada pela direção em conjunto com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a UFRJ recebeu a professora Rita Barradas, diretora de Avaliação da Capes, dia 30. [caption id="attachment_9440" align="alignnone" width="300"] Foto: Elisa Monteiro[/caption] NOVEMBRO - Levantamento realizado pela Seção Sindical mostrou que o percentual de professores que se declaram negros é de apenas 2%. - Adufrj promoveu o debate “Reformas e Medidas Provisórias: como nos afetam?”, na Faculdade Nacional de Direito. Depois, professores participaram do ato unificado do Rio contra as reformas, no Centro. - Terceira edição da Marcha pela Ciência, com apoio da Adufrj, criticou cortes em C&T, dia 11. - Conselho de Representantes, dia 24, criou grupos de trabalho com temas variados. DEZEMBRO - Diretores da Adufrj participaram de uma reunião em Brasília, dia 1º, com mais cinco associações docentes. Objetivo é formar um movimento apartidário e não sindical em defesa da universidade pública, da democracia e da soberania. - No dia 5, reitoria e representantes da Adufrj, do Sintufrj, da APG fizeram reunião para unir reflexões e esforços em favor da UFRJ (foto). O DCE participou do segundo encontro, no dia 18. - Professores deram adeus a 2017 em confraternização no dia 9. - Segunda reunião do Conselho de Representantes, dia 15, iniciou preparação para o Congresso do Andes. [caption id="attachment_10085" align="alignnone" width="300"] Foto: Kelvin Melo[/caption]

"A universidade é um espaço de produção acadêmica e científica, de debate político, de diálogo, de criação, de convívio com diferenças. É preciso garantir que continue assim", defendem diretores O ano que se encerra foi um ano duro, não só para a universidade, mas para todo o povo brasileiro, que se viu ameaçado de perder – e, em alguns casos, efetivamente perdeu – direitos e conquistas de muitos anos. A reforma trabalhista já votada e a reforma previdenciária que se pretende votar representam golpes duros nos movimentos sociais brasileiros, em especial sobre os trabalhadores e trabalhadoras. E, além disso, as universidades, as artes e a cultura em geral estão sendo demonizadas pela mídia e pelos órgãos policiais. Os cortes de verbas para pesquisa, ciência e educação demonstram o pouco apreço pela produção de conhecimento por parte do governo. No estado do Rio de Janeiro, a situação das universidades públicas estaduais – UERJ, UENF e UEZO – é um exemplo do desprezo com que os governos federal e estadual tratam as suas instituições de ensino e pesquisa. Mas é preciso resistir aos ataques e defender a universidade pública, gratuita e de qualidade. A universidade é um espaço de produção acadêmica e científica, de debate político, de diálogo, de criação, de convívio com diferenças. É, por excelência, um espaço democrático, plural, criativo, de interação e de troca – nas salas de aula, nos laboratórios, nos auditórios, nos corredores, no pátio, nas cantinas. É preciso garantir que continue assim. Este é o nosso desejo para 2018: que a gente consiga consolidar um comprometimento profundo entre professores, funcionários e alunos em prol da pesquisa, do ensino, da extensão e da qualidade do trabalho. Este será o empenho da diretoria da ADUFRJ em defesa da universidade pública e da democracia no país. Aproveitamos a ocasião para agradecer a confiança, o apoio e a participação dos professores da UFRJ. No próximo ano estaremos juntos! Bom final de ano. Boas festas!

Serão 25 professores da UFRJ, entre delegados e observadores. Diretoria da Adufrj apresentou tese, intitulada "Universidade para a Democracia", que será remetida para discussão no evento A maior delegação dos últimos cinco anos vai representar os professores da UFRJ no próximo Congresso do Andes, marcado para Salvador (BA), no fim de janeiro. Serão 25 delegados e observadores: da diretoria ou ligados a ela, da oposição e até mesmo independentes. Os nomes (confira aqui a lista) foram votados na última assembleia da Adufrj em 2017, dia 20, como resultado de uma negociação respeitosa entre as partes. O processo de superação das diferenças, que durou mais de um mês, tem como objetivo fortalecer a defesa da universidade pública na atual conjuntura. Na assembleia, ficou definida a realização de um seminário, em 15 de janeiro, para aprofundar a discussão dos temas do evento de Salvador. Uma nova assembleia, dois dias depois, vai concluir os preparativos para o encontro. No Congresso do Andes, os delegados debatem teses sobre os temas centrais do encontro. O material está reunido num caderno de textos, à disposição dos associados na sede da Adufrj. Este ano, a diretoria apresentou sua própria tese, intitulada “Universidade para a Democracia” (leia a íntegra aqui). A referência é a defesa dos direitos conquistados na Constituição Federal de 1988. O diretor Eduardo Raupp observou que o documento está no site e no perfil da Adufrj no Facebook: “Ele representa uma reflexão do que foi nosso programa como chapa, mas atualizada pela conjuntura”, afirmou. A professora Ligia Bahia, também diretora da Seção Sindical, ressaltou o momento de realização do congresso: “O ano já nasce com um debate político intenso. O congresso coincidirá com o julgamento que vai definir a elegibilidade do ex-presidente Lula”, disse. Na assembleia, os professores debateram a metodologia da discussão dos textos. “Podemos encontrar pontos de consenso, ainda que não concordemos em tudo”, ponderou Luciano Coutinho, professor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, e um dos líderes da oposição. “Temos que aprender a respeitar nossos dissensos. É da vida. Não vamos concordar em tudo”, emendou a professora Cris Miranda, do Colégio de Aplicação. Para a presidente da Adufrj, professora Maria Lúcia Werneck, “parece ser mais interessante convergir para escolher pontos de debate, em vez de aprovar ou não aprovar um texto”, disse. “Precisamos encontrar consensos. Isso nos fortalece”, completou o diretor Felipe Rosa.

Um alívio, ao menos temporário, para os servidores públicos federais. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação dos principais pontos da Medida Provisória nº 805, editada pelo governo Temer: o adiamento dos reajustes previstos para 2018 e o aumento da alíquota previdenciária para os que ganham acima de R$ 5,5 mil. A liminar será submetida ao Plenário do STF após o término do recesso forense, em fevereiro. Antes disso, o governo tenta convencer a presidente do Supremo, Carmen Lúcia, a tomar uma decisão monocrática favorável à MP. Ao conceder liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5809, ajuizada pelo PSOL, Lewandowski questionou o aumento da alíquota da contribuição previdenciária, “que passa a ser arbitrariamente progressiva, sem qualquer consideração de caráter técnico a ampará-la”. Também justificou a manutenção dos reajustes: “Não se mostra razoável suspender um reajuste de vencimentos que, até há cerca de um ano, foi enfaticamente defendido por dois ministros de Estado e pelo próprio presidente da República como necessário e adequado”.

Fazer uma abertura do próximo semestre letivo com a participação de nomes premiados da Ciência. Esta é uma das propostas da Adufrj com o objetivo de chamar atenção da sociedade para a defesa da universidade pública e gratuita. A sugestão foi apresentada em reunião realizada entre a reitoria e representantes dos professores, técnicos-administrativos e estudantes no último dia 18. A ideia, que começou a ser desenhada em encontro de 5 de dezembro, é organizar uma semana de atividades em março, mês de início das aulas para a maioria dos cursos de graduação e pós-graduação. A vice-presidente da Adufrj, Ligia Bahia, também lembrou o aniversário da Carta Magna do país como um possível tema a ser trabalhado durante a abertura do ano letivo. “Para mim, são os 30 anos de Constituição e nenhum direito a menos”, resumiu. O DCE Mário Prata defendeu que a composição das mesas leve em conta a diversidade. “É muito difícil atrair estudantes para um evento quando eles não se veem; são pessoas que não têm a sua cor, não têm nada a ver com lugar onde você mora ou seu mundo”, justificou Julia Brandes. Representantes da APG-UFRJ foram em direção parecida, destacando a mudança também no perfil atual dos pós-graduandos e sua contribuição para a pesquisa. Já os técnicos deram ênfase ao diálogo para fora. “A universidade é importante para nós. Mas ela é mais importante para o restante da sociedade”, sublinhou Huascar Filho (Sintufrj).

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