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Estudantes cobram respostas da reitoria. Centros acadêmicos puxam movimento por doações aos colegas. Também será aberto um posto no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho para recolhimento dos produtos de higiene e demais objetos necessários [caption id="attachment_8228" align="alignnone" width="238"] Estudantes recebem doações de CAs e Unidades acadêmicas. Crédito: Elisa Monteiro[/caption] Pedro Alvarenga, estudante da História da Arte, viveu uma experiência terrível na madrugada da última quarta-feira. Morador do alojamento da UFRJ, ele foi acordado por gritos que vinham de fora do seu quarto. “Achei que era uma briga. Quando vi, estava tudo cheio de fumaça”, diz. Era o começo do incêndio que atingiu o bloco B, hoje interditado pela Defesa Civil. “Só consegui puxar minha mochila e sair correndo.” Já fora do prédio, após as chamas serem contidas, o jovem ainda tinha esperança de resgatar alguns de seus pertences. “Mas os bombeiros me informaram que tudo foi queimado”, disse. Entre as perdas, o que Pedro mais lamentou foram as dezenas de livros acumulados em duas graduações. Natural de Divinópolis (MG), Pedro veio ao Rio para estudar. A UFRJ é a segunda universidade do jovem. Antes, foi bolsista da PUC, mas saiu pelas dificuldades de se manter no curso de Cinema. Indignação Pedro participou, na manhã seguinte, de uma reunião com a reitoria. No encontro, os moradores estavam indignados e muitos caracterizaram o incêndio como “tragédia anunciada”, em função das precárias condições do bloco, ainda não reformado. “A reitoria faz o possível, dentro das limitações orçamentárias”, respondeu o reitor Roberto Leher. Os residentes também manifestaram preocupação com possíveis prejuízos acadêmicos. O pró-reitor de Graduação, Eduardo Serra, assegurou que medidas serão tomadas para minimizar os danos. “Especialmente para os alunos da Escola de Belas Artes e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, que ainda estão em 2017.1, vamos trabalhar para ter prazos especiais, trancamento, segunda chamada”, disse. Apoios externos Em nota, a UFRJ informou que tanto a prefeitura do Rio quanto o Ministério da Educação ofereceram apoio à universidade. De acordo com o texto, o prefeito Marcelo Crivella “sinalizou que a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação poderá apresentar soluções concretas e emergenciais para a UFRJ, tais como opções de moradia aos alunos.” Doações em alta O dia seguinte ao incêndio estudantil foi marcado pela chegada de doações à portaria da residência. O movimento é impulsionado por centros acadêmicos, com abastecimento de roupas, cobertas e toalhas. Também será aberto um posto no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho para recolhimento dos produtos de higiene e demais objetos necessários. Parte dos estudantes migrou para as instalações emergenciais montadas na Escola de Educação Física e Desportos. Mas a maioria permanece no prédio acidentado. Os alunos têm assembleias marcadas para a tarde e à noite. *colaborou Elisa Monteiro

Toda a comunidade acadêmica está convidada a comparecer a um ato de solidariedade à UERJ, na segunda-feira (7). A iniciativa, organizada pela Adufrj, terá uma concentração ao meio-dia, no bloco A do Centro de Tecnologia Toda a comunidade acadêmica está convidada a comparecer a um ato de solidariedade à UERJ, na segunda-feira (7). A iniciativa, organizada pela Adufrj, terá uma concentração ao meio-dia, no bloco A do Centro de Tecnologia. Sem dinheiro para o pagamento dos servidores, bolsas estudantis e contratos, a tradicional instituição de ensino superior do estado suspendeu o ano letivo de 2017 por tempo indeterminado.

Instrumento da Campanha Conhecimento Sem Cortes chega à capital federal no próximo dia 9. Painel eletrônico mostra as perdas orçamentárias das universidades e dos institutos de pesquisa federais desde 2015 A Campanha Conhecimento Sem Cortes dará um novo passo em defesa da Ciência e da Educação, no próximo dia 9. Será inaugurado, em Brasília, bem à vista dos parlamentares, mais um tesourômetro. O painel eletrônico denuncia à população, minuto a minuto, as perdas orçamentárias das universidades e dos institutos de pesquisa federais desde 2015. São quase R$ 500 mil por hora. Para marcar a data de início do funcionamento do aparelho, haverá um debate na sede da Associação de Docentes da UnB, uma das entidades à frente da campanha, ao lado da Adufrj, do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (Apubh) e do Sindicato dos Trabalhadores do Instituto Federal do Rio (Sintifrj), às 17h. Haverá uma mesa com representantes da própria Adunb, da Adufrj e da Apubh, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Academia Brasileira de Ciências. Além do tesourômetro no Distrito Federal, há outros dois no Brasil: o primeiro foi instalado na UFRJ, em 22 de junho; o segundo, na UFMG, em 18 de julho, durante a Reunião Anual da SBPC. Diferentemente dos anteriores, o da capital ficará exposto fora da universidade: "Escolhemos a 608 Sul por ser um local de grande visibilidade, principalmente para os políticos que chegam do aeroporto e passam pela via até o Congresso Nacional”, disse Virgílio Arraes, presidente da Adunb. "Esse tesourômetro tem um significado especial, porque estaremos na casa dos parlamentares que aprovarão a Lei Orçamentária Anual para 2018”, afirmou Carlos Frederico, vice-presidente da Adufrj. “É mais uma forma de pressionarmos diretamente esses atores para o aumento dos investimentos em educação, ciência e tecnologia", completou. O objetivo do Conhecimento sem Cortes é denunciar os cortes de orçamento e suas consequências negativas para a sociedade brasileira, além de sensibilizar a população para que seja preservada a produção das universidades e dos institutos de pesquisa. Participe da campanha assinando a petição virtual, que já possui mais de 30 mil apoiadores, além de compartilhar seus conteúdos pelas redes sociais. Visite o site: www.conhecimentosemcortes.org.br (com informações da ASC/Adunb)  

Um ginásio da Escola de Educação Física e Desportos será a moradia provisória dos estudantes do bloco do alojamento atingido por um incêndio, na madrugada de hoje

Um ginásio da Escola de Educação Física e Desportos será a moradia provisória dos estudantes do bloco do alojamento atingido por um incêndio, na madrugada de hoje. A princípio, seriam instaladas na EEFD as pessoas que tiveram os quartos completamente destruídos pelas chamas. Mas a Defesa Civil decidiu interditar todo o bloco, onde residiam 165 alunos. Não há data para a reabertura desta parte da edificação.

Uma ala da residência pegou fogo por volta das 4h. Nove quartos foram atingidos. Segundo nota divulgada pela reitoria, o Corpo de Bombeiros atuou no prédio com 16 viaturas e fez os trabalhos de rescaldo. A causa do incêndio ainda será investigada pelas autoridades competentes, com acompanhamento da Superintendência-Geral de Políticas Estudantis (SuperEst) e da Prefeitura da UFRJ. Um aluno sofreu fratura na perna ao tentar sair do local e foi hospitalizado. Outros três tiveram ferimentos menos graves ou relataram inalação de fumaça. Em reunião com os moradores agora à tarde, além de informar a moradia temporária na EEFD, a reitoria anunciou que busca locais mais adequados para acomodação dos alunos. Também foi liberado um auxílio emergencial de R$ 20 mil para a compra de itens básicos. Os estudantes cobram da administração central o ressarcimento das perdas e ajuda com documentos, especialmente para os estrangeiros em intercâmbio. Doações O DCE Mário Prata informa que o alojamento precisa de doações de alimentos e roupas. Os itens podem ser entregues na portaria da residência estudantil.

Após um 2016 difícil, unidade comemora a volta do público. Foram ao local aproximadamente 100 mil pessoas, entre janeiro e julho, contra 70 mil do mesmo período do ano passado Após um 2016 difícil, o Museu Nacional da UFRJ comemora a retomada do fluxo normal de visitantes. Foram ao local aproximadamente 100 mil pessoas, entre janeiro e julho, contra 70 mil no mesmo período do ano passado. De acordo com Wagner William Martins, diretor adjunto do Museu, o principal motivo para a queda em 2016 foi o funcionamento irregular de uma instituição vizinha, na Quinta da Boa Vista: o Jardim Zoológico do Rio. O espaço foi fechado por determinação do Ibama, de janeiro a março, pois não tinha condições adequadas para a manutenção dos animais. Foi reaberto parcialmente e voltou a ser fechado em outubro. Só passou a operar normalmente em meados de dezembro. “A reabertura certamente aumentou a visitação do Museu”, diz Wagner. Ainda segundo o diretor adjunto, outras ações também incentivam a procura pela unidade. “Existem algumas iniciativas educacionais do Museu, como oficinas, palestras, entre outras, que aumentaram este número”, pontua. Quase 200 anos O Museu Nacional vai comemorar 200 anos em grande estilo, no próximo ano. A instituição será tema do enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense. Leia mais aqui.

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