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Beatriz Resende, da Faculdade de Letras, é uma das convidadas da 15ª edição da Feira Literária de Paraty. O evento será entre 26 e 30 de julho Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, é uma das convidadas da 15ª edição da Feira Literária de Paraty. Não por acaso. Há quase 40 anos, a professora estuda Lima Barreto (1881-1922), nome homenageado na Flip 2017. Poeta negro e suburbano, o célebre autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma quebrou barreiras na literatura com uma obra de forte cunho social. “Por um lado, vem atrasada (a deferência), mas por outro vem num momento muito bom. É necessária, não só pela homenagem a ele, mas pela questão das minorias, especialmente negra”, diz Beatriz. [caption id="attachment_7843" align="alignright" width="300"] Para a professora Beatriz Resende, homenagem a Lima Barreto vem num momento oportuno - Foto: Isabella de Oliveira[/caption] A professora participará de duas mesas da Flip, que será realizada entre 26 e 30 de julho. Na primeira, intitulada “Arqueologia de um autor”, Beatriz estará com os também docentes Edimilson de Almeida Pereira (da Universidade Federal de Juiz de Fora) e Felipe Botelho Corrêa (King’s College, de Londres): “Vamos discutir o porquê de Lima Barreto ter demorado a fazer parte do cânone da literatura brasileira” — o escritor se desentendeu com figuras célebres da época e fazia críticas ao movimento modernista, despontando na época. Na segunda, chamada “Subúrbio”, com a participação do historiador Luiz Antonio Simas, a professora pretende falar do olhar de Lima Barreto sobre o Rio de Janeiro. Beatriz adianta que lançará na Flip algumas novas publicações sobre o autor, como o e-book “Sobre Lima Barreto”, além do livro “Impressões de leitura e outros textos críticos”. Mais diversidade Depois de criticada em 2016 pela falta de diversidade entre os palestrantes, a organização da Flip garante na agenda uma participação de 30% de autoras e autores negros. Para Beatriz Resende, a feira cumpre um papel fundamental: “A Flip é um evento decisivo no mundo editorial. Tem muita visibilidade e pauta jornais. Este ano, com questões como o racismo”, explica.

Ato no Rio teve passeata da Candelária à Central do Brasil. À tarde, a Adufrj exibiu filme Diretas Já, o grito das ruas, no IFCS. A segunda Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, na sexta-feira 30, teve menos adesão do que a manifestação de 28 de abril. Mesmo assim, milhares ocuparam grande parte da Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. E depois seguiram em passeata até a Central do Brasil, onde a atividade foi encerrada, perto das 20h, até então sem conflito com a polícia. “Gostaria que estivesse mais cheio, mas ainda foi contundente”, avaliou o professor Lauro de Melo, da Engenharia de Alimentos da UFRJ. “Não dá para saber o quanto as manifestações vão influenciar nas reformas que estão sendo propostas, mas não vamos tomar um ‘banho’, como no caso da PEC do corte de gastos. Temos mais chances”, justificou. Muitos professores da UFRJ marcaram presença no ato. Parte da comunidade da UFRJ se concentrou mais cedo no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco, enquanto outros se dirigiram direto à Candelária. “O IFCS é um espaço de referência de defesa de direitos e da democracia”, observou Fernando Santoro, da Adufrj. A Seção Sindical exibiu o documentário “Diretas Já, o grito das ruas” durante o Esquenta da UFRJ. O filme é uma produção da TV Senado e marcou os 30 anos do movimento no Brasil. Com a camiseta da campanha pela volta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Assis Gonçalves, funcionário do Museu de Astronomia, falou seus motivos para estar na manifestação: “Quando o Ministério foi fundido, houve desmonte da sua estrutura. E, na prática, um rebaixamento dos órgãos de fomento. O fim desse governo é a única chance de isso ser revertido”. É preciso envolver as pessoas Desde a concentração, às 15h, havia um clima de tensão em relação à repressão policial. “Parece que quanto mais ilegítimo, mas violento é o governo”, observou Pablo Benetti, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Para ele, “está claro que o governo tem prazo de validade”, no entanto, “também há muita blindagem política”. “A própria ideia das diretas é correta, mas depende de muita mobilização popular. Para isso, as manifestações precisam crescer”, destacou. Na avaliação de Tatiana Roque, presidente da Adufrj, as manifestações ganham especial importância com a fragilidade do governo. No entanto, a Greve Geral “ainda não alcançou setores fundamentais, como o transporte”.  Outra crítica da docente foi quanto ao formato dos atos das centrais. Ela fez um paralelo com as passeatas de massa de 2013: “Junho nos mostrou que não existe separação entre os meios e os fins”, disse. “As pessoas não se mobilizam só por causas, é preciso afeto”, completou. Muitas falas no carro de som fizeram referência à “unidade” e à necessidade de expansão da mobilização. Pelo Andes-SN, Claudio Ribeiro, defendeu o crescimento da paralisação para 48 horas: “Só a população nas ruas será capaz de derrubar esse governo”. A liderança do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Marcelo Durão, deu ênfase ao “trabalho de base”.  “Hoje as principais rodovias do país foram paradas contra o golpe e por direitos. E o MST estava lá porque é tempo de retomar o trabalho de base, parar e barrar essas reformas”. O tema da corrupção do governo Temer também apareceu. Dirigentes sindicais, como Sidney Castro (Sindsprev/RJ) criticaram duramente a liberação do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O ex-assessor de Temer foi flagrado recebendo R$ 500 mil que, de acordo com delação da JBS, era de propina. Carlos Frederico Leão Rocha, vice-presidente da Adufrj, comentou a crise: "Não é aceitável que o ajuste seja feito sobre os trabalhadores. Não é aceitável que esteja acontecendo a manutenção de um projeto dominado pela corrupção. Não é aceitável o rompimento do contrato que está acontecendo na presidência". A segunda Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, na sexta-feira 30, teve menos adesão do que a manifestação de 28 de abril. Mesmo assim, milhares ocuparam grande parte da Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. E depois seguiram em passeata até a Central do Brasil, onde a atividade foi encerrada, perto das 20h, até então sem conflito com a polícia. “Gostaria que estivesse mais cheio, mas ainda foi contundente”, avaliou o professor Lauro de Melo, da Engenharia de Alimentos da UFRJ. “Não dá para saber o quanto as manifestações vão influenciar nas reformas que estão sendo propostas, mas não vamos tomar um ‘banho’, como no caso da PEC do corte de gastos. Temos mais chances”, justificou. Muitos professores da UFRJ marcaram presença no ato. Parte da comunidade da UFRJ se concentrou mais cedo no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco, enquanto outros se dirigiram direto à Candelária. “O IFCS é um espaço de referência de defesa de direitos e da democracia”, observou Fernando Santoro, da Adufrj. A Seção Sindical exibiu o documentário “Diretas Já, o grito das ruas” durante o Esquenta da UFRJ. O filme é uma produção da TV Senado e marcou os 30 anos do movimento no Brasil. Com a camiseta da campanha pela volta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Assis Gonçalves, funcionário do Museu de Astronomia, falou seus motivos para estar na manifestação: “Quando o Ministério foi fundido, houve desmonte da sua estrutura. E, na prática, um rebaixamento dos órgãos de fomento. O fim desse governo é a única chance de isso ser revertido”. É preciso envolver as pessoas Desde a concentração, às 15h, havia um clima de tensão em relação à repressão policial. “Parece que quanto mais ilegítimo, mas violento é o governo”, observou Pablo Benetti, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Para ele, “está claro que o governo tem prazo de validade”, no entanto, “também há muita blindagem política”. “A própria ideia das diretas é correta, mas depende de muita mobilização popular. Para isso, as manifestações precisam crescer”, destacou. Na avaliação de Tatiana Roque, presidente da Adufrj, as manifestações ganham especial importância com a fragilidade do governo. No entanto, a Greve Geral “ainda não alcançou setores fundamentais, como o transporte”.  Outra crítica da docente foi quanto ao formato dos atos das centrais. Ela fez um paralelo com as passeatas de massa de 2013: “Junho nos mostrou que não existe separação entre os meios e os fins”, disse. “As pessoas não se mobilizam só por causas, é preciso afeto”, completou. Muitas falas no carro de som fizeram referência à “unidade” e à necessidade de expansão da mobilização. Pelo Andes-SN, Claudio Ribeiro, defendeu o crescimento da paralisação para 48 horas: “Só a população nas ruas será capaz de derrubar esse governo”. A liderança do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Marcelo Durão, deu ênfase ao “trabalho de base”.  “Hoje as principais rodovias do país foram paradas contra o golpe e por direitos. E o MST estava lá porque é tempo de retomar o trabalho de base, parar e barrar essas reformas”. O tema da corrupção do governo Temer também apareceu. Dirigentes sindicais, como Sidney Castro (Sindsprev/RJ) criticaram duramente a liberação do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O ex-assessor de Temer foi flagrado recebendo R$ 500 mil que, de acordo com delação da JBS, era de propina. Carlos Frederico Leão Rocha, vice-presidente da Adufrj, comentou a crise: "Não é aceitável que o ajuste seja feito sobre os trabalhadores. Não é aceitável que esteja acontecendo a manutenção de um projeto dominado pela corrupção. Não é aceitável o rompimento do contrato que está acontecendo na presidência".

  O prédio Jorge Machado Moreira, sede da reitoria e de vários cursos, voltou a ter energia no início desta tarde. A rede local de telefonia e internet ainda está retornando ao funcionamento normal. O edifício estava sem luz desde 11h da sexta, dia 23, prejudicando várias atividades acadêmicas e administrativas. O corte havia sido feito por funcionários da Light, que cobra pagamentos dos meses de setembro e outubro de 2016. A empresa afirma que a dívida da instituição chega a quase R$ 11,5 milhões. A UFRJ responde que o passivo equivale a cerca de R$ 7 milhões. Ainda no dia 23, a universidade obteve na justiça uma decisão pela religação do sistema pela concessionária. O juiz Guilherme Cotecchia Porto, da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirma que a ação entre a concessionária e a UFRJ “seguiu para a fase de negociações, na qual foram realizadas várias audiências de conciliação em resultado das quais conseguiu sanar mais de 90% do seu débito, estando atualmente em dia, restando em aberto somente as faturas de setembro e outubro de 2016, sobre as quais não houve acordo”. A Faculdade de Letras foi o ponto da universidade escolhido pela empresa para a realização do corte. “Disseram que a orientação da Light era cortar onde não havia laboratórios”, informou a diretora Eleonora Ziller. “Como nos recusamos a entregar a chave da subestação do subsolo, ele foram no poste. E acabaram cortando de vez a luz da reitoria”, contou. Não houve interrupção de atividades na unidade. [caption id="attachment_7757" align="alignleft" width="423"] Sala da direção da FAU ficou fechada com a falta de luz[/caption] Já no prédio da reitoria, a situação estava sendo tratada de forma diversa pelas unidades. Na sexta-feira e nesta segunda-feira, pela manhã, alguns professores deram aulas; outros suspenderam. “Nós deixamos que os professores avaliassem”, disse a vice-diretora da Escola de Belas Artes, Madalena Ribeiro Grimaldi. “Há salas com iluminação natural melhor. E cursos que necessitam mais ou menos de equipamentos, como projetores”, completou o diretor Carlos Gonçalves Terra. A direção da FAU emitiu nota pela internet, às 11h50, suspendendo as aulas na parte da tarde. Izabela Rangel, do 2º período, teve aula na parte da manhã, mas não pôde  entregar o trabalho da tarde. Ela conta que, na sexta-feira, as aulas não foram suspensas e estudantes tiverem dificuldade. “Foi muito ruim. Muita gente não conseguiu fazer exposição de maquetes. Eu também não consegui acompanhar direito a aula porque era com cartazes e não dava pra ver”. O Centro de Centro de Letras e Artes (CLA) manteve expediente na sexta-feira. “Não pudemos dar encaminhamento aos processos com o sistema fora do ar. Mas recebemos os documentos”, relatou a vice-decana, Cristina Tranjan.  Nesta segunda-feira, o expediente seria encerrado mais cedo, caso a situação não fosse normalizada até o início da tarde.A reportagem não conseguiu entrar em contato com a assessoria da Light.

Os professores da UFRJ resolveram aderir à greve geral e vão parar na sexta-feira, 30 de junho. grevegeral-30jun site Os professores da UFRJ resolveram aderir à greve geral e vão parar na sexta-feira, 30 de junho. O esquenta da universidade, como de costume, acontecerá no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, a partir das 15h, com exibição do documentário Diretas já, o grito das ruas, produzido pela TV Senado. Do Largo de São Francisco, docentes, estudantes e técnicos seguirão em direção à Candelária. Os protestos previstos para todo o país são contrários às reformas Trabalhista e da Previdência e pedem a saída do presidente Michel Temer, denunciado por corrupção pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eblin Farage, presidente do Andes, considera que a pressão exercida pelos movimentos sociais é fundamental para o enfraquecimento do governo. “As atividades realizadas desde o fim do ano passado vêm surtindo resultado, inclusive deslocando alguns deputados da base do governo a votarem contra as reformas”, afirmou. Pela CUT Nacional, seu presidente Vagner Freitas defende a greve. “Fazer pressão no Senado, na Câmara, ajuda, mas o que derruba mesmo são as ruas. Neste sentido, a greve é importantíssima”. Ele afirmou que a Central continuará em plena mobilização junto com as frentes Brasil Popular e Povo sem medo, mesmo durante o recesso do Congresso Nacional. A instabilidade política do país ajuda a postergar as reformas.

O professor Ildeu Moreira, do Instituto de Física da UFRJ, foi eleito presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).   O professor Ildeu Moreira, do Instituto de Física da UFRJ, foi eleito presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No relatório de apuração divulgado no dia 26, Ildeu recebeu 980 votos. Houve, ainda, 73 brancos e 48 nulos. Vanderlan da Silva Bolzani, professora do Instituto de Química do campus Araraquara da UNESP, e Carlos Roberto Jamil Cury, professor emérito da Faculdade de Educação da UFMG, serão os vice-presidentes. Paulo Roberto Petersen Hofmann, do Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética da UFSC, assume a secretaria-geral da entidade.
Leandro Araújo Lobo, do Instituto de Microbiologia da UFRJ, será o secretário regional do Rio de Janeiro, e Ligia Bahia, da Faculdade de Medicina, também da UFRJ, a secretária adjunta. A nova diretoria assume o mandato para o biênio 2017-2019, em 20 de julho, durante a Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte (MG).  

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