Exoneração ocorre após longa disputa com a reitoria sobre os recursos de pagamento dos funcionários extraquadros e pouco mais de um mês depois da publicação da Revista da Adufrj que tratou dos problemas da unidade O professor Eduardo Côrtes foi demitido pelo reitor Roberto Leher, após longa disputa sobre os recursos de pagamento dos funcionários extraquadros e pouco mais de um mês depois da publicação da Revista da Adufrj que tratou dos problemas da unidade. A assessoria de imprensa da reitoria confirmou a exoneração. Em reunião do Conselho de Administração do hospital realizada na tarde desta terça-feira (7), foi aprovado o nome do cirurgião Leôncio Feitosa para ocupar o cargo. Feitosa já foi presidente do Instituto Nacional de Cardiologia.
É uma oportunidade de sensibilizar a população e pressionar o governo para alterar o baixíssimo orçamento previsto para as áreas de CT&I e educação em 2018 A Adufrj convoca toda a comunidade para a terceira edição da Marcha pela Ciência, em frente ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá, a partir das 15h30 de hoje (11): “Será muito importante a participação de todos nessa manifestação em defesa da Educação e da Ciência no Brasil, pois é um momento crucial de definição das leis orçamentárias federal e estadual”, destacou a vice-presidente da Seção Sindical, Lígia Bahia. A Marcha pela Ciência acontece em diferentes cidades do país. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Luís e Curitiba já programaram manifestações para este final de semana. A versão fluminense será uma atividade dinâmica, com a participação da Cyclophonica, uma orquestra em cima da bicicleta, animada pelo professor Leonardo Fuks, da Escola de Música da UFRJ. Os organizadores da Marcha reivindicam a recomposição dos orçamentos das universidades públicas e dos institutos de pesquisas, a garantia das bolsas e assistência estudantil; além da retomada de investimentos em ciência e tecnologia nos patamares de 2014, além da revogação da Emenda Constitucional do teto de gastos. A iniciativa é da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em parceria com associações de docentes como a Adufrj (UFRJ) e Asduerj (Uerj), outros sindicatos e entidades estudantis.
Grupos conservadores não querem que a intelectual norte-americana, renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero, participe de seminário em São Paulo, entre os dias 7 e 9 de novembro A realização de um seminário internacional na cidade de São Paulo, entre 7 e 9 de novembro, virou motivo de polêmica. Simpatizantes de grupos conservadores não querem que a intelectual norte-americana Judith Butler, renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero, participe do evento. Por outro lado, várias organizações científicas defendem a vinda da pesquisadora ao país. A Adufrj também apoia a presença da professora na atividade, que terá como tema “Os fins da Democracia: Estratégias Populistas, Ceticismo sobre a Democracia e a Busca por Soberania Popular”, no SESC Pompeia. De acordo com uma das petições que circulam na internet contrárias à participação da norte-americana, “não podemos permitir que a promotora dessa ideologia nefasta promova em nosso país suas ideias absurdas, que têm por objetivo acelerar o processo de corrupção e fragmentação da sociedade”. Já a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que agrega 110 programas de pós-graduação de Antropologia, Ciência Política, Ciências Sociais e Sociologia no país, divulgou em seu site uma nota de apoio integral à professora Judith Butler ao falar do evento: “São pesquisadores e pesquisadoras norte-americanos, latino-americanos e europeus que, como nós, professores brasileiros e brasileiras, desenvolvem um trabalho intelectual cuja premissa é a liberdade de pensamento, a possibilidade de crítica, e a capacidade de colocar em debate questões relevantes para o conjunto da sociedade”, diz um trecho. Este manifesto da Anpocs e de outras organizações acadêmicas podem ser lidos em: https://medium.com/@butlernobrasil.
Bandidos armados com fuzis assaltaram um caminhão da empresa FedEX, desviado para o Fundão. A ação causou pânico nos fundos do Centro de Ciências da Saúde Um roubo causou pânico no bloco N do Centro de Ciências da Saúde por volta das 15h de hoje. Bandidos armados com fuzis assaltaram um caminhão da empresa FedEX, que fazia o transporte de celulares, aparelhos de televisão e outros eletrônicos do aeroporto do Galeão para a sede da empresa, na Pavuna. De acordo com os funcionários, cerca de dez homens armados, em dois carros e uma van, fizeram a primeira abordagem na Ponte Velha. Os empregados avisaram a empresa, que começou a desligar o veículo. “Eles trouxeram a gente aqui e, antes do terminal do BRT, o caminhão começou a ser bloqueado e desligou (nos fundos do CCS)”, relatou um deles, que não quis ser identificado. Os bandidos tentaram abrir o caminhão-baú, sem sucesso. “Aí mandaram a gente descer. Não pudemos fazer nada”, disse. Após mexerem na fiação do painel, os criminosos conseguiram religar o caminhão e fugiram nele com a mercadoria avaliada em R$ 1,4 milhão. Durante a ação, estudantes e funcionários correram e se esconderam no prédio. Maria Fernanda Santos, decana do CCS, ao perceber a confusão, acionou a polícia, a Divisão de Segurança e a prefeitura universitária. “Não é a primeira vez ”, afirmou. “Há três meses ocorreu um incidente similar, mas fora do horário de aula. Não temos portões e aí esse tipo de violência acontece”, reclamou. Prefeitura Universitária estuda controle de acesso
Em nota, a assessoria de imprensa da UFRJ informou que a ocorrência seguiu para registro na 37ª DP (Ilha do Governador), após a chegada da PM, que é responsável pelo patrulhamento das áreas externas do campus. Também divulgou que a Prefeitura da universidade, responsável pelo trânsito no interior campus, estuda novas formas para controle de entrada e saída de veículos da Ilha do Fundão. "A ação contribuirá para evitar a ocorrência de crimes na Cidade Universitária", diz um trecho da nota.
Martinho da Vila recebeu, dia 31, na Faculdade de Letras, o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Hoje, pra mim, é um dia de graça. Mas ninguém aqui precisa me chamar de dotô”, brincou o cantor, quebrando a formalidade da cerimônia. A homenagem a Martinho começou no Departamento de Letras Vernáculas. O documento aprovado, este ano, pelo Conselho Universitário afirma que o cantor se tornou “um mediador entre a cultura popular e a erudita, por suas qualidades biculturais de mestre popular e de ídolo da indústria cultural, o que potencializou sua atuação na promoção da cultura popular e na militância contra o racismo na sociedade brasileira”. A solenidade levou três horas. Foram mais de 200 pessoas reunidas em dois auditórios lotados, um deles com telão transmitindo a atividade do outro. “A UFRJ tem auditórios maiores e com uma infraestrutura melhor, mas Martinho quis fazer esse evento aqui, porque foi da Letras que partiu a ideia de homenageá-lo”, contou a diretora da unidade, Eleonora Ziller. Em seu rápido discurso, Martinho relembrou a origem. “Meu pai, José Ferreira, e minha mãe, Maria Teresa, foram lavradores. A UFRJ concedeu um título de doutor ao filho dos lavradores. Isso mostra como essa instituição atua contra o preconceito.” Sentada à primeira fileira, os olhos de Dona Elza, irmã mais velha de Martinho, lacrimejavam com a lembrança dos pais. Para ela, “viver aquele momento com o irmão era a maior alegria”. O reitor Roberto Leher presidiu a sessão: “Estamos em uma Universidade de alta cultura celebrando a alta cultura de Martinho da Vila. Ter entre nós um intelectual negro é importante para a afirmação de jovens negros, de baixa renda, que, agora, com as cotas, têm acesso ao ensino superior”, afirmou. “Os jovens podem ver que, assim como Martinho, é possível vencer a sociedade preconceituosa e ser uma referência nas artes, na música, na literatura”, completou.